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Incêndio de Monchique ainda arde na serra da freguesia de Silves

Na freguesia de Silves, nas zonas do Zebro e principalmente na zona do Falacho de Cima, estão ainda ativos focos de incêndio preocupantes que estão a concentrar na zona os recursos operacionais da Câmara Municipal de Silves, segundo a presidente da autarquia, Rosa Palma.

Respondendo ao pedido do Terra Ruiva para fazer o ponto de situação no que respeita ao fogo no concelho de Silves, a presidente informou que já não existe qualquer situação de perigo relativamente à freguesia de São Marcos da Serra, como se chegou a temer ontem à noite quando o fogo progrediu nessa direção. No momento, a única situação preocupante e que está a ser acompanhada, quer pelos meios da autarquia, quer pelas restantes forças de segurança e proteção civil, diz respeito a um foco de incêndio que lavra na freguesia de Silves, nas zonas já referidas.

No local estão os sapadores florestais da autarquia e também várias máquinas de arrasto contratadas pela Câmara Municipal e estão a ser feitos “todos os esforços” para combater o fogo e  assegurar a proteção das pessoas e bens.

A presidente Rosa Palma destacou ainda o auxílio que a Câmara de Silves está a prestar à Câmara Municipal de Monchique, através da disponibilização de máquinas de arrasto que ajudaram no combate ao fogo, mas também no auxílio direto às pessoas que foram evacuadas da aldeia do Alferce. “A Câmara de Silves disponibilizou autocarros para o transporte de pessoas, e estamos a receber essas pessoas, a dar-lhes refeições e a ajudarmos no que é preciso”, acrescentou Rosa Palma.

Recorde-se que essas pessoas passaram por grandes momentos de aflição quando a aldeia do Alferce, no concelho de Monchique, ficou isolada, com a população retida na aldeia, sem comunicações e sem a presença de bombeiros.

95 por cento sem chama ativa

Entretanto, também há pouco, foi feito um ponto de situação por parte da Comissão Distrital de Proteção Civil, que informou que ” 95 por cento do perímetro não tem chama ativa”. No entanto, chamou a atenção para o perigo dos reacendimentos, uma vez que existem ainda muitos pontos quentes e alguns focos de incêndio, alguns dos quais em zonas de acesso difícil, “em zonas de grande perigosidade, inacessíveis a meios terrestres”.

Segundo a informação mais recente, os meios aéreos, que esta manhã não conseguiram atuar devido ao muito fumo que existia nas zonas afetadas, estão de volta ao combate ao fogo. No terreno encontram-se mais de mil operacionais, apoiados por 323 viaturas e 8 meios aéreos, entre os quais dois aviões Canadair espanhóis.

 

 

 

 

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