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Silves presente nas 1ªs Jornadas da Rede de Museus do Algarve

A Rede de Museus do Algarve (RMA) assinalou o seu 10º aniversário com a realização das 1ªas Jornadas da Rede de Museus do Algarve com o tema “Museus sem reservas?”
Constituída em 2007, a RMA é uma organização informal que reúne os profissionais da maioria dos museus e outras estruturas e entidades da área do património cultural e natural da região algarvia.
Assim, cerca de 100 profissionais, colaboradores e interessados, estiveram no encontro em Loulé que contou também com a presença de Maria José Gonçalves, a responsável pelo Museu Municipal de Arqueologia de Silves, que integra a RMA, a qual teve a seu cargo a moderação das “Conferências de encerramento”.

“Questionar os limites da atuação dos museus e dos seus profissionais no seio das suas comunidades; Descobrir e debater que tipo de reservas ou fronteiras mentais, científicas, culturais, sociais, económicas ou institucionais ainda determinam a vida das estruturas museológicas e patrimoniais do Algarve; Perceber se, entre paisagens culturais e naturais, patrimónios, artes, saberes, o intenso ritmo e a complexidade da vida quotidiana, ainda haverá lugar para pensar, renovar, abrir ou transformar museus; Propor novos modelos de atuação e respostas dos museus mais adaptadas à realidade e aos desafios contemporâneos das nossas sociedades”
Estas foram algumas das questões que orientaram a conceção do programa e as intervenções dos membros da rede e convidados, segundo a nota de imprensa distribuída pela organização.

«Nas CONFERÊNCIAS DE ABERTURA evocou-se o período de constituição da RMA e o seu percurso ao longo destes 10 anos, lançando-se desafios para o futuro dos museus, entre eles a extensão dos museus ao território (extended museums) e a reinvenção da missão comunitária dos museus.
No primeiro painel EXPERIÊNCIAS INSPIRADORAS, ouvimos representantes de dois grupos de amigos de museus da Rede e o seu contributo para abrir o museu a novos públicos, apresentaram-se experiências de envolvimento comunitário, de abertura das reservas a investigadores e à comunidade, e de como articular memória e transformação em processos de atualização museológica.
À tarde no 2º painel ABRINDO CAMINHOS DE FUTURO, falou-se de autonomia na gestão dos museus, de exomuseus sem reservas em reservas naturais, da gestão de monumentos musealizados versus museus, e lançaram-se reflexões sobre o futuro dos museus na região.
Perto do final a Rede de Museus do Baixo Alentejo, organização vizinha, partilhou o seu percurso, atividades recentes e desafios para o futuro.
A encerrar, em OUTROS TEMPOS, NOVOS MUSEUS apresentaram-se museus recentes que têm surgido na Europa acompanhando os desafios contemporâneos da nossa sociedade, seus problemas, evolução e contradições. Exemplos inspiradores quando perspetivamos o papel dos museus na atualidade.»
Além da reflexão conjunta sobre a realidade e futuro dos museus, os participantes reconheceram “os impactos da RMA – uma estrutura horizontal, informal e ágil – nas equipas dos museus (sua formação, partilha de informação e recursos), na transformação da prática museológica com o desenvolvimento de projetos comuns entre os seus membros, projeção da visibilidade dos museus e abertura a diversos públicos, e colocação de uma estratégia museológica na agenda política para o desenvolvimento regional. Oportunidade também para perspetivar caminhos e desafios para o futuro que poderão passar pela articulação com outras redes museológicas regionais, bem como com outras redes da região na área da cultura”.

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