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AL Teatro comemora o 3º aniversário em Silves

Há três anos que a Companhia AL Teatro se instalou em Silves, após a reabertura do Teatro Mascarenhas Gregório – um factor que possibilitou a criação de um programa regular de atividades.
O Terra Ruiva falou com o mentor e responsável pela Companhia, Pedro Ramos, que fez um breve balanço da sua atividade, a escassos dias da estreia da 28ª criação do AL Teatro, “Salt(e)adores de Histórias”.
“Nos três anos que estamos em Silves criámos três espetáculos para o público em geral, três para o público infantil, criámos as Noites Al Teatro e os Dias Al Teatro nos quais fizemos 15 acolhimentos de companhias de teatro e desenvolvemos 10 oficinas para públicos diferentes”. Isto, além das digressões realizadas por outras regiões do país.
Feitas as contas, são dezenas de espetáculos, para públicos variados, embora Pedro Ramos destaque particularmente o público infantil, por uma razão: “muitas crianças que vão aos espetáculos é a primeira vez que veem teatro”, pelo que “nunca mais nos vão esquecer na vida”, o que confere uma grande responsabilidade ao trabalho apresentado: “temos uma grande preocupação com o teatro infantil, em termos de mensagem, com os valores éticos, morais, culturais, científicos que são passados, tentamos que sejam os mais corretos, e que tudo seja transmitido de uma forma clara e que haja sempre diversão”.

E diversão é o que não falta em “Salt(e)adores de Histórias” que estreou há dias na Sociedade de Instrução e Recreio Messinense e que esteve em cena em Silves, no Teatro Mascarenhas Gregório, de 14 a 16 de abril.

No palco: Bárbara Soares, André Cabrita e Filipe Gonçalves, com Pedro Ramos, na apresentação de “Salt(e)adores de Histórias”.

No palco, Bárbara Soares, André Cabrita e Filipe Gonçalves saltam de história em história, ao sabor da imaginação das personagens, “convencendo” o jovem público que, afinal, a matemática é útil, necessária e até pode ser divertida…
É uma equipa reduzida, a do Al Teatro, pelo que os atores têm que se desdobrar em todas as funções necessárias, desde a criação ou adaptação de textos à construção dos cenários, “o que for preciso”, como resume Pedro Ramos.

A companhia está instalada numa sala cedida pela Câmara Municipal de Silves, na Fissul. Da autarquia de Silves vem também um apoio financeiro no valor de 9.000€, um “bom apoio mas insuficiente” para a manutenção de uma companhia profissional, pelo que a AL Teatro é também financiada pela Direção Geral das Artes, com uma verba de 35.000€. Esta verba, esclarece Pedro Ramos, pode parecer muito dinheiro, mas “tem de dar para tudo, tem de pagar os ordenados e toda a produção das peças”.
Atualmente o Al Teatro está a preparar um novo espetáculo, com o título “Oxalá” que será estreado na Casa da Cultura, em Silves, durante o mês de junho. A história revê o auge da época do Al- Andalus, marcada pelos valores da tolerância entre culturas e povos.
Será também um trabalho pensado para interpelar o público de uma forma pouco habitual, mas cujos contornos Pedro Ramos prefere não divulgar ainda.
O “público”, esse bem que escasseia nos eventos culturais, é também referenciado nesta conversa, e o responsável do Al Teatro afirma que a maioria das pessoas vem das freguesias do concelho, ou até de concelhos limítrofes, sendo que a “percentagem de pessoas da cidade de Silves é muito reduzida, mas tem vindo a aumentar”.
Entretanto, na Fissul, prosseguem os trabalhos de fundação de um grupo de teatro amador, um desafio lançado em janeiro pelo Al Teatro a que responderam inicialmente “30 e tal pessoas” sendo que “12 são regulares”.
No balanço possível, conclui Pedro Ramos que “a panorâmica do teatro em Silves alterou-se muito nos últimos anos”, o que “é para nós um motivo de orgulho muito grande”.

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Um Comentário

  1. O Al teatro não faz teatro infantil mas sim teatro para a infância. São coisas muito diferentes.

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