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Comerciantes de Armação de Pêra contestam realização de “Pirate Week”

Mais de 50 comerciantes e lojistas de Armação de Pêra assinaram um abaixo-assinado que foi enviado à Câmara Municipal de Silves requerendo “ a não autorização do evento apelidado de “Pirate Week” e outros eventos similares organizados e geridos para as épocas sazonais por organizações privadas” que atuam numa “lógica de oportunismo de mercado”.
Segundo os comerciantes, com o “falso pretexto de promover animação de rua e atrair mais pessoas para o local em alturas do ano em que notoriamente não é necessário, esta organização denominada polis apoteose que se intitula sem fins lucrativos, incentiva, promove e gere, como um verdadeiro agente económico, uma atividade comercial praticada por feirantes e vendedores ambulantes em concorrência direta com os lojistas”.
Para os signatários trata-se de “concorrência desleal”, fomentada por uma “organização privada que nunca deu mostras de credibilidade e reputação” que “está a retirar aos lojistas nas épocas de afluência turística a margem de lucro que lhes permite manter as lojas abertas durante todo o ano e a transformar a frente de mar de Armação de Pêra num ambiente de feira”.

Os lojistas questionam ainda “o apoio que está a ser dado por esta Junta de Freguesia e pela Câmara Municipal a uma entidade privada sem currículo no desenvolvimento de atividades no espaço público, quando os espaços públicos devem ser geridos com critério, no interesse de todos e para todos, e não por forma a gerar antagonismos e desigualdades”.
Nesse sentido, defendem a necessidade de “ponderar acerca dos precedentes que se estão a criar, já que, futuramente, a continuarem a ser incentivadas este tipo de iniciativas ou “eventos privados” de festas ou feiras de organização privada em espaços públicos da vila, deixará de fazer sentido existir comércio local”.
“A serem autorizados este e outro tipo de eventos privados em que são desenvolvidas atividades comerciais de venda ambulante e não sedentária, deverão sê-lo em espaços que cumpram condições de segurança, sanitárias e de higiene, e que não sejam localizados na mesma área dos comerciantes locais e nos mesmos horários, em concorrência direta” com os lojistas “ que pagam os seus impostos anuais, e até sazonais, e estão a ser prejudicados”, afirmam os mesmos.

 

 

Comunicado da Polis Apoteose

Foi com “surpresa” e “estranheza” que a Polis Apoteose teve conhecimento do abaixo-assinado dirigido à Câmara Municipal de Silves, afirma a associação, em comunicado entretanto divulgado.
No seu documento, a Polis Apoteose começa por fazer uma resenha das várias iniciativas em que esteve envolvida, desde a sua fundação em dezembro de 2013, afirmando que as mesmas “resultam da mais profunda convicção de que o que fazemos é pelo melhor de Armação e nunca com o intuito de prejudicar o comércio local”.
“Temos estado sempre sensíveis às preocupações e às sugestões de todos com quem falamos”, diz a associação que contesta os argumentos dos lojistas e comerciantes de Armação de Pêra, afirmando que o Pirate Week é um evento “circunscrito quer na duração (dias), quer nos horários de funcionamento, assim minimizando potenciais impactos na atividade regular”.
A Polis Apoteose diz concordar com “o abuso de vendedores ambulantes na praia, mas não assume responsabilidades, pois é uma prática que existe todo o verão, e é uma realidade anterior ao Pirate Week”.

Quanto ao apoio da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, afirma ter havido uma coincidência da tomada de posse do atual executivo e da fundação da Polis Apoteose “tendo daqui vindo a resultar uma perceção generalizada de que as coisas em Armação de Pêra estão efetivamente a registar uma mudança positiva” e que “em momento algum recebemos tratamento privilegiado” por parte da Junta de Freguesia. Já no que se refere à Câmara Municipal de Silves, afirma o comunicado que “as isenções para associações e coletividades do concelho estão previstas no Regulamento de Taxas e Licenças do Município de Silves, pelo que uma reivindicação de apoio “assente na sua isenção configura um caso inédito, sem precedentes no tratamento a outras entidades”.
“Se pretendemos resultados diferentes, não podemos insistir em trilhar os caminhos de sempre”, diz ainda a Polis Apoteose que, no final do seu comunicado, anuncia que irá apresentar em futura Assembleia de Freguesia, as conclusões a que chegou “no rescaldo do Pirate Week 2016”, e convida à participação de todos os interessados “ de modo a que possam contribuir para a valorização de uma proposta de convergência alargada”.

 

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