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Juventudes Partidárias no Concelho – Entrevista a Rui Grilo – JSD

Recentemente, foi anunciada a eleição de uma nova estrutura da Juventude Socialista (JS) em Silves. Seguidamente, também a Juventude Social Democrata (JSD) começou a desenvolver esforços para reorganizar a sua estrutura.

O Terra Ruiva foi conhecer os jovens líderes que assumiram essas funções, saber o que pensam e o que desejam para o nosso concelho.
Nesta página publica-se a entrevista feita a Rui Grilo.

Rui Grilo
28 anos, licenciado na área de Gestão, militante há 14 anos, responsável pela Comissão Instaladora da JSD do Concelho de Silves

Rui Grilo
Rui Grilo

 

 

 

Como surgiu o interesse pela política?
O interesse pela política surgiu na altura em que frequentava o ensino secundário, em Albufeira. Frequentei a Escola Secundária de Albufeira durante quatro anos, os três anos de percurso normal, mais um a melhorar a a nota da disciplina de matemática.
Durante todo este percurso, fui presidente da Associação de Estudantes, representante dos alunos na Assembleia de Escola e já na faculdade também desempenhei os cargos de presidente da Associação de Estudantes, de presidente da Mesa da Assembleia-Geral da mesma associação e o de presidente da Associação Académica de Castelo Branco. Durante a minha passagem pelo ensino superior, fui mandatário no Instituto Politécnico de Castelo Branco da candidatura à presidência da República do Professor Cavaco Silva e mais tarde da candidatura de Pedro Passos Coelho a primeiro-ministro.
Contudo, o interesse pela política surgiu aglutinado ao interesse pelo associativismo e os dois surgiram em parceria pelo facto de gostar de intervir desde cedo, sempre com o propósito de me destacar pelas melhores razões e motivos, dando sempre o meu melhor contributo para a sociedade onde nos inserimos.
Participa em mais alguma atividade/ organização cívica?
Neste momento desempenho funções de tesoureiro do Serrano Futebol Clube em São Marcos da Serra e integro a Assembleia de Freguesia de São Marcos da Serra como primeiro secretário da mesma.
Qual o ponto de situação da vossa organização atualmente, no concelho de Silves?

No que respeita ao ponto à organização a que pertenço, neste momento encontramos-nos em fase embrionária, estamos totalmente abertos a receber mais jovens, com ideias novas, onde as criticas construtivas têm lugar para serem ouvidas.
Posso adiantar que tem sido para mim uma surpresa a quantidade de jovens que, com frequência, querem integrar a estrutura, que me abordam nesse sentido e como é óbvio são e irão ser sempre bem-vindos e ter a oportunidade de expressarem sempre as suas ideias.
Que grandes causas nacionais são defendidas para a juventude pela vossa organização?
No âmbito das grandes causas nacionais que são defendidas pela JSD para a juventude nacional, a meu ver, e no período atual que estamos a atravessar, nomeadamente onde se verifica uma enorme carência de emprego, de condições de empregabilidade para quadros qualificados que se acabam de formar, fazendo um investimento pessoal a todos os níveis e sacrifícios dos mais variados e que após concluírem a formação para a qual se propuseram e chegarem ao mercado de trabalho e serem preteridos é desagradável e desgastante, completamente desmotivador. Penso que por este grave problema da nossa sociedade, já são razões mais do que suficientes para que a criação de emprego seja uma grande causa nacional defendida pela JSD. E como aliás deve ser de todas as outras juventudes político-partidárias, pois todos somos jovens e todos temos indiscutivelmente o direito a melhores condições de vida e os mesmos direitos de oportunidade, embora isso infelizmente não se verifique.
É profundamente desagradável, ver e sentir que há jovens extremamente qualificados e empenhados em singrar na vida no nosso país e ver que os responsáveis pelas empresas e por organismos de carácter público vão muitas das vezes buscar quadros internacionais em detrimento de recursos humanos que nós temos ao nosso dispor e com elevada competência.
Porém é justo que se diga que este é uma mal de todos os governos, inclusive de governos do PSD.

E a nível do Concelho de Silves, quais são as maiores necessidades relativas à juventude, que identificam?
A nível do concelho de Silves é urgente trabalhar no sentido duma maior captação de investimento, seja ele direcionado para o concelho na sua parte de litoral ou mais no seu interior, se bem que no interior do nosso concelho fazem-se notar várias e profundas assimetrias que são a origem clara e concreta da saída dos jovens para outros meios urbanos e que contribui em grande parte para uma desertificação cada vez mais acentuada.
O que propõem para melhorar a qualidade de vida da juventude do concelho?
Fazem falta postos de trabalho em todo o concelho e dotá-lo de equipamentos e infraestruturas que sejam úteis para uma melhor qualidade de vida de quem o habita, nomeadamente das classes mais desfavorecidas e dos jovens. Melhores condições na saúde, na educação, na cultura, maior apoio ao investimento seja este de micro, pequena ou média dimensão e claro uma maior abertura para o diálogo por parte de todos os intervenientes e/ou responsáveis.

Há muito a ideia de que as juventudes partidárias só dão jeito aos partidos para animar as campanhas eleitorais, que uma vez acabadas as campanhas deixam de ter importância. Como comenta esta ideia?
Sim, é verdade que essa ideia persiste na mentalidade de grande parte das pessoas, embora não seja tão linear como se pense.
As juventudes partidárias têm de ser encaradas como algo que substancialmente é muito mais do que isso. Contudo, cabe também aos intervenientes políticos todo o processo de reconhecimento e de enaltecimento dos jovens que integram essas mesmas juventudes, proporcionando-lhe lugares de destaque através dum processo de merecimento, onde se premeia o rigor e a competência, a seriedade e a transparência e não através dum processo regido por simpatias e compadrio. Cada vez mais se verifica improrrogável que os jovens e as pessoas na sua generalidade sejam distinguidas por merecimento, por competências e não através de favores políticos. Caso contrário iremos sempre continuar com o mesmo problema de termos recursos mal preparados a desempenhar funções fundamentais só porque dão jeito em certas e determinadas alturas.
Outra ideia comum é a de que as juventudes partidárias são uma forma de fazer “carreira”, com vista ao poder. Isto faz sentido, ou as juventudes partidárias são mais do que um grupo de “carreiristas”?
Não deixa de existir alguma verdade nesta afirmação. É verdade que as juventudes muitas das vezes são utilizadas como que uma rampa de lançamento para maiores voos no campo político, o que é prejudicial. Olhemos um bocado para a Assembleia da República e vejamos todos aqueles que transitaram das juventudes partidárias para lugares de relevo e digamos que obra nos têm deixado ou que medidas têm sido implementadas no circuito estrutural que possibilitem uma melhor qualidade de vida às populações jovens, muito poucas. Com isto não estou a dizer que não haja políticos competentes, da esquerda à direita, que provêm das juventudes partidárias e que são competentes e sérios, o que digo e insisto é que as pessoas têm de ser premiadas pela competência, pela seriedade e pelo rigor.

A nível pessoal, quais são as suas ambições políticas?
No que concerne às minhas ambições políticas e de acordo com o meu comportamento pessoal, com os meus princípios e valores, digo terminantemente que não ambiciono de todo uma carreira política seja ele de que tipo for. Todavia, tive no passado recente, por altura em que frequentava o ensino superior, a oportunidade de ter aceite um convite que me foi direcionado pela distrital do PSD de Castelo Branco, algum tempo antes das eleições legislativas que deram lugar ao primeiro governo do PSD/CDS com o Dr. Passos Coelho, convite esse que declinei na altura.
Para mim, o importante quando se desempenha uma determinada função ou cargo político, não é certamente a grandeza do cargo em si, mas sim ter humildade e carácter pessoal para se reconhecer connosco próprios se se tem competência ou não para desempenhá-lo da forma mais correta possível, com elevado sentido de responsabilidade, isenção, transparência e sempre direcionado para a causa e o interesse público.
Levando tudo isto em conta, não tenho de todo qualquer ambição política relevante, seja ela qual for, mas na minha condição de cidadão livre e autónomo, estarei sempre disponível para trabalhar em prol duma sociedade mais justa e mais bem servida de condições para a população na sua generalidade.
Independentemente de tudo, não serei de forma alguma, agora e sempre objeto de instrumentalização seja de que partido for, até do partido onde milito.
Qual o maior privilégio da juventude portuguesa e da juventude do concelho de Silves?
O maior privilégio da juventude Portuguesa e da juventude de Silves também, é que felizmente todos nós temos a oportunidade de expressar o nosso descontentamento quando sentimos essa necessidade, se bem que deveríamos também de ter o dever de contribuir construtivamente, criticando sim, mas apresentando alternativas sérias e concretas para melhorar a realidade que nos afeta.

 

(Nota : Nesta página publica-se a entrevista feita a Rui Grilo. Ver no nosso site a entrevista idêntica feita a Daniel Ramos, da JS. Idêntico convite foi feito ao responsável pela Juventude Comunista Portuguesa (JCP) que o aceitou. No entanto, e apesar dos alertas do Terra Ruiva, as respostas não chegaram à nossa redação)

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