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Apresentado o livro “José Rodrigues Vitoriano, um operário construído”

Decorreu no dia 5 de outubro,” na Biblioteca Municipal de Silves, na sala “Urbano Tavares Rodrigues”, a apresentação do livro “José Rodrigues Vitoriano, um operário construído”, em 2.ª edição revista e aumentada, no género de pequeno esboço biográfico, da autoria da historiadora, investigadora e professora, Maria João Raminhos Duarte.
A sala encontrava-se repleta de pessoas. A mesa da cerimónia foi constituída pela presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma, pelo presidente da Junta de Freguesia de Silves, Tito Coelho, por Carlos Vitoriano (filho de José Vitoriano) e pela autora da obra.

Salientamos que a 1.ª edição do livro, datada de abril de 2006, foi promovida pela Junta de Freguesia de Silves, enquanto a presente publicação, resultou da parceria estabelecida entre aquela autarquia e a Câmara Municipal de Silves, no âmbito das comemorações do Centenário do Nascimento de José Vitoriano, a quem, no passado mês de Junho, foi erigido um busto, no Largo das Pimenteiras, em Silves.

A mesa: Carlos Vitoriano, Tito Coelho, Rosa Palma e Maria João Raminhos Duarte

Após breves intervenções da presidente da Câmara, do presidente da Junta de Freguesia e de Carlos Vitoriano, que realçaram a fascinante personalidade que foi José Vitoriano, seguiu-se uma exposição ao longo de uma hora, desenvolvida pela autora, Maria João Raminhos Duarte, na qual o homenageado foi elogiado na sua ação cívica e política como operário corticeiro, líder sindical e associativo, e intrépido resistente antifascista, que passou 17 longos anos nas prisões do antigo regime fascista, e suportou também a extrema dureza da vida clandestina.

Foi destacada a sua vida de militante e insigne dirigente do Partido Comunista Português, deputado e Vice-Presidente da Assembleia da República no pós-25 de Abril de 1974, bem como a condecoração concedida em 1982 pelo Presidente Ramalho Eanes, agraciando-o com a comenda da “Ordem da Liberdade”.

Na Nota de Abertura do livro, pode ler-se: “A História contemporânea de Silves, nomeadamente a que concerne à oposição à ditadura, é tão grandiosa quanto é o esquecimento a que tem sido votada.

O futuro desenvolvimento de Silves passa, sem dúvida, pela compreensão, em todas as suas dimensões, da importante herança que constitui o património político, social e cultural nos tempos de oposição ao Estado Novo, e que guindou a cidade ao mais elevado estatuto de cidade-bastião da resistência ao regime ditatorial, José Vitoriano é, sem dúvida, uma referência primordial desse tempo. Mas ele soube continuar a construir-se nos tempos democráticos.

O reconhecido exercício da Vice-Presidência da Assembleia da República, o mais alto cargo exercido por um silvense, no século XX, na hierarquia do Estado, é exemplar.

Silves teve em José Vitoriano o seu Nelson Mandela. E que melhor inspiração pode uma cidade almejar?”

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