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Demitiu-se a Direção dos Bombeiros Voluntários de Messines

Está demissionária a Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Bartolomeu de Messines, liderada pela presidente Emília Silva Rodrigues.

Esta situação surgiu na sequência do pedido de demissão entregue pelo atual tesoureiro, Jorge da Silva Amador, como confirmou, ao Terra Ruiva, a presidente da Assembleia Geral, Ana Sofia Belchior.

A demissão deste elemento da Direção foi a terceira desde que a mesma tomou posse, a 31 de janeiro de 2017. Anteriormente, tinha pedido a demissão a tesoureira eleita, Helena Luz Rita, e depois o vice-presidente, José Lopes. Foi na sequência destas demissões que Jorge da Silva Amador, que fora eleito como 1º vogal da Direção, acabou por assumir o cargo de tesoureiro, do qual agora se demitiu.
Questionada pelo Terra Ruiva sobre as razões que levaram a estas demissões, a presidente da Assembleia Geral considerou que “não vale a pena estar a alimentar boatos” e que estas se prendem com questões pessoais e com o facto das pessoas “serem de longe”. No que respeita à ex-tesoureira, Helena Luz Rita, por ter engravidado e residir em Lagos “pediu a suspensão do cargo e como isso não era possível teve de apresentar a demissão”. Questões pessoais terão também levado à demissão do anterior vice-presidente, José Lopes, professor universitário, residente em Portimão.

Quanto às razões apresentadas por Jorge da Silva Amador para a sua demissão, Ana Sofia Belchior afirmou que não tinha conhecimento das mesmas.
Com a demissão do tesoureiro e não havendo nos elementos da Direção ninguém disponível para assumir este cargo, a presidente da Assembleia Geral irá convocar eleições para eleger apenas uma nova Direção, sendo que os restantes órgãos se mantém em funções.

Esta é uma situação que o Terra Ruiva continuará a acompanhar.

Recorde-se que o processo de eleição dos atuais órgãos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de S. Bartolomeu de Messines, que tomaram posse no dia 31 de janeiro de 2017, foi um processo conturbado desde o seu início.

A eleição, que esteve marcada para o dia 21 de janeiro de 2017, foi adiada devido a “dúvidas surgidas até à última hora da real composição da lista a sufrágio”, segundo um esclarecimento divulgado pelo então presidente da Assembleia Geral, José Pedro Nunes. A “confusão” prendeu-se com alterações que foram feitas à última hora na composição da única lista que se apresentou a sufrágio, pelo que a lista afixada anteriormente, e que os sócios tiveram oportunidade de consultar, não coincidia com a que foi apresentada na Assembleia. Uma assembleia que foi realizada com a ausência do presidente da mesa que se encontrava doente, o que também foi questionado por vários sócios.
Outras questões levantadas por alguns sócios foram sobre a lista incluir várias pessoas residentes noutros concelhos e que ligações existiam a uma empresa de transporte de doentes.
Na ausência de consenso, a votação foi adiada para o dia 28 de janeiro e foi concedido um novo prazo para a apresentação de uma nova lista, o que não se verificou. Assim, realizou-se uma nova votação que decorreu sem incidentes. A única lista que se apresentou foi aprovada com 40 votos a favor, 30 votos em branco e 13 votos nulos.

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