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Cristóvão Norte considera que médicos tarefeiros deviam ser a exceção

Após ter sido tornado público que o Centro Hospitalar Universitário do Algarve foi a instituição que registou maior aumento de contratação de médicos tarefeiros, totalizando um custo de 8, 2 milhões de euros e mais de 238 mil horas de serviço, Cristóvão Norte, do PSD, deputado reeleito pelo Algarve,  considera que “ os serviços de médicos tarefeiros deviam ser a excepção, são cada vez mais a regra. O custo para o Estado e para nós contribuintes por cada hora é de 50 euros, enquanto alguém que tenha vínculo ao SNS, especialista, recebe 26 euros por hora. É uma injustiça brutal e um incentivo perverso a que os profissionais abandonem o SNS. Pior, todos compreendem que este modelo não permite a criação de equipas sólidas, o conhecimento entre os profissionais, a estabilidade nas opções clínicas e acompanhamento dos doentes, enfim, piora a qualidade dos serviços prestados.”

Ainda assim, o deputado assinala que “ compreendo o CHUA, se não há mecanismos poderosos para fixar médicos na região e ao SNS, isto, por muito indesejável que seja, é o melhor que podem fazer. Este é um problema que o CHUA não tem condições para resolver, mas sim o Governo.”

Em comunicado, o deputado considera, por isso, que « é preciso impor o Algarve como a primeira prioridade nacional na saúde, este modelo de contratação de médicos acontece por todo o país, mas tem uma expressão completamente abusiva e desajustada no Algarve. O Bastonário da Ordem dos Médicos sublinhou que a verba anual gasta a nível nacional asseguraria a contratação de 5000 médicos para o SNS. Chega de declarações piedosas em que se diz que se quer diminuir os tarefeiros e na prática aumenta-os. O recurso a tarefeiros deve ser reservado a situações excepcionais, casos de aumentos de procura por um pico de gripe ou no verão, mas não mais do que isso porque desestrutura equipas, não favorece a responsabilidade e tem muito maior dificuldade de colocar o doente no centro das decisões, prestando-lhe o acompanhamento que carece.”

Cristóvão Norte considera ainda que o problema da saúde é crónico e estrutural no Algarve e tem vindo a piorar, pelo que é importante encontrar respostas, a maior com um novo hospital e com a criação de mecanismos eficazes para fixar médicos na região.

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