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Barragens cheias, afastado o cenário da seca

Depois da chuva intensa que caiu no mês de março, e que fez dele o segundo mais chuvoso desde 1931, e da chuva menos intensa mas contínua que se registou em abril, as barragens da região estão em patamares que há muito não se viam.

A chuva dos dois últimos meses tirou o país da situação de seca em que se encontrava e devolveu a tranquilidade a agricultores e a organismos que gerem o sector da água, mas têm-se multiplicado os apelos para que este período seja aproveitado para tomar medidas estruturais, algumas das quais têm vindo a ser preparadas pelo Governo.

Barragem do Arade a descarregar- Foto de Hélder Braz

Foi anunciado que está a ser feito um trabalho de identificação de albufeiras, em todo o país, que ao longo dos últimos 40 ou 50 anos nunca foram objeto de drenagem, para ver quais deverão ser dragadas, para aumentar a sua capacidade. Através da Agência Portuguesa do Ambiente está também a ser preparado um plano estratégico nacional para a reutilização das águas residuais que irá, em 2019, financiar projetos para a reutilização dessas águas. Ainda este ano, deverá ser aprovado um novo regulamento dos sistemas prediais de água, quer públicos quer privados, para aumentar a eficiência do uso da água. Foi também anunciado que o Governo, através do PO SEUR, irá pôr à disposição dos municípios 20 a 30 milhões de euros para o controlo de perdas.

Barragem do Funcho quase no máximo da sua capacidade – Foto de Alfredo Gonçalves

Entretanto, segundo os últimos registos disponibilizados pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos, as barragens do Arade (que chegou a estar a 18%) e do Funcho atingiram níveis bastante altos, acima dos 80% da sua capacidade, enquanto a barragem de Odelouca passava, num mês, de 33% para 62,8%.

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