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Entrevista a Ana Sofia Belchior, presidente da Comissão Política do PS Silves: “O nosso Concelho é um Concelho triste”

Ana Sofia Belchior, advogada, com 41 anos, é a presidente da Comissão Política Concelhia do PS Silves, há cerca de dois anos. É também membro da Comissão Nacional do Partido Socialista.

Ana Sofia Belchior

Entrou na atividade política na Assembleia de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines, quando era ainda “uma gaiata”. Foi membro da Assembleia Municipal de Silves até 2013.
A poucos meses das eleições autárquicas diz que a CDU não vai “deixar marca” no Concelho e que o PS tem gente com ideias e competência para quebrar o longo jejum no poder local.

 

Esta entrevista vem na continuidade da que o Terra Ruiva fez ao presidente do PSD/Silves, José Pedro Soares. A primeira pergunta é portanto a mesma. Passados três anos de gestão autárquica da CDU que balanço faz desta gestão?
É muito fraco, este não é um executivo que deixe marca no concelho. Não tem havido iniciativa, o executivo só trabalha a nível da gestão corrente, cumpre o que vai aparecendo diariamente, não vemos nenhum desenvolvimento no concelho.

 

 

 

Partilha a opinião do PSD que existe falta de estratégia?
Talvez se deva ao facto da CDU não estar à espera de ganhar a Câmara Municipal, porque se formos ver o programa, o que foi concretizado? Dou um exemplo: foi prometido pela CDU que iria ser construída a escola primária de Messines, temos um terreno, ainda do tempo da gestão PSD. O terreno foi cedido para esse propósito, é do conhecimento público que existe necessidade de ser construída uma escola na freguesia, mas deixou de ser prioridade. Numa Assembleia Municipal, na audiência ao público, porque nesta altura não faço parte de nenhum órgão autárquico, questionei a presidente Rosa Palma e foi-me dito que já não havia necessidade da escola, quando nós temos as crianças do 3º e 4º ano a frequentarem a EB 2.3 João de Deus. E o regulamento das taxas e licenças que a CDU tanto contestou e só agora, numa medida claramente eleitoralista, alterou, quando o poderia ter feito no primeiro ano de mandato. Não o fizeram porquê? Porque dá jeito ter dinheiro para ir trabalhando… E não terem conseguido manter o espólio do Museu da Cortiça, foi uma perda muito grande para o concelho.
Está a falar do leilão onde a Câmara não conseguiu cobrir os valores apresentados pelo Grupo Nogueira…
Exatamente. E a CDU tinha o Manuel Ramos, que foi vereador da CDU e a pessoa que mais batalhou para o museu, e foi no mandato do partido dele que se viu desaparecer o espólio. É triste. São situações que se tivessem sido bem estudadas, provavelmente não teriam acontecido.

Que estratégia gostaria o PS que tivesse sido seguida?

O Partido Socialista não é poder no concelho há mais de vinte anos, nesta altura estamos a construir uma estratégia para apresentar ao eleitorado,

que não posso adiantar, não só porque não seria leal com as pessoas do partido, mas também porque vamos entrar num período eleitoral e concorrer com outros partidos. Temos ideias e projetos para o concelho, vamos ver se o eleitorado acredita ou não em nós.
Os partidos têm vindo a definhar, mas no caso do PS, como é um “partido de poder” , é mais difícil perceber por que não tem conseguido vencer no concelho, todos estes anos…
Não consigo explicar e há coisas que não devo dizer publicamente. A nível nacional ganhamos as eleições, quer seja para as legislativas quer seja para as presidenciais. Localmente o PS perde. Não consegue passar a mensagem?
Nota-se a tendência das votações locais serem cada vez mais centradas nas pessoas, mais do que na mensagem…
É o caso do João Carlos, ( presidente da Junta de Freguesia de S.B. Messines). Houve um mito que se criou à volta do João Carlos, e isso refletiu-se nas eleições. Quem é que ganhou as eleições?

Não foi propriamente a Rosa Palma, foi o João Carlos em Messines e o Mário Godinho em Silves e daí aparecer o executivo CDU na Câmara Municipal. Será que vai acontecer a mesma coisa nas próximas eleições?

Não sei… na minha opinião, o facto de estar mulher e marido, um na Câmara Municipal, outro na Junta de Freguesia, não trouxe vantagens nenhumas e as expetativas seriam mais elevadas…

Mas a presidente não pode favorecer a freguesia de Messines por causa do marido…
Também não o deve fazer…
… e já é muito acusada disso, ainda na última Assembleia Municipal, na votação do orçamento, o presidente da Junta de Armação, Ricardo Pinto, criticou o executivo, dizendo que favorece as freguesias de Messines, Silves e S. Marcos da Serra…

Isso não concordo. Messines não tem sido favorecida, está exatamente como estava há três anos. É como Silves.

Aliás quando entramos nas sedes de freguesia, vindos de outros concelhos, vê-se que há uma grande diferença… basta ir ao concelho de Loulé… e vê-se que existe uma estratégia, existe ordenamento, planeamento. O nosso concelho e é um concelho triste. Messines não tem nada, o Algoz tem umas ruas cheias de buracos, chegamos a Armação de Pêra que devia ser a menina dos olhos da autarquia pois é de lá que vem uma grande parte da receita de IMI e IMT, e o que tem? Não tem nada.
E atribui isso à gestão da CDU?
Não posso só bater no PSD, a CDU já tem alguma responsabilidade, está no poder há três anos e não fez nada para alterar a situação.

A CDU trabalha em continuidade do trabalho que foi feito nos anteriores mandatos.

Quem tem menos responsabilidade no meio disto tudo, é o PS.

Talvez se possa questionar qual a responsabilidade do PS, porque nos mandatos em que o PSD não tinha a maioria absoluta, os orçamentos e decisões foram aprovados quase sempre com o voto a favor do PS ou com a sua abstenção.
Nunca votamos acerrimamente contra os orçamentos, para não nos acusarem de estamos contra o desenvolvimento do concelho. Porque não é isso que queremos. Queremos é mais e melhor. O que eu gostava era de ouvir falar de Silves, mas não ouvimos nenhum outro concelho dizer, por exemplo, tirei esta ideia do concelho de Silves… A Feira Medieval é talvez a única coisa em que as pessoas se reveem e mesmo assim já vamos ouvindo zunzuns, que a feira não poderá ter esta duração, que não pode ser feita desta maneira, parece que há uma tentativa, não sei se destruir será a palavra certa, de tentar alterar um evento que traz milhares de pessoas à cidade de Silves. A Feira Medieval foi um projeto bem pensado, como é que as coisas correm internamente, não sei, acredito que existem aspetos a melhorar.
Temos estado a falar da falta de projetos, por parte do executivo CDU, mas nas últimas semanas começaram várias obras em várias freguesias, que vão ser feitas com um empréstimo de quatro milhões que a Câmara aprovou e na Assembleia o PS deixou passar, embora criticando…
Na opinião do PS não havia necessidade de recorrer a esse empréstimo e a CDU está a ter o mesmo comportamento que o PSD, a gerar dívida ao município. O município tinha, em tesouraria corrente, oito milhões de euros. Se o município tem uma capacidade financeira de oito milhões porquê contrair um empréstimo de quatro milhões? Não fomos contra este empréstimo, para não nos acusarem de sermos contra o investimento no concelho. E isso não temos.

Não se vê uma empresa que queira investir no concelho. Não há nada que atraia uma empresa.

Estamos tão bem localizados, no coração do Algarve, temos um potencial enorme, por que não aproveitar isto de outra maneira?

Há muitos anos que se fala no potencial…
Toda a vida ouvi falar no desassoreamento do Rio Arade, todos os executivos têm essa meta, que é um projeto que não depende da Câmara Municipal, tem de vir do Governo Central, temos consciência disso. Mas o que tem sido feito para que isso vá acontecendo gradualmente? Há muitos anos atrás tivemos a possibilidade da construção de um estabelecimento prisional na freguesia de Messines. Os terrenos foram expropriados, os dinheiros foram entregues às pessoas, mas ao fim de x anos, não dando utilidade ao terreno para o fim para o qual foi feita a expropriação, volta para o proprietário. O que é que Câmara tem feito para ver se é possível fazer ali outro projeto? Já falei várias vezes nisto, mas nada…

Um dos temas que gerou mais polémica, neste mandato, entre o PS e a CDU, foi a decisão da Câmara de alterar a entrada dos funcionários, para uma porta de lado. O PS fez um comunicado. Não lhe pareceu excessiva esta posição?
É uma situação relevante, vamos a outros municípios e não vemos essa situação, os funcionários podem entrar pela mesma porta que os cidadãos e não há qualquer problema, aqui parece que estamos a voltar ao tempo quando os meninos não podiam estar na mesma sala que as meninas. Valeu a pena o comunicado? Vale a pena falar abertamente das coisas, sem qualquer tipo de tabu.
Lembro também uma intervenção de Fátima Matos, na Assembleia Municipal, em que acusou a presidente Rosa Palma de chamar “crianças” aos funcionários, numa reunião. Haverá uma estratégia do PS em dar a entender que existem conflitos entre a presidente e os funcionários, ou de estimular alguma discordância?
O PS não diz que a presidente não se dá bem com os funcionários ou que os funcionários não se dão bem com a presidente. Efetivamente ouvi falar de algum desagrado por parte de alguns funcionários, mais do que isto não posso dizer.
No mandato do PSD, o vereador do PS Fernando Serpa fez queixas à Procuradoria Geral da República, disse que lutaria pelo esclarecimento do caso Viga d’ Ouro para que os culpados fossem punidos, mas, neste mandato, o PS fez silêncio sobre o assunto…
O PS votou favoravelmente a proposta da CDU para que a Câmara pudesse agir judicialmente contra os visados.
Estou a puxar este assunto, porque é sempre abordado quando se fala da situação financeira do Município, fala-se sobre as dívidas e como isso interfere com a atividade diária…
Na opinião do PS, estar sempre a invocar a Viga d’ Ouro é apenas para justificar o facto deste executivo estar parado. E utiliza como atenuante o processo Viga d’ Ouro.
O PS tem dois vereadores na Câmara, Paulo Pina e Fernando Serpa, não pensou em fazer uma renovação antes das autárquicas?
Não pensamos nisso, as pessoas estão lá para cumprir as suas funções até ao fim.

Tenho a impressão, não sei se é correta, que muitas vezes há dois PS em Silves, um PS na Câmara Municipal, e outro na Assembleia Municipal… e que há várias vezes posições discordantes.

Desde que estou na Comissão Política, as coisas têm andado mais certinhas,

tentamos com que as coisas que saem da vereação sejam transportadas da mesma maneira para a Assembleia Municipal. Temos feito reuniões periódicas com os vereadores, com os membros da AM e as coisas têm saído equilibradas…

O PS de Silves anunciou que já tem candidato à Câmara. Muitas pessoas ficaram surpreendidas quando não foi o nome da Sofia que apareceu.
Foi uma opção própria, não faz parte dos meus planos a curto prazo ser candidata à presidência da Câmara de Silves.
Como foi eleita presidente da Comissão Política do PS/Silves…
Anteriormente existiu sempre essa ligação, eu vou para presidente da Comissão Política, logo serei o candidato. Mas eu vejo a política de outra forma, deve haver um presidente da Comissão Política e um candidato. Quando me candidatei à Comissão Política frisei logo que ia para trabalhar para o PS mas que não queria ser candidata à Câmara Municipal de Silves.
Esteve na Assembleia Municipal onde deixou boa imagem, depois foi para a Comissão Política, seria um trajeto natural…
Eu não sou daquelas pessoas que diz nunca… o dia de amanhã não sabemos. Mas sei o que quero hoje. E há outra coisa, que é a experiência. Não podemos ir à aventura para um cargo desses, temos de saber porque é que ali estamos,

uma grande parte dos nossos autarcas não sabe exatamente quais são as suas funções.

Isso aconteceu comigo, quando fui eleita para a Assembleia de Freguesia de Messines, eu era uma gaiata, tinha 26 anos… e na noite em que fui eleita, pensei assim, e eu vou fazer o quê e tenho de dizer o quê?
Muitas vezes, as pessoas são atiradas não sabem bem para o quê…
Eu se calhar tinha uma mais valia, porque tinha uma licenciatura em Direito e tinha estudado isto. Mas existe falta de preparação nos nossos autarcas atualmente, estão nos cargos e às vezes dizem barbaridades, convictos das barbaridades que estão a dizer e se vou contrariá-los até se sentem ofendidos… Tem de haver humildade, quando vamos para estes cargos temos de ver quais são as nossas capacidades, não estamos ali a gerir a nossa casa, estamos a gerir os dinheiros que são dos cidadãos e as pessoas acabam por não serem responsabilizadas pela má gestão que têm…
Mas o PS aqui há dias veio com uma proposta da não responsabilização dos autarcas, de não serem responsabilizados pelos atos de má gestão…
Na minha opinião tem de haver algum tipo de responsabilidade quando há gestão danosa.

Não será candidata à Câmara de Silves mas consta que irá fazer parte da lista de deputados nas próximas legislativas…
Já fiz parte, nas últimas eleições, era suplente.
Agora fala-se num lugar melhor… mas voltando a Fátima Matos, causou surpresa que o anúncio da candidatura fosse feito tão cedo, o PS ainda não começou a apresentar os candidatos.
Estamos a um ano das eleições, o nome foi escolhido e a pessoa tem de começar a trabalhar, para quê estar a guardar segredo?
Como havia outros candidatos, e a diferença de votos entre todos foi muito reduzida, especulou-se que o anúncio foi feito para travar um eventual recurso para a Federação do PS Algarve.
Quando a situação foi comunicada, eu já tinha autorização para o fazer… Claro que as pessoas que se candidatam e não são as mais votadas, ficam com alguma tristeza, mas até à data não tenho conhecimento que haja qualquer problema.

E já tem a candidata a trabalhar para tentar concretizar os projetos que o PS quer que avancem…
Uma situação que gostava muito que acontecesse é que fossem criadas condições para a prática de desporto escolar. Temos as EB todas sem condições, à exceção da escola de S. Marcos da Serra. As crianças têm de ter condições na escola para evoluírem.

Vai ver a escola onde andou há 40 anos, e está quase igual, isso para mim é retrocesso.

Não é só equipar-se a escola com um ar condicionado, com um frigorífico, isso não é suficiente, é o tal trabalho de gestão corrente. Ponham a primeira pedra na escola primária que prometeram em Messines, arranquem com o projeto, tenham a ousadia de. E outra questão que tem sido esquecida por este executivo, é a ação social, não temos habitação social, o que existe de apoios às pessoas necessitadas? Não há um departamento na Câmara Municipal vocacionado só para a ação social. O que criaram neste mandato?
Mas há um sector de Ação Social…
Sim e fazem o quê? Dão consultas de psicologia? Você tem um problema grave, vai falar com a psicóloga, chora, desabafa… E tem o problema resolvido? Não tem. Falta neste executivo a sensibilidade social. Noutros municípios existem verbas disponíveis para esse departamento. Aqui não. Não queremos que se arranje casa para toda a gente, mas há situações pontuais que necessitam e têm de ser tratadas. Tem de se dar solução a esses casos, há tanta pobreza encoberta…
Por isso digo que é importante as pessoas verem se aquilo que foi prometido foi cumprido. Temos direito a viver num concelho bonito, com os equipamentos que nos fazem falta. Em termos de equipamento somos um concelho deficitário, a nível do desporto não temos nenhum pavilhão ou gimnodesportivo em condições nas sedes de freguesia… E este projeto que estão a fazer em Messines, no parque de feiras… tenho dúvidas em como vai ser a sua concretização… o terreno dividido num terminal rodoviário, parque de caravanas e parque de feiras… E o que já foi feito para a criação de emprego? E temos um PDM já com 20 anos de atraso na sua revisão…
Sendo válidas as razões que foram apresentadas na Assembleia Municipal Extraordinária o PDM que ficou preparado pelo executivo PSD não podia avançar porque foram detetadas várias situações de construções ilegais que tinham de ser resolvidas, antes de avançar com a revisão.
Eu não digo que não… Mas os investidores quando pretendem fazer alguma coisa, o que fazem? Tentam ver quais são as localizações. E quando chegam aqui e veem que há condicionantes, recuam e vão para outro concelho. Eu já ouvi da boca da presidente da Câmara que não é por causa do PDM que não há investimento no concelho, mas é, isto é uma condicionante.
Em mandatos anteriores havia interessados em investir no concelho e fizeram-se alterações pontuais ao PDM, para lhes dar resposta. Isso não poderia acontecer agora?
Isso pode existir, mas há muitas situações que a Câmara nem chega a saber. As alterações são pedidas só quando a pessoa está mesmo interessada e vai lá, pede um estudo prévio… muitos investidores nem fazem isso…

Neste seu balanço, há algo de positivo nos anos de gestão CDU?

A CDU tentou apostar na agricultura, com a criação da marca da laranja, que não é propriamente uma marca, eu percebo a bondade da intenção, mas nota-se a tal falta de maturidade e experiência política. Agora o que é melhorou no concelho nestes três anos? O que mudou? Eu pergunto a mim mesma o que vejo de melhorias nas várias freguesias que percorro… A nível cultural o que existe nas freguesias? O que é o município investe aí? A CDU quando estava na oposição concretizava muito bem o que achava que devia ser feito, invertem-se os papéis e não consegue concretizar e comete os erros que apontava nos outros. Isso mete-me muita confusão, enquanto cidadã, munícipe e política. Temos de ter um sentido, uma orientação, hoje não posso dizer uma coisa e quando sou poder dizer diferente, quando existem documentos escritos… No caso do espólio do Museu da Cortiça, que a CDU perdeu no leilão, o que já fizeram para remendar o erro? Nada. Nem assumiram o erro, eu própria já falei nisso e parece que deixo as pessoas muito ofendidas. Eu não tenho de estar ali a elogiar a presidente. A presidente sente necessidade de ser elogiada, não sei se é uma questão de afirmação,

mas nós não estamos ali só para bater palminhas. Se achar que devo bater, bato,

mas o político sabe que quando vai para aquele cargo vai ouvir de tudo.

Para concluir, com o PS será diferente?
Será com toda a certeza, se eu me mantiver na Comissão Política. Às vezes pode não transparecer, porque as ideias não são divulgadas como deviam, mas que existem, existem. E existe vontade de trabalhar. E pessoas com competência também.

(Nota: Esta entrevista foi realizada no dia 27 de dezembro, antes dos acontecimentos que têm sido divulgados pelo Terra Ruiva, a propósito das exigências de militantes do PS Silves que pedem a convocação de eleições primárias diretas para a escolha do candidato à Câmara Municipal de Silves.)

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Um Comentário

  1. Manuel Castelo Ramos

    Uma entrevista na qual nada se diz, só se desdiz. Puro bota abaixo, seja sobre o que for, demonstrando desconhecimento da realidade e pouco rigor. Exemplo disso é a referência à situação do museu da cortiça, na qual sou referido, logo de forma triplamente incorreta numa só frase, (…foi no mandato do partido dele que se viu desaparecer o espólio) já que nem a CDU é um partido, eu continuo sendo independente como sempre fui e nem o espólio do museu desapareceu ou foi deslocado de Silves.
    Mais adiante é referido que a CDU perdeu o leilão em que o espólio foi colocado em hasta pública. Ora bem, quem perdeu foi a Câmara, fomos todos nós, num processo de contornos quase surreais em que o Grupo Nogueira tem todas as responsabilidades e atuou de má-fé. Acompanhando e conhecendo a situação como conheço, o que estranho não é o comportamento da CMS neste processo, mas o alheamento da Oposição nos momentos em que a situação da Fábrica e do Museu foi discutida ou defendida: na manifestação ocorrida frente à fábrica em Julho de 2014, no fórum realizado no Teatro Mascarenhas Gregório em Janeiro de 2016 e durante o qual se realizou uma visita ao local com representantes do Grupo Nogueira, enfim, quando a situação foi abordada por certos grupos parlamentares na Assembleia da República. Nada, nada consta sobre o que PS ou PSD fizeram nestas alturas.
    Por isso, usar a situação do Museu como arma de arremesso político e dá-la como perdida (quando não está, vive é num “sequestro” temporário), não só é contraproducente nesta luta em que todos se devem empenhar, como é demagogia e oportunismo político considerando o que alguns fizeram, ou melhor, o que não fizeram por ele.

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