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Aurélio Nuno Cabrita apresentou nova obra sobre a freguesia de Messines

“Este é um dia emblemático para esta terra”, disse a professora e historiadora Maria João Raminhos Duarte, na apresentação do livro “São Bartolomeu de Messines e o Concelho de Silves, Dos alvores do liberalismo ao 5 de outubro de 1910”, de Aurélio Nuno Cabrita.

A apresentação decorreu no dia 29 de junho, no auditório do Crédito Agrícola de São Bartolomeu de Messines, com a presença do autor, da historiadora Maria João Raminhos Duarte, do presidente do Conselho de Administração do Crédito Agrícola, Carlos Vargas, além do editor Fernando Mão de Ferro, das Edições Colibri.

A mesa com Maria João Raminhos Duarte, Aurélio Cabrita, Carlos Vargas, Fernando Mão de Ferro

No público, que encheu a sala, estavam também a diretora regional da Cultura, Adriana Nogueira e a presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma, bem como as vereadoras Luísa Conduto Luís e Fátima Matos e a presidente da Junta de Freguesia de Messines, Carla Benedito, além de representantes de outras entidades, familiares e amigos.

Sobre este livro, disse Maria João Duarte, que o mesmo trata não só de questões relativas ao passado, mas também de “questões que apontam o futuro”. Dividido em três partes, a obra começa por fazer um enquadramento geográfico e histórico, a partir da fundação da freguesia, ao século XVIII. Já a segunda parte “a trave mestra da obra”, debruça-se sobre as interações entre a história local / regional e a história nacional, e estuda o período das invasões francesas ao liberalismo. É também nesta parte que se dá destaque a figuras como o Remexido e João de Deus, sobre o qual são apresentados “dados inéditos”. Na terceira parte, é apresentada a freguesia sobre diversos aspetos, em “Fragmentos da história social e económica”.

 

Este livro, que resulta de uma reformulação da dissertação de mestrado em História do Algarve que o autor apresentou na Universidade do Algarve, em 2016, tem como objetivo “estudar a história da freguesia de São Bartolomeu de Messines, em articulação com a história do concelho de Silves e do Algarve, desde os alvores do Liberalismo até à proclamação da República, sem descurar os aspetos sociais, económicos, políticos, urbanísticos e ambientais, identificando protagonistas, aspirações, ambições e constrangimentos da sua evolução.”

Foi esta uma missão cumprida, na opinião de Maria João Raminhos Duarte que definiu esta obra como uma “verdadeira enciclopédia de São Bartolomeu de Messines”, que terá “grande interesse para historiadores nacionais” devido aos “documentos inéditos e por vezes únicos que apresenta”. Com o seu livro, disse a historiadora Maria João, “Aurélio Cabrita abre uma espécie de janela para entender a prosperidade e o declínio de São Bartolomeu de Messines” e faz-nos entender que essas diferentes fases dependem somente “da dimensão dos seus habitantes”.

 

 

Maria João Raminhos Duarte fez ainda o elogio do autor: “Num tempo em que muita gente gosta de viver em bicos de pés, Aurélio gosta de estar longe da ribalta”, mas a produzir, num trabalho feito “de persistência e resiliência”. Um trabalho, acrescentou, que oferece esperança ao Algarve, pois que o “amor à história do Algarve está assegurado”, com jovens investigadores como Aurélio Cabrita ou Patrícia Palma, (também presente na sala), natural de São Marcos da Serra, que se tem distinguido pelo seu trabalho.
E de “amor à sua terra” falou também o editor Fernando Mão de Ferro, pois que, na sua opinião, só esse sentimento poderia justificar o imenso trabalho envolvido neste livro de Aurélio Cabrita, “com 500 páginas”.

“Pensei que não era possível”

“Houve alturas em que pensei que não era possível terminar este livro, as horas em que fiquei fechado em casa são incontáveis” confessou, na sua intervenção, Aurélio Cabrita. E, por isso, os agradecimentos especiais “por este livro que não é só meu”, a José Manuel Vargas (colaborador do Terra Ruiva, professor de História), a Jorge Palma, Anabela Cabrita, Patrícia Palma e ainda à irmã Tânia Cabrita, que fez a paginação.
“Este é um trabalho, resultado de 20 anos de investigação que eu ofereço à comunidade”, disse o autor, acrescentando que também o via como “um ato de justiça pelas pessoas que andaram pelas mesmas ruas que nós andamos hoje e que foram votadas ao esquecimento, com prejuízo de todos nós”.

No final, o autor autografou os livros

De destacar ainda a intervenção do presidente do Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de São Bartolomeu de Messines, Carlos Vargas, que, sublinhou a “honra e o prazer” em apoiar o trabalho de Aurélio Cabrita, como tem sido feito com outros autores. Por mais do que uma vez, Carlos Vargas lembrou que este Crédito Agrícola é “uma instituição da terra” e que a sua “missão não é exclusivamente económica” mas que se estende no apoio a este tipo de iniciativas. E elogiou este trabalho “sobre o que são as nossas raízes”, realizado por uma “pessoa interessada, interessante e amada”.

Seguidamente às primeiras intervenções dos membros da mesa, várias pessoas do público intervieram dando os parabéns ao autor e levantando questões relacionadas com a obra, o estudo da História e outras.

De referir ainda que este livro, editado pelas Edições Colibri, teve o patrocínio da Câmara Municipal de Silves, Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, Crédito Agrícola de Messines, Direção Regional de Cultura do Algarve e Papelaria da Vila. O livro está disponível nesta papelaria de Messines, bem como em várias livrarias do país, ou pode ser encomendado à editora.

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