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Feira Holística no Algoz

A Quinta dos is, no Barranco Longo, no Algoz, recebe, nos dias 7 e 8 de maio, uma Feira Holística, que pretende ajudar a atingir “uma formfeira holistica no algoza mais equilibrada e holística de viver”, segundo a organização, a cargo do Holistic Fest Algarve.

O evento pretende divulgar as terapias holísticas e produtos naturais e orgânicos. Da meditação ao ioga, do reiki à leitura do tarot, das massagens aos cristais, são muitas as áreas em foco.

O público tem entrada livre no recinto, que estará aberto das 11h às 19h,  tendo oportunidade de experimentar o ambiente criado por todos os terapeutas/expositores.

 

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6 Comentários

  1. Descodificando a Língua Portuguesa

    “Feira ‘Holística’ no Algoz” é o título da notícia.
    O adjectivo “holístico”, relativo a “holismo” é interessante.
    Teve, nas várias abordagens iniciais, ao longo dos séculos, conotações de índole eminentemente filosófica, que evoluíram, tendo, posteriormente, sido fixado, através de outros conceitos, de um modo mais definitivo, por um estadista sul-africano, no primeiro quartel do século passado, sendo actualmente mais utilizado, na acepção de uma disciplina da medicina psicossomática (gr. “psukhé”, espírito + gr. “somatos”, corpo), não convencional, no sentido de que as partes de que somos constituídos (espírito e matéria) não devem ser tratadas, em separado, mas sim como um todo, aliás, dentro do princípio que está na origem do “holismo”, ou seja, que “o todo é maior e mais perfeito do que a mera soma das partes”.

    O “holismo” principiou, pois, por ser um sistema de pensamento ontológico, em que o estudo de um ser não deve ser abordado nos seus aspectos parcelares,

  2. Descodificando a Língua Portuguesa

    mas, sim, de um modo integrado, como um todo.
    Tem, na actualidade, como principal acepção, a da busca da saúde total e do nosso bem-estar completo.

    “Holismo” é um termo formado do gr. “holos”, todo, inteiro, completo.
    Se recuarmos a tempos anteriores aos do Grego Clássico, até ao Indo-europeu, fonte de, praticamente, a totalidade dos idiomas falados no Ocidente (referimo-nos às Línguas Germânicas, Eslavas, Celtas, Grego e Latim, além de outras), aí, encontraremos o tronco comum de palavras irmãs do gr. “holos”, como as inglesas “whole”, inteiro, completo e “all”, tudo, todos.
    De notar que, originariamente, quer “holos”, “whole” ou “all” tinham, imanente, também, o sentido de “saudável”, porque se entendia que estar “inteiro” é estar são.

    A própria saudação alemã “heil”, que tão prostituída foi pela besta nazi, pertence também à mesma família acima e significa, como substantivo, “salvação” e, como adjectivo, “inteiro”, saudável”, “curado”.

  3. Descodificando a Língua Portuguesa

    Com o significado de “sagrado”, temos, ainda, o alemão “heilig”, como se pode ver em “Heilige Schrift”, “Bíblia Sagrada”ou em “das Heilige Land”, a “Terra Santa”.

    Temos, também, da mesma família, o lat. “solus”, só, único, o lat. “solidus”, sólido, firme, assim como o lat. “salvus”, ‘que passa bem’, ‘que está de saúde’.
    Repare-se que “enfermeiro” não é mais, afinal, do que aquele que trata dos “enfermos” (lat. “in”, não + “firmus”, firme, sólido, saudável, ou seja, que não está saudável, que está doente)

    Ainda, hoje em dia, o nosso povo usa a expressão “dar a salvação”, isto é, cumprimentar (entenda-se, desejar “boa saúde”), assim como o portuguesíssimo e belo vernáculo (infelizmente já em desuso) “Deus o salve ! ”.
    Do mesmo modo, os Romanos cumprimentavam-se, dizendo “Salve ! “, como sinónimo de “ Tem saúde ! ”.
    De um modo mais dramático, os escravos que iam combater na arena, até um deles morrer, saudavam o Imperador, gritando,

  4. Descodificando a Língua Portuguesa

    de gládio em punho : “Ave, Caesar, morituri te salutant ! “, “Ave, César, aqueles que vão morrer saúdam-te ! “.

    NOTA : Cabe aqui uma explicação ao facto de, por um lado, o gr. “holos” ser grafado com “ h- “ e, por outro lado, os seus primos latinos “solus”, “solidus” e “salvus” apresentarem, em sua substituição, um “ s- “.
    Primeiro que tudo, deve dizer-se que as palavras do Grego Clássico não usavam “ h- “.
    O “ h- “ representa, na reprodução actual do Grego Antigo, uma aspiração que algumas palavras gregas tinham, aspiração, a que se chama “espírito rude”, espécie de vírgula ao contrário, que era colocado no início da palavra.

    Como se sabe, o Latim foi muito influenciado pelo Grego Clássico, após a conquista, pelos Romanos, da Acaia, nome por que designavam a Grécia.
    É o caso em que se pode dizer que o vencedor (os Romanos) ficou “vencido” e rendido à elevada cultura do povo derrotado (os Gregos), cuja Língua, entre muitas outras criações do brilhante espírito helénico,

  5. Descodificando a Língua Portuguesa

    apresentava (apresenta) uma perfeição levada ao extremo, a qual os Romanos tomaram como padrão e da qual importaram uma enormíssima soma de palavras.
    A tal ponto ficaram deslumbrados com os Gregos, que se tornou de bom tom, entre as famílias romanas mais poderosas, ter um escravo grego, como preceptor dos seus filhos.
    Ficou-nos, daí, o termo “pedagogo” (gr. “paidos”, criança + gr. “agôgos”, que conduz, que leva), o mestre, o professor.

    Ao ocorrer a assimilação dos muitíssimos vocábulos gregos pelos Romanos, a grafia de algumas dessas palavras sofreu adaptações, ao integrarem o Latim.
    Uma dessas alterações, como acima se refere, aconteceu com a troca da aspiração, na parte inicial da palavra grega, pelo “ s- “ latino, de que se dão alguns exemplos :

  6. Descodificando a Língua Portuguesa

    1 – O já falado gr. “holos”, que passou ao lat. “solus” ;
    2 – O gr. “hepta”, sete, que passou ao lat. “septem”, sete, como se pode ver em “heptágono” (gr. “hepta”, sete + gr. “gônia”, ângulo), polígono de 7 lados e 7 vértices;
    3 – O gr. “herpeton”, animal rastejante, réptil, que passou ao lat. “serpentem”, serpente, como se pode ver em “herpetologia” (gr. “herpeton”, réptil + gr. “logia”, tratado, estudo), tratado sobre serpentes.
    4 – O gr. “hemiplegia”, paralisia de uma metade lateral do corpo (gr. “hemi”, metade ou o lat. “semi” + “plege”, golpe, pancada, sendo que “plege” deriva do verbo “plesso”, bater, golpear).
    Na formação da palavra “hemiplegia”, entendeu-se que a paralisia resultava como que de um golpe sofrido.

    MORAL DA HISTÓRIA DESTE COMENTÁRIO : as palavras são, de facto, como as cerejas … :)

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