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50 meros foram libertados em Armação de Pêra

Depois de uma primeira tentativa de libertação frustrada devido às condições do mar ( no dia 29 de novembro), foram ontem (dia 13 de dezembro) libertados com sucesso 50 meros, ao largo da costa de Armação de Pêra.

Esta ação foi realizada pelo  Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA)  e faz parte de uma campanha de libertação de 150 meros na costa algarvia.

A primeira libertação ocorreu no dia 28 de novembro, em Quarteira.

Segundo o IPMA, os meros (nome científico Epinephelus marginatus) serão libertados na costa Sul do Algarve, entre Quarteira e Armação de Pêra, na sequência das experiências de repovoamento que vem desenvolvendo desde 2001, com o objetivo de combater a ameaça de extinção que paira sobre esta espécie outrora muito comum na costa algarvia.
Os meros são “produzidos e criados na Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) do IPMA estão identificados com uma marca amarela numerada, tem entre 3 e 4 anos de idade, pesam entre 700g e 2Kg (média 1,3kg) e medem entre 35 e 48cm (média 41cm)”.
O objetivo desta ação “é estudar a viabilidade do repovoamento com esta espécie emblemática para o mergulho e que está praticamente extinta na costa Sul do Algarve, onde já foi comum. A zona escolhida para libertação é caracterizada por ter uma grande extensão de fundo rochoso a baixa profundidade, que é o habitat preferencial desta espécie”.
A ação do IPMA conta com a colaboração da Armalgarve (Associação de Armadores do Algarve), a Associação de Pescadores de Armação de Pêra e com clubes de mergulho de Quarteira e Armação de Pêra.

Meros – em sério risco de extinçãomero6
O mero é um parente próximo da garoupa. É um peixe de grande porte, pertencente à família Serranidae e os maiores exemplares podem chegar aos 40kg de peso e 150 cm de comprimento.

Vivem a pouca profundidade, preferencialmente em fundos rochosos, o que os torna particularmente vulneráveis à pesca, sendo muito procurados também pelos mergulhadores.

O que mais chama a atenção nos meros, além da sua robustez, são os seus olhos.

 

 

Os meros são peixes hermafroditas protogínicos ou seja, vivem inicialmente como fêmeas transformando-se, a partir de determinada altura e irreversivelmente, em machos. Essa mudança de sexo acontece não de acordo com uma determinada idade mas sim em função da estrutura populacional de um dado lugar. Para que um mero fêmea se transforme em macho é necessário que exista uma pressão populacional de indivíduos de pequeno tamanho que possa induzir as fêmeas de maior porte para o início do processo de inversão sexual. Se numa dada população não existirem juvenis, as fêmeas podem nunca chegar a passar a machos o que põe em causa a viabilidade dessa população. O demorado desenvolvimento do mero torna as suas populações muito vulneráveis à sobre-exploração. Medidas como a definição dos tamanhos mínimos para captura, a constituição de épocas de defeso, durante as quais não é permitida a sua captura, e a criação de áreas de reserva, onde não é permitida a sua captura, são vitais para a preservação desta espécie.

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