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Ouriço e Odelouca libertados em Serpa

Três anos depois de se ter iniciado a libertação de linces no meio natural, no concelho de Mértola, no dia 1 de março, foram libertados em Serpa dois linces provenientes de Silves.

O macho Ouriço e a fêmea Odelouca, provenientes do Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro de Lince-Ibérico de Silves foram libertados na Herdade da Sobreira, no Parque Natural do Vale do Guadiana, perto do Pulo do Lobo. A Zona de Caça Turística da Herdade da Sobreira integra a área de reintrodução da espécie, numa extensão de cerca de 20 mil hectares.

Esta foi a primeira libertação em território nacional, fora do concelho de Mértola, “o que se deve ao novo contexto de distribuição da espécie, que conta com uma das fêmeas territoriais reprodutoras no concelho de Serpa. Esta zona situa-se próximo do Pulo do Lobo, coração do Parque Natural do Vale do Guadiana, zona de matagais e onde se pratica uma gestão agro-silvo-pastoril e cinegética adequada ao fomento de coelho-bravo e à conservação de espécies selvagens”, explica o ICNF.

O momento de libertação dos dois linces foi acompanhado por muitas pessoas, de autarcas a representantes de associações de defesa do ambiente e pelo presidente do Conselho Diretivo do ICNF, Rogério Rodrigues, que fez o balanço do “programa de reintrodução”, em todas as suas vertentes.

Quanto aos linces, diz o ICNF que os mesmos “fizeram-se ao terreno, cheiraram, olharam em volta, procuraram o abrigo dos matos e seguiram ao longo de um pequeno vale na direção do rio Guadiana.”
A fêmea, Odelouca, assim chamada por referência à ribeira algarvia e à barragem com o mesmo nome, nasceu em março de 2017. Odelouca é filha de Era e integra a primeira ninhada desta fêmea em oito anos de cativeiro.
O macho Ouriço, também nascido em Silves, tem menos de um ano de idade e é filho de Hermes e Fresa.
Odelouca e Ouriço são os quarto e quinto exemplares reintroduzidos no Vale do Guadiana, no decurso desta quarta temporada de libertações.

“Entretanto, a monitorização do ICNF veio confirmar que o número de fêmeas reprodutoras territoriais, um dos indicadores de sucesso da reintrodução, é atualmente, no Vale do Guadiana, de pelo menos, seis fêmeas de lince prenhes, que deverão ter crias durante o próximo mês”.

O lince-ibérico continua a ser dos felinos selvagens mais ameaçados do mundo, um dos predadores carismáticos, tal como nos lembram as Nações Unidas, que estabeleceram o dia 3 de março como Dia Mundial da Vida Selvagem e o dedicam este ano aos Grandes Felinos, de forma a dar-lhes visibilidade e garantir que estarão entre nós nas gerações vindouras.

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