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8 em cada 10 pessoas tem um episódio de lombalgia durante a vida

Estima-se que 8 em cada 10 pessoas terão um episódio de lombalgia ao longo da sua vida.

A lombalgia define-se como a dor numa área posterior do corpo, entre a ultima costela e a região glútea, com ou sem irradiação pelo membro inferior (ciática), sendo aguda se a duração for de um dia até seis semanas, subaguda até as doze semanas e após esta consideramos estar perante uma lombalgia crónica. Estima-se que 8 em cada 10 pessoas terão um episódio de lombalgia ao longo da sua vida.

Em relação ao curso habitual da doença, 50 a 60% recuperam numa semana, 95% em 3 meses e apenas 5 a 10% dos casos desenvolvem lombalgia crónica, sendo que esta afeta 3 a 4 vezes mais a população entre os 50 e os 60 anos de idade com uma prevalência cerca de 50% mais alta na mulher.

Quanto às causas temos de estar alertas para casos de infeção, de patologia tumoral ou alterações estruturais como escolioses que se possam manifestar deste modo, sendo que o mais habitual é serem consequência de alterações degenerativas dos discos intervertebrais.

Outros fatores podem também contribuir para as lombalgias como estado psicológico; ansiedade, depressão, stress das responsabilidades, stress psicológico no trabalho; fatores psicossociais; intensidade da atividade física no trabalho; movimentos repetidos de rotação, exposição a vibração; tabaco e obesidade.

Para prevenir as lombalgias recomenda-se:

1. Fortificar a musculatura paravertebral, abdominal e glútea, exercícios de alongamento e estiramento
2. Evitar uma vida sedentária – Exercícios cardiovasculares – andar, correr, bicicleta, natação
3. Evitar a posição sentada, esforços em anteflexão do tronco e rotação
4. Tratar a Obesidade – parece facilitar progressão para cronicidade
5. Tratar a osteoporose reforçando a estrutura óssea
6. Tratar os fatores psicosociais como estados depressivos ansiosos e de insatisfação no trabalho
7. Diminuir a exposição a vibrações
8. Efetuar o despite da Escoliose
9. Tratar as doenças primárias e desse modo evitar a manifestação secundária ou sua extensão à coluna (doenças reumáticas, tumores, infeções como p.ex. tuberculose)

A SPPCV foi fundada em 2003 com o objetivo de promoção, estudo, investigação e divulgação das questões inerentes à problemática da prevenção, diagnóstico e tratamento das patologias da coluna vertebral.

Para mais informações consulte http://sppcv.org/

Artigo de Opinião do Dr. Manuel Tavares de Matos, ortopedista e presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral

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Um Comentário

  1. Reitero que é muito bom saber que além das terapêuticas farmacológicas e cirurgicas tradicionais existem outras abordagens nutricionais, dietéticas e de suplementação que podem contribuir com o tratamento das enfermidades de coluna.
    agradecido

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