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Vá votar!

Por entre o alarido da recém-iniciada campanha eleitoral para as próximas autárquicas, enquanto se discutem virtudes e defeitos de uns e de outros, uma constatação positiva: os partidos ressuscitaram…e mexem-se!
Nesta altura metade dos leitores está prestes a abandonar a leitura, a rogar pragas aos políticos, aos partidos, aos candidatos e a quem os apoiar!…

Mas as autárquicas têm um gosto de vizinhança, de convívio e de familiaridade que por vezes nos levam aos extremos, positivos ou negativos. Não há eleições como estas para mexer com o quotidiano local. Primeiro as emoções da composição das listas, tarefa que tem rosas e espinhos em todos os partidos, a seguir a sua divulgação e as conversas animadas em que se analisam qualidades e defeitos dos candidatos… Vem a seguir a campanha eleitoral com o esgrimir de argumentos (e não raramente insultos) e finalmente a decisão do voto – uma decisão que escolhe cada vez mais o candidato e cada vez menos o partido concorrente, ou até mesmo os programas que poucas pessoas se dão ao trabalho de estudar.

No dia em que escrevo não entramos ainda no período oficial de campanha eleitoral, as forças políticas que se apresentam em Silves encontram-se na fase de apresentação de candidatos e de algumas propostas.
Entre um PS fragilizado por lutas internas tornadas públicas e um PSD ansioso por recuperar a autarquia que tantos anos governou, a CDU prepara-se para enfrentar estas duas frentes, querendo reforçar a sua votação, esgrimindo como principal argumento a obra feita na Câmara Municipal. Já nas freguesias, os atuais presidentes, confortavelmente suportados pelo seu trabalho e sentido de proximidade, dificilmente cederão as suas posições.
Para estas disputas e lutas que se aproximam estão mobilizadas largas centenas de habitantes do nosso concelho, a grande maioria genuinamente mobilizada para dar o seu contributo para a sua freguesia, o seu concelho. É o tempo das vontades, das emoções. Os dias das bandeiras a flutuar ao vento.

É menos bonito o reverso da medalha. No dia 1 de outubro cerca de metade da população irá ficar em casa. Foram 42, 6 % nas eleições de 2009; a maior abstenção de sempre – escrevi eu no Terra Ruiva. Para em 2013 ter de atualizar essas palavras, quando a abstenção atingiu os 44,4%.

Essa enorme massa de gente desligada, amorfa e muitas vezes cínica, os críticos do sofá e das redes sociais, os eternamente descontentes e os que nunca são capazes de agradecer o que outros construíram para o bem comum… o que desejam estas pessoas? Em vez de pensar, discutir, analisar, escolher justificam a sua passividade com os velhos clichés de sempre “ eles são todos iguais”, “só querem é encher-se” e fatalmente concluem: “a mim não me enganam”.
A cada quatro anos somos chamados a escolher e a nossa decisão irá influenciar enormemente não só o futuro do nosso concelho como as condições em que vivemos no dia a dia e a qualidade dessa vida.
Enquanto órgão informativo e interventivo o Terra Ruiva cumpre nesta edição o seu papel duplo, procurando dar informação sobre as eleições, e deixando aqui o apelo ao voto, como expressão importante da nossa cidadania.

Dizermos que o concelho necessita de todos não é um eufemismo. Vá votar no dia 1 de outubro.

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