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Dia Mundial da Hipertensão: problema afeta 1 em cada 3 portugueses

Hoje – dia 17 de maio – é Dia Mundial da Hipertensão, um problema que afeta muitos portugueses.

Em Portugal, cerca de três milhões de pessoas são hipertensas e a maioria não tem a tensão arterial controlada, uma situação que pode resultar em complicações graves como é o caso do acidente vascular cerebral ou do enfarte agudo do miocárdio.hipertensão-ED-1

 

 

 

 

 

 

 

 

As doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal e um dos principais fatores de risco destas doenças é, de facto, a hipertensão arterial. Por este motivo, é necessário reforçar junto da população a importância do controlo da tensão arterial como forma de prevenção destas doenças”, revela Severo Torres, coordenador da Unidade de Cardiologia do Hospital Lusíadas Porto.
E acrescenta: “O estilo de vida é determinante na subida dos valores da pressão arterial. Diminuir o consumo de sal e de álcool, não fumar, evitar alimentos salgados ou ricos em gorduras e açúcar e recorrer à prática regular de exercício físico, pelo menos três vezes por semana, podem ser excelentes aliados no controlo da hipertensão arterial, reduzindo o risco de complicações graves”.
Embora seja quase sempre assintomática, a hipertensão arterial pode, em alguns casos, manifestar-se através de sintomas como tonturas, visão turva, dores de cabeça, sonolência e falta de ar. A sua causa pode ser desconhecida, sendo classificada como primária ou essencial, ou pode surgir como consequência de, por exemplo, doença renal, perturbações hormonais ou utilização de determinados fármacos.
O diagnóstico precoce é fundamental até porque “a hipertensão poderá ser reversível se forem identificadas e corrigidas as causas desencadeantes e adotadas as medidas terapêuticas adequadas”, explica o cardiologista.
Se a doença não for tratada “a pressão arterial elevada pode causar alterações do ritmo do coração e da sua estrutura, contribuindo para o desenvolvimento, a longo prazo, de insuficiência cardíaca. Ao provocar lesões na parede das artérias, aumenta o risco de enfarte agudo do miocárdio e constitui o principal fator de risco para o acidente vascular cerebral”, conclui o especialista.

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