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Rodrigo Gomes expõe “Mamografias por Satélite” em Lisboa e está presente em importante exposição internacional

O jovem messinense Rodrigo Gomes inaugurou, no dia 3 de maio, no espaço The Room, em Lisboa, a exposição Mamografias por Satélite, na qual faz uma sátira à condição humana guiada pela alta tecnologia.

Rodrigo Gomes inspira a sua exposição numa situação ocorrida, em 2002, em São Bartolomeu de Messines quando uma falsa médica convenceu várias mulheres a fazer mamografias utilizando uma técnica inovadora, através de satélites. O que implicava que as mulheres se desnudassem à janela, ou noutros locais onde a sua nudez fosse visível e pudesse ser observada pela falsa médica. Esta situação real, que foi publicada em primeira mão pelo jornal Terra Ruiva e que dado o seu caráter insólito logo se transformou em caso nacional, serviu de inspiração ao jovem artista cuja obra tem vindo a refletir sobre o impacte da tecnologia na vida das pessoas e na sua transformação.

Em Mamografias por Satélite, que pode ser visita até ao final do mês, o artista cria uma utopia que descreve a chegada a Portugal de “uma tecnologia de ponta chinesa, improvável, única e nunca antes vista no planeta que pretende revolucionar o exame instantâneo via satélite”. “São 230 satélites que incorporam sensores térmicos de alta sensibilidade capazes de detetar a uma impressionante velocidade de 27.000 quilómetros por hora múltiplos seios, debaixo e fora de água e até em cabines telefónicas”.

De referir que o jovem artista messinense está também a participar, na 18th Media Art Biennale WRO 2019, de 15 a 19 de maio, em Wroclaw, na Polónia, que é a principal e maior exposição internacional de Media Art na Polónia e um dos principais eventos internacionais de arte contemporânea na Europa.

Aqui, apresenta o seu trabalho Jardim Ultravioleta, contando com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Em Jardim Ultravioleta objetos são posicionados num tabuleiro em xadrez como peças de um jogo de estratégia, onde lentes, câmeras de vídeo e lupas são componentes que refletem imagens ‘foundfootage’ de um homicídio ocorrido a 12 de julho de 2007, data em que dois jornalistas da Reuters morreram porque as teleobjetivas das suas máquinas foram confundidas com duas armas RPG durante o ataque aéreo do exército Norte Americano ao bairro New Baghdad.

Jardim Ultravioleta

Recorde-se que Rodrigo Gomes foi o vencedor, em 2017, do Prémio Sonae Media Art, o mais importante em Portugal, e em 2018 da 5ª edição dos Prémios Novos. O seu trabalho encontra-se na coleção MNAC, coleção Figueiredo Ribeiro e em coleções privadas.

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