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PCP questiona falta de pediatras e outros profissionais no Hospital de Portimão

O PCP questionou a ministra da Saúde sobre “a acentuada carência de médicos pediatras no Hospital de Portimão” a qual “tem consequências muito gravosas, quer na Urgência Pediátrica, quer no Bloco de Partos”.
Esta interpelação à ministra da Saúde surge na sequência de uma visita que uma delegação do PCP, integrando o deputado Paulo Sá, eleito pelo Algarve, realizou ao Serviço de Pediatria do Hospital de Portimão, onde reuniu com o diretor clínico do Centro Hospitalar do Algarve, “tendo constatado que existe uma acentuada carência de recursos humanos neste serviço”.

Segundo o PCP, no Serviço de Pediatria do Hospital de Portimão “há, atualmente, 11 pediatras, quando seriam precisos, pelo menos, 18. Esta carência é agravada pelo facto de 7 destes clínicos terem mais de 55 anos, não fazendo, portanto, urgências.”
“As consequências da falta de pediatras são gravosas, implicando que a Urgência Pediátrica tenha de ser, muitas vezes, assegurada por clínicos gerais e que, por vezes, os utentes tenham de ser transferidos para o Hospital de Faro ou para um hospital da área de Lisboa. Também o Bloco de Partos é afetado, implicando o seu encerramento pontual e a transferência das parturientes para o Hospital de Faro.”
“Sem medidas decisivas e céleres para a contratação de pediatras para o Hospital de Portimão (e também de Faro), estes problemas tenderão a agravar-se, já que a idade média dos clínicos atualmente ao serviço é muito elevada (cinco têm mais de 60 anos).

Verifica-se ainda uma carência de assistentes operacionais. São, atualmente, 12 na Pediatria e 14 na Urgência Pediátrica, quando deveriam ser 18 e 20, respetivamente. Acresce que a média etária destes profissionais de saúde é elevada (superior a 50 anos).
Faltam ainda técnicos superiores, mais concretamente, um fisioterapeuta e um educador de infância”, adianta o PCP.
Segundo este partido, esta situação deve-se à “ação de sucessivos governos, com particular destaque para o último governo PSD/CDS” que levou à degradação do Serviço Nacional de Saúde, sendo que “as medidas tomadas pelo atual Governo para contrariar esta situação foram manifestamente insuficientes, tendo uma ação mais decisiva sido sacrificada em prol de uma redução acelerada do défice orçamental.”

Entende o PCP que, “nesta fase da vida política nacional, a prioridade não deve ser a redução acelerada do défice, mas sim a resposta aos problemas das pessoas e do país, em particular, nos serviços públicos.”

Assim, o Grupo Parlamentar do PCP, por intermédio dos deputados Paulo Sá, eleito pelo Algarve, e Carla Cruz, questionou a Ministra da Saúde, dirigindo-lhe as seguintes perguntas:
«Reconhece o Governo que a acentuada carência de médicos pediatras no Hospital de Portimão tem consequências muito gravosas, quer na Urgência Pediátrica, quer no Bloco de Partos?
Que medidas decisivas irá o Governo adotar para garantir, com celeridade, o reforço do número de pediatras no Hospital de Portimão?
Quando serão contratados os restantes profissionais de saúde em falta (assistentes operacionais e técnicos superiores)?»

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