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25 de abril- 45 anos (Dia 13) O Terra Ruiva nas comemorações

Na celebração dos 45 anos da “Revolução dos Cravos”, o “Terra Ruiva” associa-se às comemorações e publica todos os dias, durante o mês de Abril, um texto ou poema alusivos ao 25 de Abril.
Uma iniciativa organizada por Rui Cabrita e que decorre em simultâneo no jornal Postal do Algarve.

“Um povo sem memória não perpetua um país, preenche um espaço sem identidade.”

Carlos Esperança

 

UMA REALIDADE SILENCIADA – A CORAGEM DE DIZER NÃO

O descrédito no regime e o sentimento de revolta pela injustiça da guerra grassava nos jovens mancebos nascidos a partir de 1940. Pessoas que sentiram negada a sua dignidade, o seu futuro comprometido e em risco devido à guerra colonial, e que, abandonando família, amigos e o conforto pátrio se tornaram refugiados em países estrangeiros.
Muitos tiveram a coragem de dizer não, pese embora toda a espécie de vicissitudes, insegurança, incerteza e sofrimento que tal atitude comportava.

Entre 1961 e 1974:
– Foram mais de 8 mil os casos de fuga para o estrangeiro de jovens que, após a recruta, rejeitaram a mobilização para a guerra.
– Aos desertores juntam-se os que nem sequer se apresentavam à inspecção, rondando os 200 mil, e os refractários, os que faziam a inspecção mas não se apresentavam. No total serão cerca de 240 mil, nos 13 anos da guerra.
– Para além dos que fugiam entre a recruta e o embarque para as colónias, havia também os que desertavam depois de chegar a África a que acresciam ainda muitos africanos incorporados na tropa portuguesa;

A sociedade portuguesa, 45 anos depois do fim da guerra, continua a fazer-lhes um julgamento moral injusto. Não, não foi “o medo” que levou a nossa juventude a sair. Foi a revolta. Reconheça-se que a sua atitude de protesto e negação em participar num conflito denunciado e condenado por todo o mundo, enquanto rejeição de uma guerra sem sentido, constituiu um influente contributo para que o 25 de Abril acontecesse, para que as liberdades florescessem de novo no nosso País.

RC

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