Home / Concelho / Contestada plantação de choupos na Área de Autocaravanas de São Marcos da Serra

Contestada plantação de choupos na Área de Autocaravanas de São Marcos da Serra

A plantação de choupos na nova Área de Serviço de Autocaravanas, que está a ser construída pela Câmara Municipal de Silves, em São Marcos da Serra, tem merecido alguma contestação.
Em documento enviado ao nosso jornal, questiona-se a colocação de “uma mata de choupos, árvore proibida em espaços públicos nalguns países, provoca mais danos que benefícios, provoca danos nos pavimentos e nas redes de esgoto, visto ser ávida por água”. A resina que produz causa “danos nas viaturas” e provoca “alergias”. O que será o oposto do pretendido para um “espaço que se deseja de paz e tranquilidade”.

Choupos junto ao muro

Sobre este assunto, o Terra Ruiva questionou a autarquia de Silves que contesta esta visão sobre o choupo. Sendo verdade que os choupos ganharam “má fama” nas cidades, devido às suas fortes raízes que destroem os passeios, a vereadora Luísa Conduto Luís, faz notar que essa situação não se aplica à área em questão.
Por outro lado, nota que estas árvores estão plantadas em muitos locais do concelho, incluindo em São Marcos da Serra, sem que tenham sido motivo de queixa.
O choupo é uma árvore originária do centro e sul da Europa, oriente asiático e extremo norte de África. Em Portugal encontra-se um pouco por toda a parte, nomeadamente associada a ribeiras e zonas mais húmidas. É uma espécie que pode desenvolver-se em todo o tipo de solo, requerendo humidade permanente nas raízes e boa luz solar.
Em plena Primavera há uma libertação de tufos de pilosidades brancas que se espalham pelo ar criando um efeito semelhante a algodão, que muitas pessoas associam a alergias. No entanto, segundo a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), as concentrações de pólenes dos choupos, que ocorrem em março e início de abril são, normalmente, baixas.

Segundo a SPAIC, a confusão de eventual “alergia a pólen de choupo” deve-se aos pelos brancos que as sementes destas árvores produzem em maio e que originam os novelos de “algodão” no ar. Essa libertação das sementes dos choupos coincide com o período de polinização das gramíneas (grupo de plantas herbáceas), cujo pólen é causador de alergias respiratórias e é invisível.
Para a SPAIC, o problema de acumulação de “algodão” nas ruas pode ser resolvido com o recurso a podas parciais e seletivas (antes de as árvores darem fruto) e utilizando árvores masculinas, que não produzem sementes.

O que, afirma a vereadora da Câmara Municipal, é o que tem sido feito com os choupos plantados recentemente.
.

Veja Também

10º aniversário do CNRLI festeja-se em Silves, com a presença do secretário de Estado, João Catarino

O Castelo de Silves recebe amanhã, dia 27 de novembro, a celebração do 10º Aniversário …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *