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Sector de Educação da Câmara Municipal de Silves – A fazer o futuro já hoje

A uma semana do final do ano letivo, o Sector de Educação da Câmara Municipal de Silves fervilha de agitação. Terminadas as aulas, é tempo de fazer o balanço deste ano e “aproveitar” a pausa letiva para trabalhos de fundo. Noutra área, preparam-se as atividades recreativas e desportivas que irão animar a praia de Armação de Pêra.
Jorge Ponciano, que no início de 2015 assumiu o cargo de coordenador da Educação e que recentemente foi nomeado chefe de divisão do Sector, admite sem falsas modéstias que o último ano letivo foi “um ano de viragem” e faz um balanço “muito positivo” de um trabalho que, daqui para a frente, é para “continuar e reforçar”. Com uma série de novidades que se antecipam ( algumas…).

 

“Na educação o futuro é hoje”. Uma criança é criança hoje, não pode esperar para ver elaborados grandes projetos, planos dispendiosos, concursos demorados. É hoje que precisa, é hoje que é necessário intervir. E se não for mesmo possível intervir hoje, que o mais tardar seja amanhã.
Esta poderá ser, grosso modo, a filosofia do Sector de Educação da Câmara Municipal de Silves (CMS). Parece simples, mas na prática revela uma nova forma de pensar, explica o responsável do Sector. Um exemplo: pode uma escola ser construída 15 anos depois de ter sido projetada? Como no anúncio conhecido, poder, pode mas não seria a mesma coisa. A criança que necessitava da escola, já seria um jovem quando a escola estivesse pronta. Como no caso da escola básica que esteve prevista para Messines e que não chegou a ser construída. O empreiteiro faliu, o processo arrastou-se durante tantos anos que, afinal, acaba por não ser (hoje) necessária, pois a diminuição do número de alunos não justifica a sua construção.

Sector de Educação da CMS: Céu Gomes, Ana Patrícia, Jorge Ponciano, Eduarda Correia, Maria José Matoso, Luís Coelho (da esquerda para a direita)
Sector de Educação da CMS: Céu Gomes, Ana Patrícia, Jorge Ponciano, Eduarda Correia, Maria José Matoso, Luís Coelho (da esquerda para a direita)

 

Mas, para que o futuro posso ser iniciado já hoje, há que cumprir o que Jorge Ponciano classifica como os “quatro fundamentos: planeamento; respostas rápidas e eficazes; estabilidade; e confiança”.

Em todos estes itens, este ano letivo foi considerado um “ponto de viragem”. Para começar, lembra Jorge Ponciano, pela primeira vez em mais de 40 anos, a Câmara apresentou, antes das aulas começarem, o plano de atividades a realizar durante todo o ano, pelas várias entidades que pertencem à comunidade educativa. Assim, deixou de andar cada um por si, havendo uma melhor ligação e organização. A par disso, foi também feito o planeamento das obras e melhoramentos que iriam acontecer nas escolas, num mapa hierarquizado e organizado após a auscultação de pais, professores e diretores.
Com este método, as respostas da autarquia às escolas tornaram-se não só mais rápidas, mas também mais eficazes. O facto de todos terem serem ouvidos contribuiu para reforçar o sentido de estabilidade e de confiança.

“Nunca houve um nível de proximidade e de confiança com os diretores dos agrupamentos e com a comunidade educativa como existe agora. Este ano conseguimos chegar às pessoas e não foi só com as obras nas escolas, a Câmara implementou também medidas para melhorar as condições de trabalho, na área da Higiene e Segurança no Trabalho, o HCCP, no fardamento… houve um estudo de quantos funcionários deviam estar ao serviço do agrupamento e depois os funcionários foram distribuídos em consenso com o agrupamento… foram grandes mudanças”.

As escolas, já se sabe, “pedem tudo, do parafuso ao extintor”, e com a escassez de recursos é necessário estabelecer uma hierarquia dos trabalhos a fazer, quais os prioritários e os que podem esperar mais um pouco… Havia escolas com eletrodomésticos nas cozinhas, avariados há anos… outras escolas ainda têm amianto nos telhados, algumas precisavam de intervenções nos recreios, numa outra nem se podia entrar na casa de banho dos professores onde a caixa de esgoto não estava a funcionar devidamente…
“Não se fez ainda tudo”, esclarece Jorge Ponciano “mas fez-se um trabalho extraordinário com intervenções em todas as escolas básicas e jardins de infância ( que são da competência da Câmara Municipal) e mais uma série de intervenções nas restantes”. A mais relevante, em termos de investimento, foi a substituição das condutas de água na EB 2.3 João de Deus, em Messines, realizada logo em 2014, uma obra considerada prioritária pelo executivo de Rosa Palma. Mais recentemente, foi realizada uma grande intervenção na EB 1 de Alcantarilha e prepara-se para o próximo ano letivo a intervenção na EB 1 de Silves. O edifício encontra-se em risco de ruir, devido à cedência do terreno, e em setembro já não receberá alunos, que irão ter aulas num dos pavilhões da EB 2.3 Garcia Domingues que será especialmente apetrechado para receber estas crianças mais pequenas. Por sua vez, os alunos mais velhos da Garcia Domingues irão transitar para a Secundária de Silves…
Um processo com alguma complexidade… “ Mas não se ouviu nenhuma reclamação. E porquê? Porque foi um processo todo preparado com os pais, os professores, toda a gente foi informada, teve oportunidade de dar as suas opiniões… E esta é também uma grande mudança”, sublinha Jorge Ponciano. E explica mais: “ Eu costumo dizer que a equipa que está aqui, no Sector de Educação é um rosto. Um rosto de centenas de pessoas que estão diariamente nas escolas e é com elas que temos de fazer este caminho. Tem de ser um caminho partilhado. E assim as pessoas passam a ver a Câmara como um parceiro, nem à frente nem atrás, ao lado. É óbvio que nem sempre partilhamos as mesmas opiniões, mas não me recordo de um problema que não tenha sido resolvido”.
Mas a mudança não se refletiu só nas relações com a comunidade educativa. Seguindo o princípio que “o serviço tem de se adaptar às necessidades do munícipe”, desde há algum tempo que o sector alterou os horários de funcionamento, passando a abrir mais cedo para facilitar a compra do passe por parte dos estudantes, e está previsto “alargar ainda mais o horário”. “Pela primeira vez foi pensou-se nos horários dos miúdos e estamos a trabalhar para eles. E isto podem parecer palavras ocas e vãs, mas não são, estamos todos os dias a trabalhar para as escolas”, reforça Jorge Ponciano.

Uma das grandes forças de intervenção deste Sector tem sido o trabalho desenvolvido no âmbito da Rede de Cidades Educadoras a que Silves pertence desde 2010.

Esta era uma vertente que se encontrava abandonada mas para a qual a Câmara de Silves voltou de novo a sua atenção. Esta rede internacional pretende desenvolver práticas de educação que levem as pessoas a viver a cidade, pelo que muitas das ações decorrem em espaços públicos. Ações de dinamização várias, congressos e workhsops têm sido organizados pela CMS, o que levou a que Silves fosse a cidade escolhida para receber o próximo Encontro Nacional de Cidades Educadoras que irá realizar-se no primeiro semestre do próximo ano.
Falando do futuro mais próximo, no horizonte do trabalho do Sector de Educação da CMS encontra-se o verão. Pelo segundo ano, irá ser instalado em Armação de Pêra o “Ponto Azul”, stand com informações ambientais e do concelho de Silves, e haverá também um amplo e diversificado programa de atividades relacionadas com a Bandeira Azul. Irão surgir algumas novidades, no sentido de melhorar a experiência de quem visita a praia de Armação de Pêra… “Pode dizer que haverá um reforço de atividades de qualidade e em parceria” , garante Jorge Ponciano…
Longe da vista destes turistas, o trabalho continua, no interior da serra algarvia, na Quinta Pedagógica de Silves, outro equipamento da Câmara que é gerido pelo Sector de Educação, com um crescente sucesso. Com as férias escolares diminuem as visitas das crianças e a Quinta transforma-se numa base logística para acolher equipas de bombeiros e do exército que irão prevenir e combater os fogos de verão.
Entretanto, na cidade, prosseguem os trabalhos de recuperação de um edifício que irá servir como uma espécie de “casa da juventude” ( o nome ainda não está definido), e que irá permitir o alargamento de competências e atividades desenvolvidas pelo Sector de Educação da CMS. Ideias não faltam ao atual responsável e sua equipa. “Isto é tudo possível de se fazer, porque não estamos a fazer projetos de milhões. Se fizessemos projetos de milhões não fazíamos nada, ficavamos só à espera porque os milhões não existem. É preciso planeamento, inovação e criatividade. E parceiros de qualidade. Muitas coisas que fizemos este ano não custaram um tostão à Câmara, como os toalhetes para as cantinas escolares”, afirma Jorge Ponciano.
“Este ano tínhamos um plano de ação, um compromisso e ele foi todo cumprido e não fomos só nós que o fizemos, foram também as escolas, toda a comunidade escolar. Há lá maior alegria do que esta? Muito há para fazer. Para o próximo ano, estão previstas intervenções nas escolas do 1º ciclo de Messines, Silves e Alcantarilha e o jardim de infância de Silves será totalmente renovado. Muito há ainda para fazer, mas este é o caminho”, afirma Jorge Ponciano.

“E daqui para a frente queremos continuar neste caminho, aprofundá-lo e reforçá-lo”.

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