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Avançam obras de nova loja comercial em Silves

Já decorrem as obras de construção da nova loja do LIDL, em Silves, que ficará instalada no conhecido edifício frente ao rio, que foi a Fábrica Salvador Gomes Vilarinho e mais tarde o quartel dos Bombeiros Voluntários.
Esta nova loja irá substituir a existente, inaugurada em 1996. A loja possuirá novas valências, o que corresponderá à criação de cinco novos postos de trabalho. Possui uma zona de loja (piso 1), um estacionamento com capacidade para 120 lugares (piso 0), e uma área verde.
O projeto, dizem os responsáveis, corresponde às exigências apresentadas pela Câmara Municipal de Silves que se relacionam com o facto do referido edifício estar classificado como “Imóvel de Valor para o Concelho”. Assim, as fachadas norte e nascente foram concebidas de forma a preservar o traçado existente, sendo mantido o “enquadramento com a envolvente”. No alçado principal serão aplicados vãos envidraçados e no alçado da Rua Cruz da Palmeira mantém-se o esquema existente.
O prazo previsto para a obra é de sete meses.

Opiniões dividem-se
A demolição do edifício que há tanto tempo marca a beira-rio da cidade de Silves tem sido marcada pela manifestação de várias opiniões diferentes, principalmente nas redes sociais.
Se algumas pessoas ficam chocadas com a demolição desta fábrica de cortiça que chegou a ser a unidade industrial com maior número de operários no país e que encerrou em 1911, para muitos anos mais tarde ser cedida aos Bombeiros Voluntários (1970) e ser definitivamente abandonada, por falta de condições, cerca de 20 anos mais tarde. Outras consideram positivo que um edifício em ruínas há tantas décadas seja finalmente recuperado e usado para uma finalidade positiva, acabando também com a imagem degradante que era oferecida pelo edifício a cair.
E enquanto uns defendem que a história da cidade de Silves que sofre mais uma machadada com a transformação deste espaço histórico numa unidade comercial, outros lembram que não faltam em Silves antigas unidades fabris em ruínas ou já desaparecidas.
No que aos factos diz respeito, a ideia de recuperação do edifício, que é propriedade privada, e a instalação de uma unidade comercial tornou-se pública em 2012, quando decorreram as primeiras diligências junto da Câmara Municipal de Silves. Posteriormente, em 2015, foi apresentado o 1º estudo do projeto que seria aprovado. O pedido dos promotores, teve um avanço decisivo depois da autarquia ter realizado, em março de 2016, uma reunião de auscultação prévia dos vendedores no Mercado Municipal de Silves que se mostraram favoráveis a esta mudança, como então o Terra Ruiva noticiou.

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