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Exposição “Os combatentes do concelho de Silves na I Guerra Mundial”

Em Silves, no edifício da Câmara, encontra-se patente, no mês de janeiro, a Exposição do Arquivo Municipal com o tema “Os combatentes do concelho de Silves na I Guerra Mundial”.
A exposição contém uma listagem com o nome dos 250 combatentes do concelho que participaram nesta guerra e dados biográficos sobre muitos deles. Contém ainda imagens da época e os boletins militares de vários soldados.

Devido à sua grande dimensão, em dezembro esteve exposta a listagem dos combatentes das freguesias de Alcantarilha, Algoz e Armação. No mês de janeiro está exposta a listagem de Pêra, São Marcos da Serra e São Bartolomeu de Messines, e em fevereiro, dos soldados de Silves e Tunes.

Esta exposição é organizada quando passam 100 anos sobre o armistício da Primeira Guerra Mundial e pretende homenagear a memória de todos os silvenses que combateram nos campos de batalha de África e da Europa, em defesa da sua Pátria.
Portugal esteva empenhado em lutar ao lado dos aliados e para isso mobilizou mais de cem mil homens, dos quais mais de 18.000 para Angola (em 1914-1915), cerca de 30.000 para Moçambique (entre 1914 e 1918) e mais de 55 mil para o teatro europeu (em 1917 e 1918).
A 9 de março de 1916, no seguimento do aprisionamento dos navios alemães que estavam refugiados nas águas neutrais da costa portuguesa, feito a pedido da Inglaterra, para serem usados pelos Aliados, a Alemanha declarou guerra a Portugal.
A declaração de guerra da Alemanha a Portugal determinou o início da intervenção portuguesa na frente europeia e o Corpo Expedicionário Português (CEP) foi a principal força militar portuguesa enviada para França, com a finalidade de conseguir apoios dos seus aliados e evitar a perda dos territórios ultramarinos.
Ao longo dos anos de 1917 e 1918 as tropas portuguesas participaram em vários combates, sofrendo e repelindo cerca de 60 assaltos e 20 bombardeamentos de artilharia dos alemães. Já o lado português lançou dez ofensivas (infrutíferas) para tentar romper as linhas alemãs.
Para a defesa dos territórios das antigas colónias, nomeadamente Angola e Moçambique, Portugal mobilizou destacamentos de artilharia de montanha, cavalaria, infantaria e metralhadoras, tendo as primeiras tropas portuguesas chegado, respetivamente, a 1 e 16 de Outubro de 1914.

Alferes Joaquim Correia, de São Bartolomeu de Messines. Regimento de Infantaria nº3. Embarcou em Lisboa a 25/07/1917; faleceu na Batallha de Lys (França) a 09/04/1918

Na listagem que se encontra na exposição estão os nomes dos silvenses que tomaram parte nessa grande e tormentosa luta que foi a Primeira Guerra Mundial, e que fazendo parte do CEP foram mobilizados para França. Esta descrição encontra-se dividida por freguesias, com o nome do combatente, posto e serviço que desempenhou, data do embarque e desembarque em Lisboa (início e termino da sua participação) e observações, nomeadamente, se recebeu louvores, se foi medalhado, se foi ferido e se participou na batalha de la Lys .
No total, Portugal perdeu cerca de 8.000 homens, a que se somam mais de 16.000 feridos e mais de 13.000 prisioneiros e desaparecidos.

O Terra Ruiva colabora com esta iniciativa do Arquivo Municipal. Por questões de espaço,na nossa edição em papel, é-nos impossível publicar toda a listagem, mas a versão completa da exposição (texto e imagens), está aqui: Expo_DM_01_2019

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