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DORAL do PCP analisa resultados eleitorais

A Direção de Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP considera que “ a não eleição de um deputado da CDU no Algarve, depois de 8 anos em que o deputado do PCP se destacou pela qualidade e profundidade da sua intervenção no plano regional é, antes de mais, uma perda para os trabalhadores, os democratas e as populações algarvias. Mas não será no entanto esse fator negativo que impedirá, o PCP e a CDU, de continuarem a luta por uma vida melhor, por uma região com futuro.”

Em comunicado divulgado após a primeira reunião deste organismo, após as eleições legislativas, o PCP considera que as mesmas “determinaram uma arrumação de forças no plano institucional, ainda que com alterações de posicionamento e de expressão eleitoral entre as forças políticas com representação parlamentar, semelhante à registada em 2015. O PS não alcançou a desejada maioria absoluta, e o PSD e o CDS viram confirmada a sua condenação.”

Quanto ao “ resultado obtido pela CDU (329.117 votos e 12 deputados) – traduzido numa redução da sua expressão eleitoral e do número de deputados eleitos, constitui um fator negativo para o futuro próximo da vida do País.”

Quanto ao Algarve, região em que o PCP não conseguiu eleger o silvense Tiago Raposo que se candidatou pela primeira vez, substituindo Paulo Sá, “acompanhando essa mesma tendência que se verificou no plano nacional, a CDU viu reduzida a sua expressão eleitoral (-4.359 votos), obtendo 12.180 votos (7,05%), tendo ficado a escassas centenas de votos de alcançar o objetivo da eleição de um deputado pelo distrito de Faro.

O PS elege 5 deputados (mais 1 do que na legislatura anterior) e obtém 36,75% da votação (+ 1047 votos), o PSD elege três deputados com 22.3% da votação sendo que tinha obtido em 2015, em conjunto com o CDS mais 14.862 votos, o BE com 21.255 votos (12,31%) elege 1 deputado apesar de perder 5.667 votos face a 2015 e o PAN obtém 4,77% ficando à frente do CDS (ambos sem eleição de deputados).”

A DORAL do PCP afirma ainda que, não obstante estes resultados, “honrando os compromissos assumidos com os trabalhadores e o povo, o PCP não faltará com a sua disponibilidade, iniciativa, determinação e independência políticas, para fazer o País e a vida dos portugueses andarem para a frente, para lutar por uma política alternativa patriótica e de esquerda”.

A DORAL do PCP “saúda as centenas de ativistas da CDU, os candidatos, os membros e organizações do PCP pelo empenho e intervenção verificadas nesta importante batalha política. Uma campanha eleitoral onde foi necessário combater e vencer preconceitos, a sistemática desvalorização da CDU, o silenciamento e as campanhas de mentira e falsificação em torno do Partido (contrastando com a promoção de outros), a enganadora ideia de que se estava perante um “governo de esquerda” ou uma “maioria de esquerda”, a promoção de valores e conceções reacionárias e antidemocráticas que têm sido promovidas na sociedade portuguesa.”

A DORAL do PCP manifesta ainda a sua “preocupação” face à realidade económica e social da região. “Sem desvalorizar todos os avanços alcançados ao longo da última legislatura e que são inseparáveis da luta de massas e da ação decisiva do PCP”, este partido afirma a necessidade de uma outra política que “rompa com o modelo de bixos salários, precariedade e desemprego que marca o Algarve, seja no turismo, seja noutros sectores, exigindo o aumento dos salários, incluindo do salário mínimo nacional para 850€; aposte na diversificação da atividade económica e na promoção da produção regional nas pescas, na agricultura ou na indústria; promova um forte investimento público na saúde, na educação, nos transportes, na cultura, na justiça, na segurança das populações, designadamente com a construção do novo hospital central do Algarve, a requalificação da EN 125, a modernização e valorização do transporte ferroviário, o fim das portagens na Via do Infante, a modernização dos portos algarvios; valorize os serviços públicos, particularmente o Serviço Nacional de Saúde, com a dotação dos meios necessários e que em grande parte têm sido desviados para o negócio privado, bem como, no apoio à criança por via de uma rede pública de creches gratuitas; assegure um desenvolvimento equilibrado da serra ao mar, com a reabertura de serviços públicos encerrados, a regionalização, o ordenamento da floresta, a criação de emprego e a fixação de populações; trave o aumento exponencial do preço das rendas de casa, promova a reabilitação urbana, a habitação pública e a construção a custos controlados; defenda e valorize o meio ambiente e o equilíbrio ecológico.”

“O Algarve não pode continuar sujeito à incerteza dos fluxos turísticos, à chantagem das grandes companhias aéreas, ao estoiro das grandes agências de viagens, à predação da riqueza produzida por parte das grandes multinacionais. O Algarve não pode continuar a ter milhares de utentes sem médico de família ou sem uma rede de transportes públicos que assegure a mobilidade. O Algarve não pode ser apenas um destino turístico, mas uma região onde valha a pena viver. É nessa direção que a intervenção do PCP prosseguirá”, afirma o comunicado.

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