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Entrevista a Fátima Matos, do PS: “A nossa candidatura é a única que pode fazer a ponte entre as políticas locais e nacionais”

“A nossa candidatura é a única que pode fazer a ponte entre as políticas locais e as nacionais”

Quais as razões da sua candidatura?
Candidato-me porque o Concelho de Silves necessita urgentemente de uma mudança, de um rumo, de um futuro, de um projeto que devolva a confiança às pessoas e que reforce a credibilidade das instituições.
Candidato-me porque, sendo mãe de dois filhos, quero que eles tenham aqui as mesmas oportunidades que têm noutros Concelhos. Candidato-me porque continuo a ver gente sem casa, sem trabalho e sem rendimentos, gente que continua a ser desvalorizada e que não tem os apoios adequados. Candidato-me porque vivo num Concelho onde os idosos e pensionistas vivem isolados e ignorados. Candidato-me porque, agora como nos anos 60, os jovens saem de Silves e não regressam porque simplesmente não podem regressar pois não têm emprego, não têm habitação.
Candidato-me porque acredito que a nossa equipa pode aproveitar as referências de excelência do nosso concelho: o património ambiental e paisagístico único, os recursos naturais e culturais únicos, e trazer de volta gente com iniciativa e dinamismo cultural, desportivo, económico e social que teve que sair daqui para ter um futuro. Gente que saiu do Concelho de Silves e que com o seu trabalho, enriqueceu e desenvolveu os outros Concelhos.

Candidato-me porque só com o projecto do PS são criadas as condições para fazer a mudança necessária à inovação, ao progresso, ao futuro.

Candidato-me porque quero viver num Concelho onde a igualdade de oportunidades seja uma realidade. Candidato-me porque é preciso criar condições de investimento para investidores, para homens e mulheres com iniciativa dando respostas com celeridade, de forma eficaz para ser eficiente.
Sob o lema #SilvesMelhor a candidatura encabeçada por mim nasce da vontade de colocar o município de Silves na rota do desenvolvimento, devolvendo a esperança ao município através da implementação de um programa assente na Coesão Social, na criação de Emprego, na captação de Investimento, com Transparência, Participação e em Democracia. Para tal conta com uma equipa de mulheres e homens, conhecedores das realidades do Concelho, que abraçam esta causa com o desejo e a vontade de melhorar a qualidade de vida das nossas populações.

Qual o balanço que faz do último mandato? ( O melhor e o pior)
Infelizmente o balanço não pode ser positivo. Somos um Concelho isolado, que regista dos piores índices sociais, económicos e culturais de todo o Algarve. Nestes últimos quatro anos não se registaram quaisquer alterações de procedimentos relativamente a executivos anteriores.

O município está parado, não há desenvolvimento económico, não há emprego, não há incentivos à fixação de empresas, a gestão administrativa é fraca.

Encontramos uma gestão caracterizada por uma ausência total na definição de linhas condutoras, não há estratégia, apenas vislumbramos uma gestão do quotidiano centrada nos pequenos problemas, que sendo importantes, não deixam perceber que futuro está a ser projectado para o Concelho, no fundo, uma gestão sem qualquer inovação e completamente esvaziada de objectivos futuros.
O actual executivo, ao longo destes 4 anos, nunca aceitou os contributos das diferentes forças políticas representadas nos órgãos autárquicos. A gestão caraterizou-se por uma centralização de competências da Câmara para a sua Presidente numa gestão feita de “despachos” e nunca de “deliberações”, uma gestão que esvaziou a função do órgão executivo e da própria Assembleia Municipal.
Não nos revemos nestes procedimentos, a nossa gestão será feita com a opinião de todos. Não pactuamos com a falta de transparência, com a gestão que esconde tudo o que pode esconder, que não comunica atempadamente o que tem que comunicar (É só recordar o que se passou com a intervenção no Jardim Municipal: primeiro cortaram-se as árvores e só depois se deram as explicações…) Uma gestão de porta fechada. Não é este o modelo que governação que queremos para o nosso Concelho.
De um modo geral, foram quatro anos perdidos e o desenvolvimento e a mudança não se compadecem com anos perdidos. Estamos hoje mais longe dos níveis de desenvolvimento porque nestes quatro anos não aconteceu nada.

Nos próximos quatro anos o que tem de mudar na autarquia?
A autarquia, a Câmara Municipal não pode substituir-se à Sociedade Civil; a Câmara Municipal deve ser um instrumento e um agente facilitador da vida social. Devem ser redefinidas as prioridades, devem ser efectuadas apostas na Coesão Social, no Emprego, no Investimento, nas políticas de Ambiente e na Modernização Administrativa com mais transparência, mais competências delegadas nas Juntas de Freguesia, mais participação.
Com a nossa equipa haverá transparência, planeamento e a comunicação com os munícipes. Tem que mudar a proximidade e o acolhimento aos munícipes. Os munícipes são o princípio e o fim de qualquer Câmara Municipal, Junta de Freguesia ou União de Freguesia.
Há tanto por fazer! Tem que se perceber que quando um munícipe se desloca à Câmara Municipal para resolver um assunto não pode estar à espera 3 horas no Balcão Único. Tem que se interiorizar que a Câmara Municipal está ao serviço da população, ao serviço de todos. Tem que se perceber que não se podem escorraçar os desfavorecidos e maltratar os potenciais investidores.

A Câmara Municipal terá um papel facilitador e não será mais um criador de obstáculos, quer às instituições e aos investidores, quer aos cidadãos de um modo geral.

A Câmara Municipal e os seus funcionários estão ao serviço da população e a população tem que sentir e reconhecer esse papel. Tantos uns como outros são a razão de ser da autarquia.

Nos próximos quatro anos o que tem de mudar no concelho?

Tem de mudar acima tudo a nossa mentalidade.

Ambicionamos que dentro de quatro anos com as nossas ideias, com o nosso projecto, o Concelho ganhe uma nova projeção, que os munícipes tenham orgulho no seu Concelho, que acreditem nas potencialidades da nossa terra, que pais vejam os filhos a desenvolver as suas actividades profissionais aqui, que se consiga aproveitar as potencialidades não exploradas no turismo, na indústria, na agricultura. Que sejamos capazes de reter talento. Que acabemos com a pobreza encoberta que juntos consigamos aumentar o apoio às famílias mais desfavorecidas.
Silves, S. Bartolomeu de Messines, Algoz, Tunes, Alcantarilha, Armação, Pêra, S. Marcos da Serra têm que deixar de ser dormitórios para passarem a ter vida económica própria com mais coesão social, mais investimento, mais emprego, mais rendimento disponível para as famílias.
As instituições locais têm um papel determinante naquelas que são as suas efectivas competências. Tem que mudar a centralização de tudo o que acontece na Câmara Municipal; estimular e incentivar a sociedade civil para a criação de uma dinâmica económica, social e cultural mais forte.
Tem que mudar esta forma de seleccionar projectos de obras em função dos atos eleitorais. Tem que se deixar de atirar areia para os olhos da população e andar, qual aluno a estudar em véspera de teste. Não resulta. O aluno não aprende e Silves não fica melhor com obras avulso, lançadas a um mês das eleições.
Tem que mudar a forma como se informa e comunica com a população. Cada cidadão não pode ser confrontado com alterações na sua rua que nem sabe quais são.

Caso seja eleito quais as medidas que tomará em primeiro lugar?
O Gabinete da Presidente de Câmara e o Gabinete de apoio ao executivo passarão a estar de portas abertas. Basta de esconder, de manipular e centralizar a informação e os dossiers. O poder é de quem vota, não tem cor política, é de todos, sem excepção.
Iniciando funções em Outubro e após auditoria financeira da autarquia que partilharemos com os munícipes será tempo de fazer um Plano de Ação para a intervenção sustentada quer ao nível da acção social, da educação, da cultura.

O nosso Orçamento Municipal para 2018 já garantirá a transferência de mais meios e mais competências para as Juntas de freguesia; mais meios e mais competências para os órgão de maior proximidade garantem um maior grau de satisfação das populações (Se eu tenho o lixo ou um buraco à porta de casa, quero lá saber de quem é a competência! Quem está mais perto resolve melhor, se tiver os meios); fazer o ponto de situação das obras iniciadas (e como sabemos muitas delas foram iniciadas dias antes das eleições e garantir a sua conclusão); avaliação da implementação do Regulamento de Apoio a Famílias Carenciadas, criação de um gabinete de Reabilitação Urbana, reforço das competências do Gabinete de Apoio ao Empresário e criação de um conjunto de medidas que tornem mais célere a instrução de processos relacionados com o PARU.
Estabeleceremos desde logo, contactos com o Governo PS através do Ministério do Planeamento e Infraestruturas para de imediato dar inicio à intervenção no Rio Arade e com o Ministério da Cultura para a recuperação da Ponte Velha de Silves.
Constituir-se-á de imediato o Gabinete de Reabilitação Urbana para dar inicio aos trabalhos do Plano de Pormenor e Salvaguarda dos Centro Históricos de S.B. de Messines e de Alcantarilha.
Simultaneamente serão definidos objectivos que garantam a elaboração de um Plano de Ação para Silves território criativo. Plano de acção para a integração de Silves na Rede de Cidades Criativas.

Para as freguesias, que projeto principal tem para cada uma delas?

A nossa candidatura é a única que pode fazer a ponte entre as políticas locais e as políticas nacionais de forma a cumprir um conjunto de projectos estruturantes que apresentamos no nosso programa

: o Rio Arade, a Fábrica do Inglês, o Casino de Armação de Pêra, a reabilitação do Centro Histórico de Messines e de Alcantarilha, a instalação de equipamentos de apoio social em S. Marcos da Serra e criação da Casa da Cultura Ataíde de Oliveira no Algoz.

Os projectos estruturantes e o investimento na qualificação e requalificação do espaço público terão consequências ao nível da vida quotidiana, ao nível da satisfação e do bem estar dos cidadãos porque a intervenção é planeada e centrada nas pessoas (com uma atenção particular à situação das famílias residentes numa fábrica abandonada no Algoz). É urgente analisar com a Secretária de Estado da Habitação a possibilidade de construção de habitação social para realojamento.
Por outro lado, projectos estruturantes que facilitem a instalação de actividades económicas e a promoção do emprego em Armação de Pêra, S. Bartolomeu de Messines e Silves garantirão a resposta aos jovens do Concelho: mais investimento, mais emprego mais satisfação, maior predisposição para a participação cívica e para fazer #SilvesMelhor.

 

Nota: O Terra Ruiva convidou todos os candidatos à Câmara Municipal de Silves a responderem por escrito a algumas questões idênticas para todos os candidatos. Estas entrevistas foram publicadas na nossa edição em papel, do mês de setembro, seguindo a ordem alfabética, critério que aqui se manterá. 

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