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PCP questiona sobre problemas no Serviço de Cardiologia no Hospital de Faro

O Grupo Parlamentar do PCP inquiriu o Ministério da Saúde sobre diversos problemas que estarão a prejudicar o funcionamento do Serviço de Cardiologia do Hospital de Faro e que vão desde a falta de enfermeiros à sobrelotação do serviço e falhas nas instalações.

Segundo o PCP, este teve “ acesso a uma carta dirigida ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, subscrita por 25 enfermeiros do Serviço de Cardiologia do Hospital de Faro, onde são denunciados diversos problemas deste serviço.”
No seu documento, lembra-se o encerramento do internamento de cardiologia no Hospital de Portimão, pelo que o serviço em Faro “passou a concentrar a resposta em cardiologia do Serviço Nacional de Saúde no Algarve”.
Assim, em Faro existe atualmente uma enfermaria e uma unidade de cuidados intensivos coronários com 16 e 6 camas, respetivamente, a que se acrescentou, nos últimos anos, uma sala de hemodinâmica, uma sala de pacing e eletrofisiologia e um laboratório de ecocardiografia.

Mas, “ de acordo com a carta acima referida, a abertura de novas valências no Serviço de Cardiologia não foi acompanhada pelo necessário reforço de recursos humanos de enfermagem. Segundo as dotações seguras calculadas com as taxas de ocupação de 2015, a equipa de cardiologia deveria contar com 31 enfermeiros (15 na enfermaria e 16 na unidade de cuidados intensivos coronários). Na realidade, conta com apenas 26 enfermeiros que, além da enfermaria e da unidade de cuidados intensivos coronários, dão resposta à sala de hemodinâmica, à sala de pacing e eletrofisiologia, ao laboratório de ecocardiografia e ainda ao programa de reabilitação cardíaca do Centro Hospitalar Universitário do Algarve.
A carência de enfermeiros tem levado a uma diminuição destes profissionais de saúde em alguns turnos, com todas as implicações negativas que isso tem para o acompanhamento dos doentes. Atualmente estão escalados dois enfermeiros para o turno da manhã na unidade de cuidados intensivos coronários, quando antes eram três; na enfermaria, no turno da manhã, muitas vezes são escalados apenas dois enfermeiros, quando deviam ser três; também na enfermaria, mas no turno da noite, é escalado um enfermeiro, quando antes estavam escalados dois.”

Ainda citando a carta, diz-se que “o Serviço de Cardiologia do Hospital de Faro está frequentemente sobrelotado, devido ao aumento do número de utentes que precisam de recorrer a este serviço, à diminuição do número de camas de internamento devido ao encerramento do internamento de cardiologia no Hospital de Portimão e ao aumento do tempo de espera para cirurgias.
Tal sobrelotação implica o internamento de doentes em macas nos corredores do Serviço, circunstância que, além de colocar em causa a dignidade desses doentes, tem implicações negativas na qualidade do seu acompanhamento e até na sua segurança (a inexistência de campainhas obriga a que os doentes tenham de esperar pela passagem de um profissional de saúde para pedir ajuda em caso de emergência).”

Os enfermeiros denunciam também a existência de problemas ao nível das condições físicas no Serviço de Cardiologia, como “deficiente iluminação no corredor e nas enfermarias, inexistência nas enfermarias de rampas de oxigénio, ar respirável e aspiração, falta de ar condicionado, de mesas para alimentação e de casas de banho adaptadas.”

Assim, o Grupo Parlamentar do PCP, por intermédio dos deputados Paulo Sá e Carla Cruz, questionou o Ministro da Saúde, sobre estas situações e sobre as medidas que irão ser tomadas face aos problemas. Questionou ainda se o ministério está a equacionar a reabertura de um serviço de internamento de cardiologia no Hospital de Portimão e que medidas estão a ser tomadas nesse sentido.

 

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