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Trabalhos em espólio etnográfico da Casa-Museu João de Deus

Uma cantareira e uma banqueta que fazem parte do espólio da Casa-Museu João de Deus, em S. Bartolomeu de Messines foram intervencionados pelo sector de Conservação e Restauro da Câmara Municipal de Silves.
Estas peças eram provenientes de casas que ficaram submersas com a construção da Barragem do Funcho.
A cantareira de madeira, constituída por duas portas foi produzida numa época em que não existia água canalizada, e tal como o seu nome indica, servia de apoio para três cântaros com água. O móvel apresenta pintura de cor ocre e azul ultramarino tendo sido anteriormente de tonalidade castanha, visível por uma camada subjacente à atual.
A banqueta de madeira é um banco de pequenas dimensões, sem braços nem espaldar. Esta apresenta marcas de corte, levando-nos a inferir tratar-se de apoio para corte de carne ou atividade similar.

A intervenção nestas peças teve como “objetivo estabilizar os materiais seguindo os princípios da intervenção mínima, da compatibilidade e reversibilidade, e da autenticidade e historicidade das peças”, informa a autarquia.

Este foi apenas mais um passo no trabalho de conservação e restauro que tem sido feito na Casa-Museu. Recentemente tinha sido recuperado o arco em escaiola, aí existente.
Agora, os técnicos da autarquia irão recuperar outras peças, nomeadamente um Cristo crucificado e duas cadeiras de madeira.

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