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Carlão na Escola Secundária de Silves contra o racismo e xenofobia

O músico Carlão (o “Pacmam” da banda Da Weasel) estará na Escola Secundária de Silves, no dia 8 de outubro, para falar com os alunos deste estabelecimento de ensino.

A atividade, organizada pela Câmara Municipal de Silves através da sua Biblioteca Municipal de Silves e em colaboração com a Escola, terá lugar no auditório, a partir das 14h30 e destina-se a alunos do 9º ano e do ensino secundário, havendo uma capacidade máxima de 150 alunos.

“Livres e Iguais” é o projeto que dará corpo a esta sessão com os estudantes, um projeto pedagógico de promoção do Interculturalismo (desenvolvido pela empresa Betweien em parceria com o músico Carlão, com a Associação SOS Racismo e com o Conselho Português para os Refugiados), que tem o propósito de sensibilizar e acabar com qualquer tipo de discriminação fundada na ignorância e no ódio.

Este projeto deu origem a um livro, no qual se abordam questões como o Racismo, a Discriminação Étnica e a Xenofobia, dotando os/as leitores/as do conhecimento e das ferramentas de que necessitam para combater, em si e naqueles que os rodeiam, atitudes e comportamentos discriminatórios. Também se apresentam algumas ferramentas de reflexão e autoconhecimento, de enquadramento teórico e jurídico e alguns dados estatísticos, para além de três histórias ficcionadas e a letra de três temas musicados pelo Carlão sobre estas temáticas. Este livro será oferecido a todos os 150 alunos participantes na ação.

Esta iniciativa enquadra-se nas atividades previstas no âmbito da oferta educativa para as escolas preparada pela autarquia e no caso particular, a BMS, procurando promover não só a leitura, como os valores da solidariedade e do respeito pelo outro pelos quais todos os cidadãos devem pugnar.

 

Carlão é filho de pais cabo-verdianos, nasceu em Angola e viajou para Portugal no mesmo ano do seu nascimento, 1975. Entre 1993 e 2009, sob o pseudónimo “Pacman”, foi um dos vocalistas e o principal letrista dos “Da Weasel”. Após o término dos “Da Weasel”, em 2010 e 2011, gravou dois discos com a banda trash/hardcore “Os Dias De Raiva” e, logo a seguir, embarcou no projeto “Algodão”.

No final de 2013, entra em estúdio com Fred Ferreira e Regula, e, sob o seu nome de sempre – Carlão – grava o disco “5-30”, que é editado em 2014 e marca um regresso a sonoridades mais próximas do Hip-Hop e daquilo que tinha feito com os “Da Weasel”. Em 2015, Carlão edita um álbum em nome próprio intitulado “Quarenta”. O sucesso do primeiro single “Os Tais”, bastante tocado pelas rádios mais ouvidas do país, torna-o imediatamente requisitado para uma intensa agenda de concertos. Em 2016, juntamente com Boss Ac, criou o tema-genérico do programa de cariz sociológico “E Se Fosse Consigo”, da autoria de Conceição Lino. “Agulha No Palheiro” e “Viver Pra Sempre”, os singles lançados em 2017 e a tocar nas rádios nacionais, são os primeiros avanços do seu segundo álbum de originais, a ser editado em 2018.

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Um Comentário

  1. Todos estamos sujeitos ao erro.
    Porém, devemos procurar esforçar-nos por ter ponderação e equilíbrio nas posições que tomamos, no que afirmamos e quanto às instituições de que fazemos parte.
    Para isso, deveremos passar, previamente, à fieira do nosso raciocínio e, especialmente, do nosso bom senso, as nossas atitudes e tomadas de posição, a fim de que não caiamos em lamentáveis incoerências.

    JOACINE KAMAR MOREIRA, naturalizada cidadã portuguesa, nascida na Guiné-Bissau, foi eleita deputada à Assembleia da República de Portugal, como candidata pelo Partido LIVRE, nas recentes eleições Legislativas.
    É uma activista feminista e estudiosa de temas como racismo e colonialismo.
    É também presidente da “ASSOCIAÇÃO DE MULHERES NEGRAS”.
    Esta senhora reside num país livre e tem o direito de dividir o seu tempo pelos assuntos que entender.

    Só que a questão põe-se e de modo pertinente : e se um grupo de outras mulheres decidisse criar uma instituição denominada “ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES BRANCAS” ?
    Seria, inevitavel e prontamente, apodada de racista.
    Coloca-se então a pergunta: onde pára o critério de Justiça e de igualdade que esta senhora diz perseguir ?
    Onde, que não se consegue ver nem lobrigar ?

    Não se consegue descobrir onde está esse sentido de equidade, por uma razão muito simples.
    É que, bem ao contrário, a “ASSOCIAÇÃO DE MULHERES NEGRAS” presidida por JOACINE KAMAR MOREIRA, tem subjacente ao seu próprio nome:
    1 – a exclusão na sociedade portuguesa e não a inclusão ;
    2 – o sublinhado rácico e não a representação de seres humanos, na qualidade de pessoas como tal (sem indicação de cor) ;
    3 – a provocação e não a coexistência pacífica.

    O Povo Português é um Povo pacífico, que recebe bem quem aqui desenvolve a sua vida, trabalhando.
    Falamos, designadamente, de pessoas de origem africana, de países de Língua Portuguesa.
    Porém, do mesmo modo que é acolhedor, reage mal, muito mal a provocações como Associações de cariz rácico e, especialmente, dispensa, de boa vontade, discursos a roçar o ódio.
    Acresce que “Quem semeia ventos, colhe tempestades”.

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