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Promessas

Em ano de consultas populares, nomeadamente, as eleições de deputados para a Assembleia da República, torna-se fundamental que o eleitor se cuide com alguns políticos e forças partidárias, que nas vésperas do escrutínio, não se coíbem de fazer promessas que correspondem a puras ações de propaganda.

É neste contexto que entendemos as declarações do primeiro-ministro António Costa quanto ao lançamento de concurso público para a aquisição de 22 comboios para as linhas regionais da CP, no valor global de 170 milhões de euros, que convêm ser correlacionadas com outros anúncios no passado recente e pela mesma força política. Curiosamente, em Maio de 2009 e igualmente em ano de eleições para o parlamento, o governo PS de que António Costa fazia parte, anunciou que entre 2009 e 2013 seriam adquiridas 74 unidades de material circulante, no valor total de 370 milhões de euros. Com a renovação do mandato por parte do PS que voltou a ganhar as eleições legislativas, o concurso foi cancelado e a promessa deitada ao lixo! Relembramos a propósito quase uma dezena de cancelamentos pelos sucessivos governos entre os anos de 1999 e 2010. Daí as legítimas dúvidas sobre as promessas que hoje são lançadas. É bom salientar que as justas preocupações com a ferrovia nacional não encaixam efetivamente na prática política e nas opções dos vários governos, do PSD ao PS. Na realidade a ferrovia foi abandonada nas últimas décadas à custa da política do betão e da overdose de auto-estradas, sobretudo durante os 10 anos de governação de Cavaco Silva, em conluio com a desvalorização do papel estratégico e insubstituível deste meio de transporte na mobilidade de pessoas e mercadorias, enveredando pelo desinvestimento, pelo encerramento de linhas e estações, pela desobrigação de serviços públicos por parte da CP, cujas consequências são tremendas quer na qualidade do serviço urbano e restante transporte quer no interior do país, cada vez mais deprimido e desertificado.

Apostila 1Num outro quadrante da vida nacional, a política da empresa dos CCT, privatizada pelo governo Passos Coelho, quando apresentava lucro, não cumpre com as obrigações na prestação do serviço postal, regista níveis de qualidade em degradação contínua, revelando, sobretudo, desrespeito pelo interior do país, pelas camadas mais idosas e mais pobres, encerrando balcões atrás de balcões, em simultâneo com a alegre distribuição de dividendos, sob a inação do governo que não revela coragem para intervir e iniciar o processo de reversão da privatização da empresa.

Apostila 2 – O Município de Silves é pioneiro na região na implementação de um projeto avançado de otimização da eficiência energética, preparando o lançamento de concurso público para o fornecimento e instalação de equipamentos no seu Complexo de Piscinas, na cidade de Silves. O investimento contempla quatro medidas: instalação de sistema solar térmico composto por cem coletores, instalação de sistema solar fotovoltaico para autoconsumo, substituição do sistema de bombagem por bombas de alta eficiência e a substituição da iluminação existente para LED. Com estas medidas, a autarquia conta obter um elevado potencial de redução nos consumos energéticos e obviamente, na fatura paga mensalmente.

O investimento total na ordem dos 556 mil euros, foi objeto de candidatura comunitária ao Programa Operacional do Algarve (CRESC Algarve 2020) que foi aprovada.

Numa matéria tão sensível e tão contemporânea como a dos consumos energéticos e das emissões de CO2, bem como em termos de estratégia de aproveitamento das oportunidades de financiamento comunitário e/ou nacional, no sentido claro de alavancar o investimento, a autarquia silvense prossegue no bom caminho.

 

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