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Evocar o silvense/farense Luís Gordinho Moreira

Nasceu na rua da Misericórdia em Silves em 30/12/1920, filho de Luís Moreira, solicitador e de Georgina do Carmo Gordinho Moreira, professora diplomada. Após licenciar-se em Filologia Românica, fixou-se na cidade natal como professor.

A 11/09/1943 contraiu matrimónio, em Silves, com Maria Teresa Correia Cabrita, natural de S. B. de Messines.

Quarto diretor da Escola Industrial e Comercial de Silves (1949-1953), promoveu a criação do Curso Geral do Comércio.

Luís Gordinho Moreira

Afecto aos ideais do Estado Novo, foi nomeado presidente da Câmara de Silves, cargo que desempenhou entre 1951 e 1955. Enquanto edil teve particular ação na construção do novo edifício para albergar a Escola Industrial e Comercial, hoje Secundária de Silves, bem como do Mercado Municipal daquela cidade. Foi também presidente da Assembleia Geral do Silves Futebol Clube, de 1953 a 1956.

O brilhante trabalho que vinha a desenvolver à frente dos destinos da autarquia silvense levou à sua nomeação, em maio de 1955, para presidente da Câmara Municipal de Faro. Sucessivamente reconduzido no cargo, a sua presidência ficou assinalada, entre outros aspetos, pela desafetação da Ilha, elaboração do plano de urbanização da cidade, construção da ponte de ligação à Praia, municipalização dos serviços de electricidade e de saneamento e pelo seu notável contributo em defesa da construção do aeroporto. Conta-se que terá ficado duas noites à porta de um Ministério em Lisboa, até que lhe fosse garantido que aquela infraestrutura ficava localizada em Faro e não em qualquer outro ponto do Algarve. Pugnou ainda pelo Sporting Clube Farense, nomeadamente pela iluminação do estádio.
Professor na Escola Comercial e Industrial de Faro e Delegado regional da Mocidade Portuguesa foi, entre 1957 e 1961, procurador à Câmara Corporativa, onde subscreveu/relatou diversos pareceres (oito).
A sua ação em prol dos interesses de Faro foi reconhecida pelos farenses, que lhe atribuíram o título de cidadão honorário, bem como a Medalha de Ouro da mesma cidade. Insígnias que lhe seriam entregues numa cerimónia presidida pelo ministro do Interior, em 11/05/1963. Um ano depois pedia a exoneração da presidência da edilidade, fixando-se no Funchal como delegado da TAP.

Em fevereiro de 1969 deslocou-se para o continente em busca de tratamento médico, vindo a falecer no dia 14 daquele mês, na freguesia de Campo Grande, em Lisboa. A notícia do seu falecimento causou grande consternação no Algarve. Após missa na igreja de São João de Deus, no dia 16 de fevereiro, o féretro foi transportado de avião para o aeroporto de Faro, onde era aguardado pelas autoridades locais e distritais, bem como por centenas de pessoas. Organizado o cortejo fúnebre, nele se incorporaram mais de 100 carros, em direção ao cemitério de Silves. Aqui era igualmente esperado por muitos concidadãos, assumindo o carácter de uma grande manifestação de pesar.

Para o jornal O Algarve, Gordinho Moreira foi “um dos mais dinâmicos presidentes” da Câmara de Faro, “nos nove anos de activa e inteligente actuação, fez uma obra notável a todos os títulos”, na capital algarvia.
Ainda em vida o Sporting Clube Farense prestou-lhe homenagem, em 24/05/1960, com a aposição de uma lápide com a sua efígie em bronze, na bancada sul do Estádio de São Luís num trabalho do artista Sidónio. Vandalizada em 2009 e na impossibilidade de reconstrução foi substituída por um retrato do homenageado, gravado em mármore, em 01/04/2013. Ainda em 02/11/2011 deliberou a autarquia de Faro atribuir o seu nome à avenida que do Fórum Algarve se dirige para o Aeroporto, cuja placa toponímica seria descerrada, ironicamente, no dia 25 de abril de 2015.

Professor, diretor da Escola Comercial e Industrial de Silves, presidente da Câmara Municipal da mesma cidade e posteriormente da autarquia de Faro, dirigente da TAP, Gordinho Moreira foi um denodado silvense que marcou a sua época, com dinamismo, dedicação e ação.

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