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Museu da Caça no Barrocal, Aberto a quem o quiser visitar

Na antiga escola primária do Barrocal, na freguesia de S. Bartolomeu de Messines, encontra-se a sede da Associação de Caça Barrocal Algarvio.
É aqui, numa sala construída recentemente, que se encontra o “Museu da Caça”, onde se encontram vários objetos relacionados com esta temática, e que pode ser visitado por quem tenha interesse.

A Associação de Caça Barrocal Algarvio foi fundada em fevereiro de 2001 e tem a sua sede na antiga escola primária do Barrocal, num espaço que tem vindo a aumentar e a melhorar por forma a dispor de condições para o desenvolvimento das suas atividades e o bem estar dos sócios e suas famílias.
Há três anos atrás este espaço foi enriquecido com a criação de um “Museu da Caça”, por iniciativa do sócio José Costa, conhecido por “Sul”.

No Museu da Caça, com José Costa, o seu mentor
No Museu da Caça, com José Costa, o seu mentor

No essencial, as primeiras peças do museu saíram do espólio pessoal de José Costa. Beirão, morou em Lisboa durante grande parte da sua vida, até se estabelecer no sítio do Joinal, ( a poucos quilómetros de Messines), depois da sua reforma.
Caçador “desde os 17 anos” e grande amante “do campo”, José Costa foi reunindo diversos materiais ligados a esta sua paixão, que agora podem ser vistos no museu.
Numa parede, chama a atenção uma grande coleção de cartuchos, os mais antigos “com mais de 70, 80 anos”. Também um raro aparelho para carregar cartuchos, com cerca de 100 anos, marca presença numa vitrine.
A caça é o tema comum aos objetos que aqui se encontram, uns valiosos, outros não, como uma série de “bonecos de loiça italiana, que são caríssimos” e que se encontram ao lado de peças compradas “na loja dos 300”, como explica o nosso anfitrião.
A um canto, um manequim com a “farda” habitual dos caçadores, pelas paredes vários quadros, fotografias, prémios ganhos em torneios… uma panóplia de objetos que vão fazendo deste espaço um verdadeiro museu. Porque este, como sublinha José Costa, é um trabalho que nunca está terminado, que “nunca acaba” a construção de um museu, há sempre novas peças que se podem ir acrescentando, há sempre aspetos a melhorar.
Frequentemente, diz o nosso anfitrião, peço aos sócios e a outros caçadores que vejam o que têm em casa que possam trazer para o museu, coisas que eram dos pais ou dos avós e que estão lá em casa atrás da porta e que aqui tinham valor.museu-da-caca-site

Existindo há cerca de três anos, este Museu da Caça foi oficialmente inaugurado em julho deste ano, numa festa que contou com as presenças da presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma e do presidente da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines, João Carlos Correia, como atesta uma placa existente na sala.
Já a sede, essa foi cedida pela Câmara Municipal de Silves na altura da presidente Isabel Soares, como revela outra placa, na antiga sala de aulas. É também nessa sala que encontramos as fotos dos sócios.

A Associação de Caçadores Barrocal Algarvio é composta por 27 sócios e é dirigida por Hugo Cabrita, presidente da direção. A Associação dispõe de uma zona de caça associativa e de uma zona de caça municipal e uma grande parte dos seus fundos provém da caça aos tordos, isto porque “vêm caçadores de toda a parte de Portugal aqui caçar”.
A caça mas também o convívio entre os caçadores e as suas famílias marcam a atividade anual desta Associação. “A caça era só de dezembro a fevereiro, depois ficávamos muito tempo sem nos encontrarmos. Assim, começamos a fazer um almoço, todos os meses, com os sócios e a família, juntamos aqui umas 50, 60 pessoas”, diz José Costa.
Além da promoção do convívio, José Costa destaca a ação e o investimento que esta Associação tem feito para garantir boas condições para a caça: “nós damos vacinas aos coelhos, temos instalados uns 50 bebedouros, nós tratamos da caça”.
A este caçador de longa data repugna-lhe a típica ideia que muitas pessoas têm dos caçadores, um homem de camuflado que mata tudo o que pode. José Costa, que se recusa a vestir dessa forma, elogia também os princípios que os sócios desta associação seguem: tratar da caça e só caçar até às 11 da manhã.” Não somos matadores, somos caçadores”, resume numa frase.

Quanto ao Museu da Caça fica feito o convite a quem desejar visitá-lo ou contribuir com alguma peça. Habitualmente este espaço encontra-se fechado, mas José Costa está disponível para abrir as portas da escola primária do Barrocal.escola-barrocal-site

Repleto de uma energia desconcertante para quem acaba de completar 80 anos ( no dia 4 de novembro), o mentor do Museu da Caça encontra-se à distância de um telefonema para o 919 028 004.

No Algarve não existe mais nenhum museu deste género e no país são raros os espaços dedicados à caça pelo que este merece ser conhecido.

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