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Livro da Vida… Episódio IV – Liberdade e Democracia!

Abril é mês de comemoração da Liberdade e da Democracia. Estes são dois pilares fundamentais da nossa sustentação individual e social, garantindo os direitos básicos que nos permitem escolher os trajectos de vida que consideramos melhores, assumindo a responsabilidade individual face às consequências dessas escolhas.

“A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um princípio essencial da democracia. Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências;
Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos.
A experiência não é o que acontece com o homem: é o que o homem faz com o que acontece com ele.” (autor desconhecido)

As relações pessoais e sociais assentes na liberdade e numa postura democrática na tomada de decisão, permitem traçar trajetos mais conscientes, nomeadamente a consciência do que queremos escolher e o que queremos deixar de lado, das batalhas que queremos travar e das que queremos abandonar. Estes pilares dão-nos o direito de sermos escritores e atores da nossa vida, por isso é tão fundamental a luta pela sua manutenção, contra todos os movimentos que os pretendam aniquilar, quer seja a nível individual, social ou politico. A liberdade não é ausência de compromisso, é sim a responsabilidade de nos envolvermos na construção do nosso crescimento como pessoas, desenvolvendo as comunidades em que nos integramos, no respeito pelo próximo. Um espirito e regime democrático permitem desenvolver relações mais equilibradas e dar a todos a oportunidade de um ponto de partida mais similar. O ponto de chegada e o caminho para lá chegar já depende essêncialmente de cada um.

Somos livres. Cada instante, escolhemos pensamentos, decidimos caminhos, revelando o volume das nossas conquistas e das nossas necessidades. Distraídos, alimentamos fantasias, acariciamos ilusões, brigamos por elas, acreditando que representam a nossa felicidade. A visita da verdade, oportuna, faz-nos reciclar valores, modificar idéias, aprender novas lições, caminhar para frente, desenvolvendo nosso mundo interior.” – Zíbia Gasparetto

 

No mês da liberdade, o Terra Ruiva comemora 18 anos e 200 edições, recordando-nos em cada edição a importância da Liberdade de Imprensa e com ela a Liberdade de Expressão, consagradas na nossa Constitução e que nos tiraram da ignorância e do isolamento, abrindo-nos as portas do mundo. São estas conquistas de Abril que nos permitem em cada edição, cada um dentro da sua área de interesse, expressar livremente os nossos pensamentos, ideias e opiniões, sem qualquer forma de censura. Este Jornal tem assim, ao longo destes anos, exercido e cumprido o seu direito e dever de informar, sem qualquer impedimento ou limitação, que não seja o inerente ao respeito pelos direitos e opiniões dos outros. Por estas razões, tem sido uma honra poder de forma simples e despretenciosa ser sua colaboradora e sentir que de alguma forma as minhas reflexões fizeram sentido e ajudaram alguém. Esta é uma função muito importante da imprensa, levar junto do maior numero possivel de pessoas a informação, quer com o objetivo de aumento do conhecimento, quer como forma de contributo prático para a melhoria das suas vidas.

“ A liberdade de imprensa implica a liberdade de expressão e criação dos jornalistas e colaboradores literários, bem como a intervenção dos primeiros na orientação ideológica dos órgãos de informação não pertencentes ao Estado ou a partidos políticos, sem que nenhum outro sector ou grupo de trabalhadores possa censurar ou impedir a sua livre criatividade.” Ponto 2 do Artigo 38.º – (Liberdade de imprensa) da Constituição Portuguesa.

Com a inspiração de abril e a força de um cravo vermelho, neste episódio IV, proponho uma reflexão sobre a presença destes dois pilares nas vossas vidas e nas nossas comunidades, para melhorarmos o nosso empenho do seu fortalecimento.

“... Pode-se tirar tudo de um homem exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a própria atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.”- Viktor frankl

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