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Entrevista a Tito Coelho: “Aqui na Junta tenho a possibilidade de fazer a diferença”

Tito Coelho, de 55 anos, independente eleito nas listas da CDU, cumpre o seu primeiro mandato enquanto presidente da Junta de Freguesia de Silves. Marceneiro de profissão, foi como treinador e “alma” do grupo de ginástica do Enxerim que se tornou conhecido, muito antes de aceitar o desafio de ser autarca a tempo inteiro na Freguesia de Silves. Fê-lo para ter a possibilidade de “fazer a diferença”.

Tito Coelho

 

Há quatro anos, foi uma surpresa quando o seu nome foi anunciado para a Freguesia de Silves, de ter sido uma surpresa. Como recebeu este convite e o que o levou a aceitar?

Para mim, o convite também foi uma surpresa e de início até o rejeitei. Há uns anos atrás já tinha sido convidado por outras forças políticas, mas não aceitei. Desta vez foi o Mário Godinho ( ex-presidente da Junta) quem me convidou… hesitei porque era uma coisa completamente diferente do que já tinha feito e estava com receio de aceitar e depois desiludir as pessoas. E pensei se seria capaz… porque eu não gosto de estar nas coisas só por estar, tenho de estar completo. Depois pensei que às vezes criticava algumas coisas que se faziam e que aqui na Junta podia fazer a diferença, aqui tinha possibilidade de o fazer. E foi isso que me levou a avançar.

 

 

Já era uma pessoa muito conhecida, devido à sua carreira na ginástica no Grupo Desportivo e Cultural do Enxerim (GDCE)…

Isso também me ajudou, o trabalho e a dedicação que sempre tive com os miúdos, é um trabalho de cerca de 17 anos.

Ainda tem essa atividade?

Sim, continuo como treinador e coordenador. É muito desgastante, num lado e noutro, mas faço com gosto. Não penso deixar a ginástica, sinto-me bem ali, com o trabalho e o carinho dos miúdos, aquilo acaba por ser um período para relaxar, embora não seja porque também há muita pressão com as provas e os saraus. E trabalhar com cerca de 100 miúdos… só quem trabalha com crianças e jovens é que pode avaliar bem o que isso representa, quem está de fora não tem noção.

E assim sendo aceitou o convite para a Junta de Silves e está quase a terminar o seu primeiro mandato. Que balanço faz?

O primeiro ano foi difícil, era tudo muito diferente do que já tinha feito profissionalmente, mas depois fui-me inteirando e como sou daquelas pessoas que gostam mais de estar no terreno, fui ganhando experiência. Quando trabalhava na função pública, achava que devia haver alguém responsável que nos acompanhasse e valorizasse o trabalho e foi isso que comecei a fazer. O meu primeiro mês de trabalho foi no cemitério, quis ter a noção do que faziam e como faziam.

Começar o mandato no cemitério… não é muito agradável

Sim, mas eu tomei posse perto dos Finados, uma altura em que as pessoas vão muito ao cemitério, quis ter a certeza de que o local estava digno de ser apresentado, e andei lá um mês a trabalhar, com os trabalhadores…

Presidente mesmo a tempo inteiro…

Eu costumo dizer que me deito a pensar que estou desejando acordar para começar a trabalhar. E temos feito muito trabalho, no cemitério, e no Mercado Municipal.

Está a ser executado um projeto, pela Câmara Municipal, para a renovação do mercado e eu tenho dado o meu contributo, estou sempre atento e em contacto com a arquiteta.

Tenho algum desgosto que a obra não fique feita até ao final deste mandato, mas compreendo que não pode ser. Antes de vir para a Junta não tinha essa noção, pensava que era fácil fazer uma obra, mas não é como a gente pensa, tudo leva muito tempo, fazer um projeto, abrir um concurso, adjudicar a obra… Muitos criticam que quando se aproxima as eleições é que se vê a obra, mas às vezes não há outra solução. Neste caso da praça, como sabíamos que o projeto da Câmara ir demorar, a Junta começou logo a fazer melhorias. Tudo tem estado a ser feito de acordo com o projeto da Câmara, só que não ficamos à espera da sua conclusão e fomos avançando, temos vindo a fazer melhoramentos todos os anos. Este é um projeto ambicioso, que sempre manifestei a necessidade de ser feito,  o Mercado está num ponto importante da cidade, todos os autocarros com turistas passam aqui, é muito visitado, e temos que dar mais dignidade ao espaço e melhorá-lo. Uma alteração grande que vai ter é a mudança de cor, vai ter amarelo e cinza. E o exterior vai ficar totalmente diferente, depois de tirarmos os carros aqui da frente. Fala-se muito que o estacionamento é necessário, mas temos um parque a 50 metros e a retirada das viaturas vai permitir fazer uma grande esplanada única, para todas as pessoas trabalharem. Já fizemos um grande melhoramento no interior, nas peixarias e nas casas de banho, que estavam muito desatualizadas, foram renovadas e criámos uma casa de banho para deficientes, que não havia nenhuma, agora qualquer pessoa que passe à porta entra sem problema nenhum… Vamos mudar o telhado, fazer uma claraboia para ter mais luminosidade e uma mezzanine com uma esplanada…. Uma entrada vai ter uma laranjeira em calçada, uma sugestão que dei, e as outras vão ter painéis de azulejos árabes. Depois de concluído vai ficar muito bonito e vai deixar de estar como agora, tudo desordenado, cada sombreiro da sua forma, onde cada um faz o que quer…

Quando começarão as obras?

Em 2018, com o Programa 2020, já há garantia de financiamento a fundo perdido para a remodelação do mercado. Estou ansioso por ver a execução.

Quais são as competências da Junta de Freguesia de Silves?

A manutenção do cemitério e do Mercado Municipal e os caminhos rurais.

Tem menos uma competência do que as restantes juntas do concelho, que é a limpeza.

Sim. Mas estamos disponíveis para apoiar a Câmara quando é necessário.

Na relação da Junta de Silves e da Câmara de Silves há uma característica única, porque como a Junta está na sede do concelho se falhar nalgumas coisas não se nota tanto, pois a Câmara faz e pode compensar; e o contrário também, pois muitas coisas que a Junta faz, pensa-se que foi a Câmara a fazer…

Eu vou muito por aí, nós fazemos muitos serviços, como limpeza de bermas e de estradas que competem à autarquia. Mas as pessoas pedem e quando vemos que há necessidade e nós podemos, não olho a isso. E já aconteceu nós fazermos e as pessoas irem dar os parabéns à Câmara!… Por vezes não se distingue quem fez o quê… muitas vezes a autarquia faz eventos noutras freguesias e é como se fosse aquela Junta que o tivesse feito, como por exemplo o fim de ano em Armação de Pêra. Acho bem que façam essa iniciativa, é uma mais-valia para Armação, mas a Câmara tem investido lá muito e tem sido divulgado o evento como se fosse a Junta de Freguesia a fazer… tudo o que a Câmara faz em Armação de Pêra, em termos de caminhos, de melhoramentos a perceção das pessoas é que a Junta é que tem feito..  E nós aqui é ao contrário, como o Município é maior, absorve.

Há quem defenda que as juntas de freguesia de sede do concelho deviam ser extintas. Concorda com essa posição?

Eu vou ser muito sincero, antes de vir para a Junta também pensava isso. Mas hoje não, porque vejo como é a realidade.

Há uma grande proximidade com as pessoas, abordam-nos na rua, pedem-nos coisas, chegam ao pé de mim com uma facilidade muito grande, muitas vezes não é da nossa competência mas vou ver o que posso fazer.

E ou acabo por fazer o que não é da nossa competência, ou levo à Câmara as preocupações das pessoas, acho que isso é muito importante.

A figura do presidente da Junta ainda faz muita diferença para o dia a dia das pessoas…

Sim, e  defendo que as juntas deviam ter mais competências. Nós estamos no terreno e temos uma noção muito mais real das situações. Não quer dizer que a Câmara não esteja no terreno mas pela sua dimensão não pode estar na rua como nós estamos. Às vezes as pessoas criticam a presidente, dizem que sai pouco da Câmara, que havia de andar mais na rua e eu também concordo, mas vejo que o volume de trabalho é tão grande, que muitas vezes não consegue sair de lá. Nós também temos muito trabalho mas é diferente, só temos que nos preocupar com a nossa freguesia..

Quais as grandes carências que identifica nesta freguesia?

Não gosto de falar no passado, mas temos de falar para compreendermos como se chegou ao estado atual… falo da falta de investimento que houve nos últimos anos, por parte da Câmara… e das dívidas que ficaram para este executivo…

Na minha opinião, uma grande carência que temos é de um pavilhão multiusos que servisse não só para  a parte desportiva, mas também para exposições e espetáculos.

Até já falei com a vereadora Luísa Luís sobre o sítio que acho indicado, junto à Fissul, naquela parte onde há os treinos…é um espaço que não está a ser utilizado e ali tem estacionamento, é um ponto central, ficava muito bem. A Fissul, que foi um projeto do presidente José Viola, não foi concluída e hoje está desatualizada e podia-se aproveitar para dar-lhe nova vida. Faz muita falta a execução do projeto da praça de que já falamos e alguns melhoramentos nas entradas da cidade. Também uma nova escola primária, uma obra que precisava de ser feita há muitos anos e gostava de ver arranjado o jardim frente à escola secundária. Preocupa-me muito a questão das condições do Centro de Saúde que está cada vez mais degradado, a Junta tem feito o que pode para exigir melhores condições mas não está nas nossas mãos… E o projeto que todos os silvenses queriam, que era ver este rio limpo e desassoreado, seria muito bom para Silves.

Em termos de futuro, vê perspetivas desta freguesia dar um salto? Há pouco emprego, está a perder população…

Faz muita falta um parque industrial, há muitos anos que se fala nisso. Um parque industrial nos arredores da cidade que permitisse retirar as oficinas de dentro da cidade, era muito importante. E ia trazer movimento e trabalho. E tem que se aproveitar mais a parte turística e o rio Arade limpo podia ter uma grande contribuição. Silves tem um grande potencial para o turismo que se devia aproveitar, cabe aos técnicos de turismo encontrar uma estratégia. Penso que uma praia fluvial em Silves podia ser importante, e uma maior aposta no turismo rural. Um espaço que gostava de ver mais desenvolvido é a Quinta Pedagógica, tem condições para receber muita gente, se tivesse lá lagos, um espaço de água, um embelezamento na parte rústica…

Há uma grande freguesia com  muito para a Junta fazer…

A Junta tem muito trabalho nos caminhos rurais, é um grande investimento, gastamos praticamente o dobro daquilo que a autarquia nos dá para esse trabalho, por termos uma extensão tão grande. Neste sector este ano também fizemos um grande investimento, compramos uma retroescavadora, em segunda mão, que nos custou à volta de 30 mil euros, porque a que tínhamos estava velha e ardeu. Agora temos essa máquina e dois camiões, com dois operacionais que têm muito trabalho, muito trabalho. No futuro era importante que tivessemos um cilindro para bater o terreno quando pomos tufnan, porque a água vem e leva tudo, arranjamos hoje, amanhã chove e lá temos de arranjar o caminho outra vez.

Esse é um trabalho pouco valorizado pelas pessoas da cidade, que se esquecem que Silves não é só cidade?

Não, eu não tenho essa noção, até porque para mim Silves não tem as características de uma cidade, eu gosto de Silves porque é uma cidade/campo, calma, sem confusões.

Há quem diga que em Silves não se passa nada…

As pessoas nunca estão contentes, se fosse uma cidade como outras queixavam-se da confusão, da agitação, como Silves é uma cidade calma queixam-se que não se passa nada. Agora há muito mais eventos do que havia, muito mais. Em termos da Junta nós somos poucos, e é muito complicado, mas fazemos alguns: temos a Semana Cultural de Silves, iniciámos o Mercado Fora d’ Horas que foi um sucesso, este ano vamos fazer outra vez, já estamos a trabalhar para isso, vai ser em junho, julho e agosto… E também fazemos as comemorações do 25 de abril, as pinturas na rua, as provas de atletismo. E começamos logo no primeiro ano do mandato a comemorar o Dia Internacional da Criança… E esta iniciativa tem vindo a crescer em termos de investimento e tem uma grande aceitação. O nosso problema em fazer mais é que não temos ninguém que possamos destacar para trabalhar nestes eventos. E depois quando chega a hora quem é que vai montar os materiais? O presidente da Junta, lá ando a montar as coisas, a fazer o que é preciso, o que vale é que sei fazer muitas coisas.

Quantos funcionários tem a Junta?

Temos 10 funcionários. Mas quero destacar que tenho tido um apoio extraordinário da Ana Godinho, tem dado uma ajuda muito grande em todo o trabalho. E tenho a ajuda do executivo, que também tem um membro do PSD, o Luís Reis, que é tesoureiro, já vinha dos anteriores mandatos e continua.

Às vezes as pessoas ficam admiradas mas na Junta e na CDU nós olhamos mais às pessoas do que aos partidos.

É o mesmo com os apoios à classe de ginástica dos Bombeiros/Junta de Freguesia. Havia quem dissesse que se eu viesse para a Junta que esses apoios acabavam. E foi ao contrário. É o que eu digo, eu gosto de responder pelas ações, não gosto de entrar em trocas de palavras, nós demonstramos o que somos pelo trabalho que fazemos.

Há pouco tempo retomaram a Feira das Velharias, como está a correr?

Já se tinha feito, mas muito desorganizada, e há algum tempo as pessoas começaram a solicitar que se fizesse de novo. Pensamos em fazer na Praça Al- Mutamid, falamos com a Câmara que não viu qualquer inconveniente, começamos a feira com umas 20 pessoas, atualmente temos 54, tem vindo a crescer de semana para semana… tem uma grande dinâmica e as pessoas estão a gostar… e também ajuda ao comércio naquela parte da cidade. Este também é o trabalho da Junta, ajudar na economia e tentar rentabilizar o que temos, porque não é muito. Por exemplo, no cemitério fizemos uma obra grande, 42 gavetas, foi tudo feito com o pessoal dos programas de ocupação (POCs), ficou-nos a obra à volta de 10 mil euros, se entregássemos a uma firma ficaria por uns 30 mil euros, aí é que está a poupança que a gente faz. E faz-se muita poupança “aproveitando” o pessoal dos POCs, gerindo o trabalho e acompanhando de perto. E neste caso é uma mais-valia os conhecimentos que tenho, sei fazer trabalho de carpintaria, de pedreiro, e isso ajuda-me muito a perceber o que está a ser feito e a orientar o que é preciso fazer.

Ouvi dizer que o Tito é um bocadinho forreta com o dinheiro da Junta.

Sim, eu costumo pedir desconto, “veja lá se faz aí um descontinho”…

Esta é a casa de todos e o dinheiro de todos, por isso peço sempre desconto.

Preocupo-me com a questão do dinheiro. Assim como uma preocupação deste executivo tem sido a de melhorar o apoio social. Criamos as bolsas de estudo para os alunos da freguesia, aumentamos os apoios aos bombeiros, aos Amigos dos Pequeninos, à Intervenção Precoce, à Santa Casa da Misericórdia, ao Castelo de Sonhos.

Há muita pobreza em Silves?

Há alguma, mas não muita. Também há casos em que são as pessoas que gerem mal o que têm… Mas há outras situações, ainda há uns tempos o cemitério tinha muitas ervas e o pessoal não dava conta, e eu sabia de uma pessoa que estava a passar dificuldades, e falei com ele para ir arrancar ervas, mas não lhe podia pagar do dinheiro da Junta, paguei do meu bolso, nessa semana foram 70 euros, mais dois almoços… as pessoas não têm noção do dinheiro que um presidente da Junta gasta com estes casos. Há um individuo que se vai por à minha espera, quando acabo o treino… sei que ele tem vícios por isso vou ao supermercado e compro comida. Também já fui muitas vezes à farmácia levantar medicamentos, quando me aparecem a pedir dinheiro para receitas… há pessoas que têm estômago e conseguem virar as costas e esquecer mas eu, se viro as costas, fico a roer-me todo por dentro…

E às quatro da manhã está acordado?…

Exatamente…fico a pensar, então custava alguma coisa teres ajudado?

Voltando à atividade da Junta, algum outro aspeto que quisesse destacar?

Quando entrei para a Junta, vimos que havia necessidade de arranjar um espaço adequado para a Associação de Reformados, que estava num sitio com muitas escadas, e eu sabia daquele espaço na Rua Serpa Pinto, fui falar com a presidente Rosa Palma, expliquei-lhe o projeto, ela nem hesitou em aceitar e começamos a trabalhar em conjunto. Fui para lá com os homens, andamos a limpar o espaço e temos vindo a arranjar tudo, com a ajuda da Câmara que disponibilizou o material para as obras. É um espaço bem localizado, mais dentro da cidade, vai um bom espaço de convívio, falta apenas uns pormenores para poder ser aberto… Temos andado a mobilar, já consegui um plasma que nos foi oferecido por uma empresa de Silves, tenho móveis oferecidos pela Vila Vita, a presidente da Câmara também nos ofereceu uma secretária e temos computadores que vieram da Junta, agora que fizemos uma remodelação da parte informática, que estava desatualizada. Uns computadores foram para os bombeiros, os outros para este espaço dos reformados.

E queria dizer que a Vila Vita também nos ofereceu as cadeiras que colocamos na capela do cemitério, temos agora umas cadeiras em condições, e os móveis para o escritório do cemitério e o gabinete do fiscal da praça. Alguns móveis precisaram de pequenas adaptações, não foi problema que madeira é comigo e fiz esse trabalho, e assim os espaços ficaram bonitos e com condições e não precisamos de gastar dinheiro.

Falando de dinheiro, qual é o orçamento da Junta de Silves?

Anda à volta dos 450 mil euros… a nossa maior despesa é com os funcionários, depois são os caminhos.

E é pouco dinheiro?

Isso depende muito da gestão que se faz….e nós temos feito uma boa gestão, que já vinha do passado que o  presidente Mário Godinho quando saiu daqui deixou a casa muito bem arrumada e isso foi uma mais-valia. Agora gostávamos sempre de ter mais, porque se fazia mais, há pouco tempo fizemos a remodelação do parque infantil da Silgarmar, compramos a retroescavadora, fizemos várias obras aqui no edifício da Junta, primeiro no exterior, depois na parte técnica, a rede informática foi toda remodelada, temos tudo novo este ano… a nossa vontade é a de continuar a investir…

Na parte política teve sorte, começou logo a trabalhar com um executivo CDU… será mais fácil? Há quem diga que as juntas de Silves e de Messines são favorecidas…

Não. Eu digo que não. E eu gosto muito da atitude deste executivo, e não digo isto por ser da CDU, mas este executivo tanto tem feito em Messines como em Armação e em Silves, o trabalho é por todo o concelho.

Não me sinto beneficiado por o executivo da Câmara ser da CDU.

E muitas vezes, como já disse, a Junta é que teve de ajudar a Câmara, principalmente no primeiro ano quando havia muita falta de máquinas e de operacionais, e havia problemas numa estrada, ou com uma rotura e nós íamos ajudar.

Agora que se aproxima o final deste mandato, qual as suas maiores conquistas?

Não sei bem o que dizer, eu nunca estou satisfeito. Mas sei que trabalhamos muito, para por as coisas melhores. E as pessoas podem vir perguntar-me o que é que foi feito que eu respondo. E há coisas… um dia estava no cemitério e houve um funcionário que me chamou que estava lá uma senhora para falar comigo. E eu fui lá, “diga lá minha querida, diga lá o que se passa, se alguma coisa estiver mal, a gente muda isso, põe-se bem”. E ela, “não, não, isto agora está que até apetece morrer!”…  E eu: “deixe-se lá estar viva muitos anos que é melhor”… Nunca mais me esqueci desta expressão da senhora… E outra coisa é o mercado, lutei muito por este projeto que vai ser feito, e se fico triste por não ficar concluído, também fico satisfeito porque fica tudo pronto para abrir o concurso e para o ano a obra fica feita. Podem dizer que é campanha eleitoral que eu não me importo…

Para concluir, o  presidente vai recandidatar-se nas próximas autárquicas?

Oficialmente ainda não fui convidado, mas estou a gostar muito daquilo que faço,  muito mesmo, ainda bem que aceitei. Ao principio, como já disse, tive algum receio, mas adaptei-me bem e modéstia à parte acho que tenho feito um bom trabalho, eu e este executivo.

Se mais não consegui fazer não foi por falta de falta de dedicação e de empenho e de jogar a mão ao trabalho… foi mesmo porque não se consegue.

Há pessoas que não acreditavam em mim, e algumas até já me disseram isso, pessoas de outras forças políticas e camaradas meus, e estas pessoas e aquelas que acreditavam agora já têm a hipótese de ver o meu trabalho e de “julgar”. Não desiludir as pessoas que apostaram em mim, essa foi sempre a minha preocupação.

Agora já me podem avaliar. Fez aquilo mal, fez aquilo bem.

 

 

 

 

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