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Desafios

Sempre que chegamos a este momento das nossas vidas somos confrontados com uma série de balanços sobre o ano que finda (no meu caso, em virtude da minha profissão, serão mais balancetes que balanços, mas adiante).
Os meios de comunicação social bombardeiam-nos com uma série de recolecções sobre os grandes temas que atravessaram 2016: alegrias (tivemos algumas); catástrofes (que, graças a Deus, não nos bateram à porta), atentados terroristas (que andaram perto, mas ainda longe), falecimentos (e este ano foram alguns de peso) e factos políticos (onde o mundo foi bastante fértil); e todos nós somos levados a olhar para trás, com uma secreta contemplação do passado, deslumbrados com acontecimentos que, interiormente, nos marcaram.
Por mim prefiro olhar para o futuro, cheio de desafios e oportunidades que sempre devemos agarrar. Obviamente que não me esqueço do passado e dos seus ensinamentos, mas não moro lá, logo caminho para a frente.
2017 surge cheio de desafios para a ordem mundial: desde a concretização do Brexit, ao início da governação de Donald Trump, às eleições presidenciais na França, à inominável violência na Síria, passando pela sempre presente espada de Dâmocles que paira sobre todos e que acode pelo nome de terrorismo à escala Mundial. Estes são apenas alguns dos muitos assuntos que estarão nas manchetes do ano que se abeira de nós.
Mas ficando pelo nosso país (tendo na memória que muitos dos desafios referidos terão impacto em Portugal), temos várias coisas a acontecer: o salário mínimo subiu (e isso levou a uma nova forma de negociação: a Feira de Gado), as portagens vão subir (ainda nada se disse sobre a Via do Infante) tudo o que costuma subir, nesta época, já foi devidamente anunciado, cumprimos o défice (claro que deixamos a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos fora das contas senão …); há belíssimas perspectivas para o turismo (Portugal é a nova coqueluche); nada afecta a solidez da maioria parlamentar, as relações Governo/Presidente da República são excelentes e por fim o Papa virá a Fátima.
Não há razões para nada correr mal em 2017 que só pode ser um ano de muitos desafios ganhos com enormes proveitos para os Portugueses. Mas como em tudo ninguém ganha nada enquanto não terminar o jogo!
Esquecia-me de um dado importante, teremos eleições municipais em 2017. Em breve teremos o infindável cortejo de beijinhos, souvenirs eleitorais e vários jantares onde o lombo de porco impera. Os candidatos prefiguram-se, outros colocam-se em bicos de pé, o cheiro a poder começa a instalar-se.

Importa parar e esquecer todos os fait divers que estão associados a estes momentos. Os portugueses vão ter na sua mão a hipótese de voltar a escolher os seus representantes e governantes a nível local, e este passo não é de somenos importância.

No dia em que formos fazer essa escolha que possamos ter o discernimento de escolher aqueles que são os melhores, os mais bem preparados, os que o fazem não por um projecto pessoal ou partidário mas porque amam a sua terra.
Que 2017 seja um ano de desafios ganhos ou conquistados, mas que seja um ano de Verdade. A todos um alegre e glorioso 2017!

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