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Juventudes Partidárias no Concelho – Entrevista a Daniel Ramos – JS

Recentemente, foi anunciada a eleição de uma nova estrutura da Juventude Socialista (JS) em Silves. Seguidamente, também a Juventude Social Democrata (JSD) começou a desenvolver esforços para reorganizar a sua estrutura.

O Terra Ruiva foi conhecer os jovens líderes que assumiram essas funções, saber o que pensam e o que desejam para o nosso concelho.

Nesta página publica-se a entrevista feita a Daniel Ramos.

Daniel Ramos
21 anos, nadador salvador ( atualmente), militante da Juventude Socialista há cerca de 3 anos, presidente da JS de Silves

Daniel Ramos
Daniel Ramos

Como surgiu o interesse pela política?
O meu interesse na política digamos que despertou aos meus tenros 18 anos de vida. A partir de um convite surpresa, aventurei-me a participar na lista dos candidatos à Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines (Terra onde cresci), representando o Partido Socialista nas autárquicas de 2013 e adorei a experiência.
Desde então comecei a perceber que, quer queiramos quer não, em tudo o que façamos, a política estará lá presente independentemente de se manifestar de formas distintas consoante as variadas situações da nossa vida.
Embora acredite que resolvi prosseguir passo a passo o mundo da política, muito devido à minha maneira de ser e sobretudo à minha vontade sonhadora de querer mudar o mundo que conhecemos, para melhor.
Participa em mais alguma atividade/ organização cívica?
Sou associado da Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines, instituição que frequentei na minha infância e onde pratiquei andebol durante 5 anos tendo conquistado alguns objetivos pessoais.
Eu sou um fã incondicional de desporto, o Desporto sempre fez parte da minha vida, atualmente, com outros elementos, estamos a pôr em prática esforços para num futuro próximo formarmos uma equipa de futebol americano aqui no concelho de Silves. Temos já assegurados espaço e condições para que os possíveis futuros atletas possam treinar e fazer crescer um desporto recente em Portugal.

Qual o ponto de situação da vossa organização atualmente, no concelho de Silves?

Atualmente podemo-nos orgulhar porque a Juventude Socialista de Silves é um partido de política de juventude ativo, tendo sido reativado após as recentes eleições.
A nossa estrutura é composta por dois órgãos: o Secretariado de Concelhia e a Assembleia de Concelhia. A nossa estrutura também tem elementos oficiais representantes na Comissão Política de Concelhia do PS.
Atualmente temos cerca de 90 militantes inscritos da concelhia de Silves, a caminho do número 100, que é um dos grandes objetivos da atual estrutura, fazendo de nós uma das maiores concelhias do Algarve.
Que grandes causas nacionais são defendidas para a juventude pela vossa organização?
A causa principal da nossa organização de política de juventude é sem dúvida a defesa dos valores do socialismo democrático e da República. A JS é uma organização constituída por jovens entre os 14 e os 30 anos de idade, procura o desenvolvimento da intervenção cívica com vista à criação de uma sociedade mais democrática, justa e solidária, assente nos valores da liberdade, igualdade e fraternidade.
E a nível do Concelho de Silves, quais são as maiores necessidades relativas à juventude, que identificam?
A nível do nosso Concelho de Silves as nossas maiores necessidades atuais de ação são a questão do desemprego, da formação e ainda procurarmos fortalecer a ligação da componente política diretamente aos jovens do concelho. Implementando também nas escolas algumas ideias e visões políticas para que no futuro estejam cada vez melhor informados, relativamente a esta importante ciência.
O que propõem para melhorar a qualidade de vida da juventude do concelho?
Algumas das nossas propostas para melhorar o quotidiano dos nossos jovens é divulgar e promover cursos/formações/subsídios/emprego com a ajuda de algumas entidades oficiais e credíveis tais como por exemplo o IEFP. Os jovens são considerados o futuro do nosso país por isso neste momento consideramos ser uma das situações mais delicadas e urgentes de se tentar resolver, pois um jovem merece estar no mínimo completamente informado acerca das suas opções, para poder proporcionar um futuro melhor.
Há muito a ideia de que as juventudes partidárias só dão jeito aos partidos para animar as campanhas eleitorais, que uma vez acabadas as campanhas deixam de ter importância. Como comentam esta ideia?
Eu, e falo também pela minha estrutura, considero essa teoria apenas um mito devido ao facto de muitas vezes a maioria das pessoas, fora da política, não terem o melhor conhecimento acerca da ligação e entre-ajuda que é realizada internamente, como por exemplo: reuniões/assembleias conjuntas, formações políticas, apoio a campanhas eleitorais jovens e ainda muito importante, a oportunidade de palavra em ocasiões importantíssimas para que os jovens possam transmitir também a sua opinião e visão dos factos.
Outra ideia comum é a de que as juventudes partidárias são uma forma de fazer “carreira”, com vista ao poder. Isto faz sentido, ou as juventudes partidárias são mais do que um grupo de “carreiristas”?
Tendo em conta essa ideia, eu não nego que as juventudes partidárias sejam uma oportunidade para alguns jovens que realmente tenham o intuito de ingressar na vida política e que queiram escolher essa carreira .
Mas discordo completamente da teoria de “grupos carreiristas”, isto porque defendo a ideia que um jovem que queira ser político e que estude para tal queira ter algum mérito e preparação antes de ingressar na política nacional. Compreendo que nos dias que correm a sociedade e a política estejam carregadas de interesses, mas não tenho dúvidas nenhumas que não são esses ideais que fazem mover os jovens que se interessem por fazer parte de uma organização de fins nobres como as juventudes partidárias.
A nível pessoal, quais são as suas ambições políticas?
Em primeiro lugar uma das nossas intenções e condições de trabalho,é nunca arriscar o bem-estar dos jovens do concelho em nome de princípios individualistas para ter qualquer tipo de proveito próprio.
Nós vivemos sempre no presente, por isso quando queremos realizar algo que pode marcar a diferença, com um sentido positivo na sociedade, pensamos, visualizamos e colocamos em prática as nossas estratégias políticas da forma mais éticamente correta com o intuito de cumprir sempre com a melhor postura tudo aquilo a que nos propusermos, é essa a nossa ambição.

Qual o maior privilégio da juventude portuguesa e da juventude do concelho de Silves?
O nosso maior prazer é sentir que poderemos ter em mãos todos os dias das nossas vidas, a nobre capacidade para podermos tornar a qualidade de vida dos jovens um pouco melhor e podermos ajudar quem mais precisa nas alturas necessárias.

 

(Nota : Nesta página publica-se a entrevista feita a Daniel Ramos.  Ver no nosso site a entrevista idêntica feita a Rui Grilo, da JSD. Idêntico convite foi feito ao responsável pela Juventude Comunista Portuguesa (JCP) que o aceitou. No entanto, e apesar dos alertas do Terra Ruiva, as respostas não chegaram à nossa redação ) 

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