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Educação

A Educação é um setor vital para o desenvolvimento económico e social. Na ausência de escolas bem estruturadas e organizadas, dotadas dos necessários recursos humanos, financeiros e materiais, sem professores e profissionais motivados e capazes, defendidos na sua autoridade e dignidade, os resultados do processo de ensino-aprendizagem, dificilmente alcançarão patamares de excelência.
O país necessita de uma escola pública forte e respeitada, evoluída e moderna, com capacidade para responder às necessidades do desenvolvimento socioeconómico – educando, preparando e formando a futura força de trabalho.
A criação dos mega agrupamentos, vulgo mastodontes, decidida nos meandros da tecnocracia centralista e à revelia da vontade local, por cegueira ideológica e intuitos meramente economicistas, revelou-se uma medida que desestruturou e infernizou a vida nas escolas, no plano da gestão e administração, e da comunidade escolar, no seu conjunto. Até hoje, aguardamos pela avaliação prometida dos agrupamentos de escolas. A ostracização dos professores por parte dos governos, desrespeitando a sua carreira profissional, esmagando os seus direitos, a figura que se eterniza do professor “caixeiro-viajante” que acentua a precariedade e coarta perspetivas de vida, o constante “experimentalismo”, as políticas educativas erráticas e avulsas ao sabor das conjunturas – configuram condições que inviabilizam qualquer mudança positiva no sistema educativo. Constituem fatores de estagnação, bloqueio e revolta, que não nos levará a bom porto. Paradoxalmente, o que nos salva, efetivamente, é o profissionalismo da classe docente e o seu espírito de missão, que não desiste da defesa da escola pública e do ensino de qualidade.

Apostila 1 – A nível local, o Município de Silves tem cumprido com as suas competências no âmbito da Educação. Definida como linha de orientação estratégica e ação prioritária, a intervenção permanente nas 22 escolas do concelho sob a sua alçada – exclui o secundário -, as mesmas têm sido objeto de constante investimento (apetrechamento de mobiliário e materiais, equipamento informático, renovação e requalificação de espaços interiores e exteriores) e merecido a atribuição de valioso apoio logístico.
Na área sensível do pessoal não docente, indispensável ao bom funcionamento dos estabelecimentos escolares, a autarquia tem correspondido além do estabelecido legalmente. Regista-se boa dinâmica e criatividade no plano imaterial (e da educação informal) por intermédio da organização de parcerias e implementação de projetos, envolvendo a comunidade educativa, que contribuem para o reforço da formação cívica e da cidadania ativa de crianças e jovens, fatores que são imprescindíveis à sua “construção” integral enquanto indivíduos, numa sociedade global e complexa.

Apostila 2 – O orçamento do Município de Silves para 2018, além de acomodar projetos ambiciosos e manter o investimento em patamares elevados, apresenta novidade importante – aposta solidamente na transferência de meios financeiros para as Juntas e Uniões de Freguesia do concelho, no quadro dos contratos de delegação de competências, em matéria de manutenção de caminhos, limpeza urbana, mercados retalhistas, cemitérios, jardins e espaços verdes.

O orçamento prevê a quase duplicação anual das verbas que passam de 557 mil euros para 1 milhão e 72 mil euros. Desta forma, as freguesias enfrentam o desafio de melhorar significativamente o seu desempenho em áreas sensíveis junto das populações.

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