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Altos e Baixos

Na edição anterior, publicamos um artigo dando voz a queixas relativas à qualidade da alimentação servida aos utentes do Centro Social e Cultural João de Deus.
Pela repercussão que a notícia teve e pelos variados testemunhos que, pessoalmente e nas redes sociais, vieram a público, confirma-se que há uma situação que merece a atenção dos responsáveis da instituição mas também da comunidade.
Há muitos indicadores que deverão ser tomados em conta quando se escreve sobre um assunto tão delicado como a qualidade da alimentação numa instituição (que entendeu solicitar a publicação de um esclarecimento que o Terra Ruiva publica nesta edição).
Mas quando existe nem que seja só uma queixa, ela deve ser levada a sério e analisada. Os idosos são um grupo social por norma fragilizado, ainda mais quando se encontram numa situação de semi ou total dependência dos seus cuidadores.

O nosso dever, enquanto comunidade, é zelar pelos nossos.


O otimismo económico e social que a “geringonça” trouxe ao País, estendeu-se ao nosso cantinho, a julgar pelo êxito que foi a realização da 1ª Mostra de Silves Capital da Laranja, organizada pela Câmara Municipal de Silves.
A adesão não só em termos de público, mas também de produtores e de empresas, mostrou que o sector citrícola se encontra revigorado e não obstante as dificuldades tem condições e força suficiente para progredir. E ver as frutas com o selo “Silves Capital da Laranja” deixou em muitas pessoas um orgulho justificado que não se deve deixar esmorecer.

Cada vez com mais frequência, é solicitada a opinião do cidadão para tomadas de decisão por parte do poder local. É o caso dos orçamentos participativos que a Câmara promove há dois anos. O que surgiu como uma atitude nova e correta corre o risco de se banalizar e perder a dinâmica se não houver um retorno.
Li por acaso, numa rede social, o texto de cidadãos do Enxerim, muito satisfeitos por verem concretizada a proposta que apresentaram no Orçamento Participativo. Com certeza haverá mais exemplos… Fica a chamada de atenção à Câmara Municipal: se a nossa opinião conta, temos de saber que isso acontece.

Os nossos leitores sabem que está em marcha por todo o concelho um ambicioso programa de obras da Câmara Municipal. A obra de grande dimensão que mais recentemente foi anunciada é o prolongamento da rede de água na freguesia de Messines. Sei que esta foi a candidatura mais batalhada pelo executivo da Câmara Municipal, pois atualmente os fundos comunitários não estão orientados para a resolução das necessidades básicas. Pelo simples facto de que sendo básicas/essenciais para a qualidade de vida das populações era suposto terem sido resolvidas há muito. Assim, a autarquia apresentou a candidatura e lutou por ela, por sentido de dever, mas sem ter esperança que a mesma fosse aprovada. E eis que surgiu a boa notícia!
Quando a aprovação da candidatura foi comunicada ao presidente da Junta de Freguesia de Messines, o mesmo ficou tão contente que não se conteve e abraçou o mensageiro, o chefe de gabinete da presidente da Câmara. ( E quem conhece o presidente da Junta e a intensidade com que vive os problemas dos seus concidadãos imaginará facilmente este abraço.) Conto este episódio (com autorização dos visados) porque me tocou quando me foi relatado. Porque por detrás dos projetos, das candidaturas e dos números estão pessoas que dão o seu melhor, enfrentam e tentam ultrapassar dificuldades e entraves, em prol de outras pessoas.

Concluo este “Altos e Baixos”, com um pensamento nada original: nas instituições, na economia, na intervenção na democracia, no exercício da política, as pessoas têm de estar em primeiro plano. A dignificação da pessoa em todas as suas vertentes tem de ser uma prioridade – inclusive para a comunicação social (e esperamos que o nosso modesto contributo possa um dia ter alguma relevância).

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