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Entrevista a Rui Barradas, do BE: ” O BE conseguirá colocar Silves no lugar que lhe pertence, no caminho do progresso”

«O Bloco de Esquerda conseguirá colocar Silves no lugar que lhe pertence, no caminho do progresso”

Quais as razões da sua candidatura?
A minha motivação é mostrar que é possível um concelho bem melhor, apoiando-me nas minhas ideias e crenças políticas. A minha aposta é transpor o meu discurso para a prática, usar a minha energia não para criticar, mas para agir. Esta é a minha principal vontade e compromisso político.
Há uma taxa importante de participação nas eleições municipais em Portugal, os eleitos municipais têm uma representatividade de proximidade. Os eleitores, são pessoas que conhecemos, que podem ser encontradas. Então, eles têm uma ‘realidade’; as pessoas sentem mais preocupação e interesse nas eleições autárquicas do que noutras eleições. Intuitivamente, eles sabem que a sua opinião será tida em conta.

Eu vejo duas causas para a perda de confiança no mundo político em geral: por um lado, a grande diferença entre o discurso e os actos. O discurso político continua a acreditar que o crescimento económico é ainda possível enquanto as pessoas têm cada vez mais dificuldades em levar as suas vidas diárias. E, por outro lado, a crença no bem-estar que na realidade só alguns têm. De repente, as pessoas sentem-se abandonadas, traídas. É aqui que os eleitos municipais devem fazer a diferença, entregando-se de verdade à causa das pessoas, dos seus eleitores.

Tenho grande prazer em disputar este sufrágio municipal, função que não me atrai pelo protagonismo mas sim pela magia de estar com o povo e para o povo.

O que me inspira é aprender a viver juntos, para aumentar a consciência que o comum está em cada um de nós. Eu acredito nas pequenas acções, pequenas revoluções não necessariamente ruidosas, mas que gradualmente se multiplicam para se tornar um padrão de governo autárquico para Silves. É importante que nos dias de hoje surjam cada vez mais iniciativas, defendendo a autonomia, um sistema mais justo e novos valores. Contudo, é também importante que a nível local as políticas tenham um grande papel a desempenhar para apoiar estas iniciativas e para encorajar a todos na tomada de responsabilidades para que Silves caminhe na direcção certa, na direcção do progresso.

Qual o balanço que faz do último mandato? ( O melhor e o pior)
Seguramente que nem eu nem a maior parte dos munícipes do concelho de Silves precisam de um estudo especial para ver que na realidade muito pouco foi feito. As intervenções no município de Silves foram do foro estético como já tive oportunidade de referir em outras ocasiões.

O que o executivo CDU fez foi pegar em pequenos descontentamentos dos munícipes sobre alguns espaços públicos e criar a ideia de que se estava a intervir a sério no concelho, na realidade foram intervenções minimalistas.

Na realidade a casa continua desarrumada e este executivo nada fez para a arrumar. O abandono das freguesias mais a interior, é nítido e visível. No litoral, em Armação de Pêra, infelizmente temos a pior oferta de turismo de todo o Algarve numa vila nitidamente à deriva, suja desmazelada e sem personalidade. Durante todo o mandato 2013/2017, o executivo CDU limitou-se a deixar a Freguesia de Armação de Pêra entregue à incompetência, furtando-se das suas responsabilidades de supervisor deixando a vila ao puro abandono e sem resolução dos problemas que não são poucos.
Assistimos a quatro anos de inércia e a uma visível ausência de investimentos significativos, que seriam de esperar deste mandato. Agora anunciam e prometem fazer aquilo que há muito devia ter sido feito. Agora é que vai ser. Considero que, se este executivo CDU fez algo de positivo neste mandato, não foi nada mais que seguir as directivas que a política nacional repôs através da coligação PS/BE/CDU.

Nos próximos quatro anos o que tem de mudar na autarquia?
Repito que o mais importante passo para o próximo executivo deveria ser por ordem na casa. Só essa ordem poderá colocar Silves no caminho certo.

Nos próximos quatro anos o que tem de mudar no concelho?
– Diminuir as assimetrias de investimento entre as Freguesias e a Sede de concelho.

– Deverá haver uma fiscalização séria por parte do executivo à forma como as Juntas de Freguesia são geridas,

não é por existir alguma independência dos presidentes de junta que o executivo se furte às suas responsabilidades de supervisão como já referi anteriormente.
– Investimento substancial deverá ser feito em prol do desenvolvimento e progresso do concelho de Silves.

Caso seja eleito quais as medidas que tomará em primeiro lugar?
As carências são sempre muitas, pelo que temos que definir prioridades. Essas prioridades serão definidas com a criação de um Plano de Actividades para o mandato 2017/2021.

Obviamente que em primeiro lugar estará a Acção Social com todas as suas componentes

e, seguidamente, todas as questões relacionadas com Ambiente, Espaços Verdes e Espaços Públicos na vertente da Reabilitação Urbana. Teremos também acções muito importantes, nomeadamente no Desporto, na Educação e na Cultura, muitas delas em parceria com as colectividades e as Juntas de Freguesia do Concelho de Silves. O desassoreamento do Arade também será uma das prioridades do BE se for eleito.

Para as freguesias, que projecto principal tem para cada uma delas?
Para a Freguesia de Silves será criar protocolos para a criação de uma escola das profissões, onde muitos jovens poderão aprender e desenvolver uma actividade profissional de acordo com o mercado de trabalho. Note-se que será uma escola aberta a nível nacional, e não só aos jovens do concelho. Este projecto não só trará notoriedade ao concelho de Silves como também poderá ser um projecto inovador na dignificação das profissões que tendem a desaparecer.

No que diz respeito à Freguesia de Armação de Pêra, o mais urgente é a reabilitação do mercado municipal, que está obsoleto em todos os sentidos e é um problema de saúde pública causado pelos esgotos e drenos que não são funcionais para as descargas dos resíduos das peixarias. E, fazer uma revisão completa dos espaços públicos a fim de reabilitar algumas zonas pedonais, de forma a melhorar a mobilidade e acessibilidade.

Na União de Freguesias Algoz/Tunes e Messines, deveremos criar bolsas de terrenos municipais a baixo custo para auto construção de forma a criar condições para que mais jovens casais se possam instalar e travar o despovoamento nessa Freguesias.
Em São Marcos da Serra, pretendemos criar um centro de desportos aquáticos na zona da barragem e uma praia fluvial. Tudo o que precisamos para este tipo de projecto está lá, e onde se tem criado este género de equipamentos verificamos que tem sido um sucesso.
Será pertinente ter em consideração que estes projectos são uma gota no oceano de necessidades do concelho de Silves. Passo a passo o Bloco de Esquerda conseguirá em quatro anos de mandato, colocar Silves no lugar que lhe pertence, no caminho do progresso.

 

Nota: O Terra Ruiva convidou todos os candidatos à Câmara Municipal de Silves a responderem por escrito a algumas questões idênticas para todos os candidatos. Estas entrevistas foram publicadas na nossa edição em papel, do mês de setembro, seguindo a ordem alfabética, critério que aqui se manterá. 

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