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Ano de eleições

Escrevo-vos já na madrugada do 25 de Abril onde, há 43 anos, este país se ergueu em nome da liberdade de todos. Esse dia garantiu que a nossa opinião conta, que a censura terminara e que, hoje, possa expressar, livremente, a minha opinião sabendo que serei lida, independentemente, de concordarem comigo ou não. Este é um dia que importa a todos!
Porém, não é sobre o 25 de Abril que me debruçarei neste texto, mas sim sobre algo que este dia nos trouxe.

Como seria de esperar, em Abril de 2017, as eleições autárquicas no nosso Concelho já mexem. Já há candidatos apresentados e já há candidatos que se reúnem com instituições do nosso Concelho, como que a tomar o pulso, a se mostrarem e, ao mesmo tempo, ouvindo para melhor construírem o programa. Lentamente a campanha vai ganhando corpo e forma.
Ainda faltará toda a liturgia de “beijinhos” e “abraços”, brindes publicitários e promessas que se fará isto e aquilo, tudo em nome do serviço público, do bem da população e da grandiosidade deste Concelho. Ah, e como não podia deixar de ser os sucessivos jantares de lombo assado ou de bacalhau com natas. Tudo faz parte deste período único que, de quatro em quatro anos, ocorre.

Obviamente, que quem estará sob escrutínio directo será sempre o executivo municipal. De facto, tendo sido essa a equipa que teve a oportunidade de executar um programa, será lógico que esteja debaixo de mais “olhares”, já que à “oposição” apenas coube chamar a atenção para aquilo que, no seu entender, foi sendo esquecido por quem assegura a governação.
Claro que o ainda executivo, já começou a mostrar que fez alguma coisa. Recordo o boletim municipal publicado no início do presente ano, e fez um “agrado” a todos os seus funcionários. Pela primeira vez, um executivo municipal, deu o “calendário” das tolerâncias de ponto, ou “pontes” se preferirem, até ao final do ano.

Facto inovador e por mercê das eleições de 1 de Outubro do corrente ano, permitiu saber que todos os funcionários municipais terão mais quatro dias de férias até ao final de 2017. Sabe sempre bem para quem os goza, menos bem para quem não os pode gozar e pretende resolver os seus assuntos nesses mesmos dias. Pena é que só se tivesse tido esta ideia neste oportuno e singular ano. Teria sido bastante mais útil, e menos óbvio se, ao longo deste 3 anos, se tivesse optado por ter atribuído esta mesma benesse com a antecipação que foi feita em 2017. Ou seja, agora estaríamos perante uma prática, e não perante uma medida que, com facilidade, poderá ser entendida com eleitoralista.

Mas isto apenas são fait divers, ou sound bites, se preferirem, da campanha que ora se inicia. Creio que de tudo, o que interessa é ter um bom programa, que responda às efectivas necessidades das populações deste Concelho e onde exista uma liderança confiável, experiente e proactiva. Há que olhar para Silves como um todo, estabelecer um rumo certo, saber para onde se vai, e avançar com todos. O Concelho não merece menos que isso, não se compadece com tibiezas, hesitações e, sobretudo, com quem não sabe por onde caminhar.

Como dizia Séneca: “Nenhum vento é favorável para quem não sabe para onde quer ir”. Por isso, lanço-lhe um repto, sabe por onde levaram o Concelho? Sabe por onde vai? Sabe por onde o seu candidato (a) o(a) quer levar?

Convido-o a pensar nestas questões de uma forma isenta e livre, pois creio que aqui estará o cerne da decisão acertada para o futuro deste Concelho. Até Junho.

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