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Patrimónios

Hoje começo de forma diferente!
Em primeiro lugar gostaria de saudar a forma correcta como o Bloco de Esquerda (BE) organizou um protesto digno por causa do estado da EN 124, no troço que liga Silves ao Porto de Lagos.
Já há muito que se fala da requalificação integral deste troço, compreendido entre a Portela de Messines e o Porto de Lagos. Tal obra, prometida por diversos governos, e executada em parte (Portela de Messines a Silves), ainda nos mandatos de Isabel Soares que, em muito, contribuiu com uma incisiva acção junto dos diversos governos de Portugal (recordo que nessa altura se conseguiu também, e entre outras, a recuperação da EN 264 que liga São Bartolomeu de Messines a Algoz).
Parabéns ao BE que soube exercer os direitos que o 25 de Abril a todos garantiu, e que conseguiu mobilizar a população na defesa dos seus justos direitos. O executivo camarário aderiu, e bem, a esta iniciativa e, o partido que o sustenta colocou duas faixas a reclamar a requalificação da Estrada. Mas, nada mais aconteceu. Desconhecemos quais as diligências que o executivo tomou. Porém, neste assunto não basta enviar um ofício, mais ou menos complexo, mais ou menos agressivo, mas sempre a exigir obras. São necessárias várias reuniões com o presidente das Estrada de Portugal, com o secretário de Estado e com o ministro, por forma a sensibilizar quem manda para a necessidade desta obra. Como diz o povo: Quem não aparece, esquece.
Mas este não é o assunto desta minha reflexão mensal. Silves, entre outras realidades, orgulha-se de ser a Capital Histórica do Algarve e aquele lugar que todos recordam como um ícone patrimonial desta região.
Durante anos guiaram as políticas do município, este fundo patrimonial que servia de âncora e farol para a divulgação deste Concelho e cidade. Não podemos esquecer que o Castelo de Silves é o segundo monumento mais visitado do Algarve, constituindo, conjuntamente com a Sé e toda a parte alta da cidade de Silves, um acervo patrimonial único com características invejáveis.

Silves, tem aquilo que muitas cidades, e concelhos, desejariam. Não precisa de “inventar” nada, apenas tem de ser criativo com aquilo que tem.

Porém, olhamos para toda esta riqueza, fruto acumulado de sucessivas gerações e diferentes civilizações, e não conseguimos descobrir uma política, por mais simples, que oriente e galvanize toda a acção deste município.
Recordo que, bem há pouco tempo, Loulé lançou um roteiro com o património religioso do Concelho, tendo tido um grande impacto da comunicação social. Já em Silves não se vislumbra nada neste domínio, parecendo que tudo estagnou.
Sei que muitos dirão que apenas digo isto porque sou “da oposição”. Nada mais errado, se os meus textos apenas fossem falar por falar, com certeza que não estaria aqui. Faço-o porque quero o melhor para o meu Concelho. E embora não resida em Silves, é esta terra que é a minha, que me faz repousar e onde encontro a minha força. Por isso, enquanto me for possível tudo farei para lançar alertas e sugestões para que quem governa nos leva a viver num local melhor.
Afinal, não é esse o grande património do 25 de Abril?

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