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Alojamento Local no Algarve

A discussão do Orçamento de Estado para o ano de 2017 trouxe à ribalta, por questões de agravamento de imposto, a figura do alojamento local.

O alojamento local permite a instalação de serviços de alojamento em imóveis que não reúnem as condições necessárias para empreendimentos turísticos.Desde que foi introduzido, este conceito tem tido um sucesso assinalável um pouco por todo o país, expandindo a atividade de alojamento a pessoas que, anteriormente, não poderiam aspirar a essa atividade.
A figura do alojamento local permitiu, por um lado, o surgimento de uma nova vaga de empreendedores na área do turismo, e por outro, a legalização de uma atividade que anteriormente era prosseguida “por baixo da mesa”, especialmente em zonas turísticas. Esta figura, no entanto, tem produzido algumas polémicas, especialmente na zona de Lisboa, onde se clama de que se promove a destruição da identidade de bairros de Lisboa em detrimento da manutenção dos valores tradicionais. Não obstante, é notório o efeito benéfico que esta figura tem tido na animação de bairros anteriormente devolutos, tal é a procura destes alojamentos, que tem promovido a reabilitação urbana dos edifícios quase em ruína aí preponderantes. Numa época de crise, a figura do alojamento local permitiu a que uma série de pessoas possam criar o seu próprio emprego, rentabilizando alguns imóveis que de outra maneira apenas constituiriam um encargo. O registo do imóvel enquanto alojamento local e as exigências fiscais não são propriamente excessivas, o que permite um fácil acesso à atividade a quem quiser investir na atividade e já tenha um imóvel.

Embora haja alguns pormenores a limar, considero que a figura do Alojamento Local tem tido um impacto positivo na economia do país. Mais ainda, penso que esta figura possa constituir uma oportunidade interessante para as vilas e aldeias do nosso país. Em particular, creio que possa ser benéfico para o concelho de Silves, pois permite o acesso ao turista a uma oferta de alojamento praticamente inexistente até agora.

A utilização do alojamento local em conjunto com plataformas eletrónicas como o AirBnb ou o Booking (websites na internet que permitem a fácil reserva de quartos por parte de qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo), levam a que as diferentes vilas do concelho possam ser visitadas por turistas de todo o mundo, interessados em conhecer um Algarve diferente. Esta situação contrasta largamente com a situação de há alguns anos, em que a limitada oferta turística das nossas vilas interiores amputavam a sua capacidade de receção de turistas.

O Algarve é conhecido pelo seu turismo de “sol e mar”, não só porque é a sua característica diferenciadora, mas também porque os recursos turísticos têm sido alocados para lá, criando oferta de alojamento que o interior não poderia oferecer.
Ao permitir a instalação de alojamentos turísticos mais pequenos e menos exigentes, a figura do alojamento local equilibra um pouco as coisas, permitindo que as vilas mais interiores possam beneficiar de um pouco do turismo que o litoral tem usufruído há anos.

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