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Monumento homenageia mortos do Ultramar, em Silves

“Numa homenagem tardia mas justa”, foi inaugurado, em Silves, um Monumento de Homenagem aos Combatentes do Ultramar que perderam a vida “numa guerra injusta”.
A inauguração teve lugar no dia 16 de dezembro, reunindo famílias dos combatentes, antigos combatentes, dirigentes e membros da Liga dos Combatentes e de entidades locais, nomeadamente a presidente da Câmara Municipal de Silves e o presidente da Junta de Freguesia de Silves.
O presidente da Liga dos Combatentes, general Joaquim Chito Rodrigues, falou do sentido desta homenagem “porque houve alguém que deu a vida pela pátria” e que esses não podem ser esquecidos, “porque somos responsáveis por preservar a memória dos que caíram ao serviço de Portugal” e responsáveis “perante as suas famílias”.
Sobre a Liga dos Combatentes, o general Chito Rodrigues afirmou que a mesma nasceu com a I Grande Guerra, continuou com a Guerra do Ultramar e continua ainda hoje, a apoiar os soldados que fazem missões em locais como a Bósnia e o Afeganistão.
Em relação ao monumento inaugurado em Silves, disse que o processo da sua instalação iniciou-se no final de 2016, tendo sido possível concretizá-lo com o apoio da Câmara Municipal de Silves e da Junta de Freguesia de Silves, entidades que colaboraram financeiramente.
Na intervenção seguinte, da presidente Rosa Palma, esta lembrou os “muitos filhos da terra” que caíram “numa guerra sem sentido”, mas também os que estão vivos e “os que continuam a precisar da nossa ajuda”. Lembrou ainda que foram estes combatentes que devolveram “esperança ao país”, ao “trocarem as armas pelos cravos” e sublinhou a importância de aprendermos as “lições da história” para que “períodos destes não se repitam”. Fez ainda votos para que “quem governa a sociedade civil promova a concórdia e a paz”.
Após os discursos, fez-se o “chamamento dos mortos em combate”, num momento solene e emotivo no qual, um por um, foram chamados os nomes dos combatentes falecidos, ao que os militares presentes respondiam “presente”.
Foram também colocadas coroas de flores, neste monumento que não reuniu consenso, quanto ao local e à data de inauguração, como foi afirmado na cerimónia, pelo general Chito Rodrigues. Sobretudo a localização, junto às traseiras da Fissul, foi criticada também por muitos dos presentes que consideravam que o monumento fica muito “escondido”.
Com ou sem polémica, Silves passou a ter um monumento de homenagem aos mortos da Guerra do Ultramar, fazendo agora parte de uma rede nacional que junta mais 359 monumentos e que mostram “que no Portugal profundo, o país testemunha esse reconhecimento”, como disse o general Chito Rodrigues.
No monumento estão inscritos os nomes das três dezenas de combatentes do concelho de Silves que perderam a vida na Guiné, Angola e Moçambique. De referir ainda que o projeto do monumento é do arquiteto Eduardo Varandas, com a colaboração do arquiteto Nuno de Nóbrega e que a sua construção foi da iniciativa da Liga dos Combatentes, em particular do Núcleo Lagoa/Portimão.

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