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Entrevista a Rosa Palma, da CDU: ” Não me recandidatar seria deixar a missão a meio”

“Não me recandidatar seria deixar a missão a meio”

Quais as razões da sua candidatura?
O trabalho realizado ao longo do mandato, à frente de uma equipa competente, coesa e solidária, que é importante vincar – vai além dos vereadores eleitos -, obriga-me a prosseguir o que considero uma missão de serviço público.

Após a arrumação da “casa” e a entrada em velocidade de cruzeiro na realização de obras e atividades, é importante manter e reforçar o ritmo, prosseguindo o caminho da sua consolidação e melhoria.

Porque há muitos projetos em laboração, obras por lançar e atividades por concretizar, porque reunimos conhecimento aprofundado da temática autárquica, porque sabemos por e para onde ir, porque temos uma ideia, uma visão global, linhas de orientação estratégica e energia suficiente para prosseguir com o progresso e o desenvolvimento do concelho de Silves (Fortalecer Silves, da Serra ao Mar) – transformando-o numa terra melhor para viver e trabalhar -, que me recandidato pela CDU à Presidência da Câmara Municipal de Silves. Não o fazer, seria trair a população, deixando a missão a meio.

Qual o balanço que faz do último mandato? (o melhor e o pior)
Fazemos naturalmente um balanço bastante positivo da atividade municipal porque conseguimos inverter uma situação difícil caracterizada pelos fortes constrangimentos financeiros (passivo financeiro), pela desorganização e incumprimentos a vários níveis, designadamente, o famigerado caso Viga d´Ouro, com as dívidas aos 3 Bancos (a correr pelos Tribunais), em montantes superiores a 7 milhões de euros, e de forma rápida, ultrapassámos o problema, direcionámos o foco para aquilo que é a função principal da autarquia, i.e., responder no concreto aos anseios das populações nos vários domínios da intervenção municipal (água e saneamento, limpeza e higiene pública, rede viária, reabilitação e requalificação urbana, educação e escolas, cultura e património, desporto, habitação, saúde, ação social, apoio ao associativismo e às corporações de bombeiros, promoção da economia local, captação de investimento privado …), tomando, igualmente, medidas a nível organizativo e de planeamento.

A expressão máxima da qualidade da gestão autárquica e dos seus níveis de realização é visível, principalmente, através do volume de investimento em obras públicas, e nesta matéria, o Município de Silves, tem dado “cartas”, figurando no quadro de honra dos seus congéneres algarvios.

As obras concluídas e as obras em curso são elucidativas de um Município pujante que cumpre integralmente o seu papel de impulsionador do Desenvolvimento Local no quadro das suas competências. Valorizamos como aspeto maior da intervenção autárquica as importantes melhorias no sistema de recolha do lixo, através do investimento relevante na modernização da frota (3 viaturas pesadas e equipamento complementar na ordem dos 620 mil euros), lavagem e desinfeção regulares de contentores, aumento de turnos e alargamento de horários de trabalho, aos sábados (e aos domingos, quando necessário), melhor controlo das tarefas, lançamento de várias campanhas de sensibilização ambiental, etc. Contudo, temos a consciência de que este serviço público carece de ser aperfeiçoado. Valorizamos a intervenção municipal nas redes de abastecimento de água que tem sido objeto de ampliação, remodelação e estudo. Conta-se cerca de 25 Km de conduta substituída, sendo que boa parte dela, era de fibrocimento.

Também no acesso aos fundos comunitários, o Município de Silves tem dado “cartas” com as cerca de 30 candidaturas aprovadas (várias com projetos e obras concretizadas) que ascende a 6,5 milhões de euros.

Valorizamos a intervenção permanente nas 22 escolas do concelho, associada a elevado investimento, que conduziu a melhorias significativas nas condições de trabalho e no ambiente educativo, em contraste com a incipiente ação anterior.
Um dos aspetos positivos do balanço autárquico assenta na animação cultural de qualidade e descentralizada, que foi acompanhada de inovação e criatividade.

Como bons exemplos destacamos as rubricas “Lado B”, “Sunset Secrets – Noites no Castelo”, “Cá se Faz”, o “Jazz nas adegas”, as peças teatrais levadas à cena pela companhia profissional residente “Al Teatro” ou a disseminação de grupos de teatro amador pelo concelho. Enquadra-se nesta área a reativação do Teatro Mascarenhas Gregório, que se encontrava de portas fechadas e sem atividade. A reedição anual do certame dos citrinos, no concelho que é o seu maior produtor nacional, bem como a coorganização da Festa da Cerveja com o Silves FC, são excelente expressão da qualidade da ação realizada.

Para finalizar, é de destacar dois aspetos de fundo do balanço da atividade: (1) não obstante o forte investimento e o grande volume de atividades e realizações camarárias, o passivo financeiro é reduzido em 8,3 milhões de euros, deduzindo os 4,4 milhões contraídos para investimento; se assim não fosse, o passivo seria reduzido em 12,7 milhões de euros; (2) a política de preços, taxas e impostos amiga dos contribuintes: com efeito, o Município de Silves fixou a taxa mínima de IMI, aplicou o IMI familiar às famílias com 1, 2 e 3 descendentes, não aumentou as tarifas de água, saneamento e resíduos sólidos (das mais baixas do Algarve), contrariamente às intenções do anterior Governo e do atual, do PS, e ainda promoveu uma revisão em baixa das taxas municipais, que tinham sido brutalmente aumentadas em 2013, com o voto favorável do PSD e PS.

Nos próximos quatro anos o que tem de mudar na autarquia?
As mudanças na autarquia assentam no aprofundamento da reorganização orgânica e reforço dos mecanismos de controlo interno, na agilização dos procedimentos e combate aos excessos burocrático-administrativos (no estrito respeito pela legalidade), na recomposição dos recursos humanos desfalcados e “injeção” de quadros qualificados, no uso crescente das tecnologias digitais, com o objetivo de elevar a qualidade da prestação do serviço público e dar melhor resposta aos problemas das populações e do território.
Nos próximos quatro anos o que tem de mudar no concelho?

Prosseguir com um Município organizado, uma liderança coletiva forte e unida, finanças públicas saudáveis e a requalificação dos equipamentos e espaços públicos; mantendo-se e reforçando-se os atuais níveis de investimento,

teremos decerto um concelho mais próspero, atrativo, dinâmico, competitivo e desenvolvido (ressalvando-se, contudo, que o Município – com competências e recursos limitados – não é uma ilha que viva à parte do resto do país, imune e independente ao que vem de cima – das políticas do Governo -, porque há por aí muita demagogia à solta).

Caso seja eleito quais as medidas que tomará em primeiro lugar?
No essencial, prosseguiremos com afinco o trabalho que vem de trás, finalizando e iniciando empreitadas, terminando e iniciando projetos técnicos, lançando novos concursos, tomando medidas em todas as frentes para garantir o bem-estar e qualidade de vida das nossas populações. Prepararemos o orçamento para 2018.

Para as freguesias, que projeto principal tem para cada uma delas?
Não existindo propriamente um projeto principal, mas vários, indicamos alguns deles: requalificação do Jardim do Largo da República – Silves; reabilitação do Mercado Municipal – S.B. Messines; execução do Plano Geral de Drenagem de Águas Pluviais – Armação de Pêra; pavimentação da estrada Boião-Azilheira/2.ª fase – S. Marcos da Serra; conclusão do Polidesportivo de Tunes/2.ª fase – Algoz/Tunes; e pavimentação da estrada Vale Margem/Benagaia – Alcantarilha/Pêra.

 

Nota: O Terra Ruiva convidou todos os candidatos à Câmara Municipal de Silves a responderem por escrito a algumas questões idênticas para todos os candidatos. Estas entrevistas foram publicadas na nossa edição em papel, do mês de setembro, seguindo a ordem alfabética, critério que aqui se manterá. 

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