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Sindicato critica condições nas Conservatórias do Algarve e quer mais balcões em Silves

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas denunciou as más condições de trabalho e de funcionamento nas conservatórias do Algarve, agravadas pela falta de recursos humanos.
Numa carta dirigida à presidente do Instituto dos Registos do Notariado (IRN), e entretanto divulgada à comunicação social, o Sindicato faz uma longa exposição sobre as situações “terceiro-mundistas” que se vive neste sector e apresenta diversas sugestões.

Esta carta surge na sequência de deslocações que a Delegação de Faro do Sindicato efetuou a diversos locais de trabalho, para verificar as condições das instalações e de trabalho dos funcionários. Nesta, o sindicato confirmou que, em todos os serviços visitados, as salas de espera são mal dimensionadas, registando-se um “aglomerado de utentes”, “praticamente em cima dos oficiais que estão a trabalhar”, e com um “barulho contínuo”. A falta de espaço leva ainda a “que todas as pessoas vejam as outras e ouçam as suas conversas e os assuntos que os trazem à Conservatória”.
A falta de mobiliário adequado, a inexistência de sanitários para os utentes, a falta de condições e acessibilidades para pessoas com deficiência são outros problemas apontados.
Nalguns locais de trabalho, os funcionários manifestaram a sua preocupação devido ao “desrespeito dos utentes, por situações resultantes de deficientes condições das instalação e da debilidade dos equipamentos e aplicações informáticas, chegando a haver ameaças à integridade física”.
Por outro lado, o Sindicato considera que o aumento das valências e serviços nas conservatórias tornou notória a falta de recursos humanos.
No que se refere a Silves, o Sindicato refere a falta de espaço para os utentes, a falta de privacidade no atendimento, as queixas referentes ao equipamento informático e periféricos, como lentos, obsoletos e antiquados, (uma queixa que se registou em todos os locais visitados), a exaustão do pessoal.
Para colmatar estas situações, que se agravarão no verão, com um maior número de utentes e com funcionários a gozarem as suas férias, o Sindicato propôs que sejam criadas em várias conservatórias, entre as quais a de Silves, “pelo menos mais 3 balcões a fazer cartão de cidadão e passaporte, sendo que um deles seja exclusivamente para entregas; e os outros para atendimento espontâneo”. No caso de Silves propõe que estes balcões possam funcionar, durante os meses de verão, no hall de entrada do edifício do Tribunal, se não for possível funcionarem na repartição.

Na sua missiva à presidente do IRN o Sindicato faz ainda outras exigências, relativamente aos funcionários, e apresenta sugestões para melhorar os serviços. “Urge- defende o Sindicato- que haja vontade política para a resolução de tão graves problemas que tornam os serviços do IRN, por todo o país, e muito em especial no Algarve, motivo de insatisfação por parte dos cidadãos que confrontados com a obrigação de recorrer aos serviços, enfrentam condições verdadeiramente terceiro-mundistas e que são motivo de abertura de telejornais, tudo isso penalizando os trabalhadores em primeiro lugar”.

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