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Lançadas as bases de trabalho para a criação da Área Marinha Protegida de Armação de Pêra

As bases do projeto de criação de uma Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário na Baía de Armação de Pêra foram apresentadas numa reunião realizada neta vila, com a presença de diversas entidades. O objetivo final é o de entregar ao Governo, no ano de 2019, a proposta concreta para que este projeto se torne realidade.
Na referida reunião, alargada a 28 entidades locais e regionais, participaram os parceiros deste projeto: a Câmara Municipal de Silves, a Fundação Oceano Azul, a Universidade do Algarve através do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), a Associação de Pescadores de Armação de Pêra e a Junta de Freguesia de Armação de Pêra.

Segundo a autarquia de Silves, este projeto “assenta no reconhecimento do recife da Baía de Armação de Pêra como uma das áreas com maior biodiversidade e produtividade da Costa Algarvia.
Armação de Pêra possui, na sua baía, condições particulares bem como o maior recife rochoso costeiro de Portugal. Assim, é igualmente objetivo de todas estas entidades promover um uso sustentável deste ecossistema, que sofre o impacto de diversas atividades humanas passíveis de o colocar em risco. Apoiar a pesca local e o turismo de natureza sustentáveis, a par com a preservação e a proteção dos valores naturais, biodiversidade e serviços é o esforço que todos desenvolverão, nomeadamente promovendo a participação quer das entidades e agentes locais, quer da região.”
“Os promotores não têm dúvidas de que o envolvimento de todas as partes que se mostrem interessadas na criação de uma Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário (AMPIC) da Baía de Armação de Pêra é fundamental para que se encontre o melhor caminho para a preservação deste ecossistema marinho e dos seus valores naturais, condição que permitirá, igualmente, o desenvolvimento económico sustentável da região e do país.”

Recorde-se que, como o Terra Ruiva noticiou em setembro, o estudo prévio realizado nesta área permitiu identificar 889 espécies, entre as quais 19 espécies com estatuto de conservação, como os cavalos-marinhos e o peixe mero, e tem ainda 12 espécies que não são conhecidas em mais nenhum local.
Destaca-se ainda por ter “condições oceanográficas particulares”, sendo que os “recifes naturais são um dos habitats designados na diretiva europeia HABITATS” com os seus “jardins de gorgónias” (comunidades de algas), e as “pradarias de ervas marinhas”.
No entanto, toda esta riqueza natural está ameaçada pela existência de diversas “atividades turísticas como o mergulho, a pesca recreativa, passeios de barco e visitação de grutas” bem como pela “existência de um emissário de efluentes urbanos de uma das mais extensas áreas designadas para a extração de areias e para o estabelecimento de aquaculturas de mar aberto”.

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