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Dia da Unidade do Comando Territorial de Faro comemorado em Silves

O 10º aniversário do Comando Territorial de Faro da GNR foi comemorado em Silves, no dia 29 de janeiro, numa cerimónia que juntou diversas entidades militares e civis e que contou com a presença do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.
A cerimónia decorreu no Parque Ribeirinho de Silves, perante um numeroso público.

O início da cerimónia

Com todas as forças da GNR em parada, e depois de ser cantado o hino nacional, teve início a parte protocolar, com a intervenção do comandante do Comando Territorial de Faro, o tenente-coronel Joaquim Castro.. Este começou por agradecer a presença de todos os presentes e igualmente “o apoio incondicional” prestado à realização desta cerimónia pelo executivo da Câmara Municipal de Silves, “revelador do bom relacionamento entre a GNR e as autarquias”.
No seu discurso, o comandante falou da missão da GNR, que passa por “garantir a liberdade e a segurança dos cidadãos”, objetivos para os quais a GNR trabalha com “tenacidade, empenho, esforço e dedicação”. Falou também do “espírito de missão” que anima estes profissionais e sublinhou que, apesar de todas as dificuldades, tem havido uma melhoria nos indicadores da criminalidade em geral, apontando algumas estatísticas referentes ao trabalho da GNR no Algarve, como os números de detenções por condução perigosa, violência doméstica, crimes contra a natureza e ambiente. E destacou a intervenção de centenas de militares da GNR nos incêndios ocorridos no verão passado, nomeadamente o de Monchique e Silves. Falou ainda dos 70.723 patrulhamentos realizados em 2018, o que representa “quase quatro milhões de quilómetros” feitos por patrulhas a cavalo, a pé, ou em viatura.

Parada com todas as forças da GNR

Nestas comemorações do Dia da Unidade, o comandante Joaquim Castro lembrou “o trilho percorrido” desde a implementação do Comando Territorial de Faro, criado a 1 de janeiro de 2009, com a reorganização orgânica da GNR. E recordou que esta força de segurança se encontra na região do Algarve, mais concretamente na cidade de Faro, desde 29 de janeiro de 1914, quando aqui foi instalada a 1ª Companhia do Batalhão Nº 3 da GNR. Com a divisa que ainda hoje perdura: “Do Algarve d’ Áquem Mar Cuidamos”.

Criminalidade desceu no Algarve
A intervenção seguinte, feita pelo Comandante-Geral da GNR, tenente-general Luís Miguel, dedicou também uma parte aos números da criminalidade que, foi sublinhado, voltaram a descer no Algarve.
O comandante considerou que estes resultados são fruto do trabalho e do empenho de todo o pessoal militar e civil da GNR e também das autarquias do Algarve já que todas elas assinaram os Contratos Locais de Segurança, os quais visam a cooperação estreita entre estas entidades, para um melhor conhecimento da realidade municipal e do combate ao crime.
Neste sentido, o comandante-geral da GNR frisou a necessidade da guarda ter uma forte consciência da sua responsabilidade social e de haver um “reforço da aproximação” à sociedade em que está inserida. “Conheçam bem a vossa zona de ação, para fazer mais e melhor”, por “uma guarda cada vez mais humana, próxima e de confiança”, disse aos presentes.

O ministro Eduardo Cabrita e a presidente Rosa Palma, entre outros convidados

Reconhecimento
Foi com uma “palavra de reconhecimento aos mais de 1.100 mulheres e homens” que servem a GNR no Algarve que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, iniciou a sua intervenção nesta comemoração realizada em Silves. Uma cidade, disse, com a qual tem ligações familiares e lembrou o avô, um operário corticeiro. Referiu-se ainda a Silves como a “cidade de Al-Mutamid”, com “tradição histórica de tolerância e acolhimento”.
O ministro destacou o facto de Portugal ser “um dos países mais seguros do mundo”, e sublinhou a importância social e económica desse indicador, que é preciso garantir que assim continua.
Falou também do esforço que o Governo tem feito para fornecer à GNR os meios necessários para o cumprimento da sua missão, e lembrou que, no final do ano passado, foram entregues duas dezenas de viaturas novas e que foram aceites reivindicações profissionais relativas à progressão nas carreiras.
Após a intervenção do ministro, foram entregues várias condecorações a militares da GNR que se evidenciaram ao serviço da unidade e por atos extraordinários de bravura e de coragem.

Um dos momentos mais espetaculares do desfile

Seguiu-se um período de homenagem aos que já “passaram para o outro lado da vida”, nas palavras do capelão da GNR, que terminou com o toque de alvorada, “para nos lembrar que estamos vivos”.
A cerimónia encerrou então com o desfile de todas as forças da GNR presentes na parada, acompanhadas pela Banda da GNR.

Cerimónia de encerramento junto ao rio Arade

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