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Memórias: Celas interpôs providência cautelar contra Câmara de Silves ( publicada em maio de 2005)

Na edição de maio de 2005, o Terra Ruiva publicava esta notícia que marcava o inicio de um conflito judicial que se arrastou no tribunal durante vários anos. Em causa estava a cedência do edifício do ex-Matadouro Municipal, uma questão que não se encontra ainda totalmente esclarecida. 

Em causa está o edifício do Matadouro Municipal

O edifício do ex- Matadouro Municipal está a ser palco de uma polémica que teve este mês um novo desenvolvimento, já que o CELAS – Centro de Estudos Luso Árabes, interpôs uma providência cautelar reivindicando o direito ao edifício para sua sede e desenvolvimento de actividades, para evitar que se concretize a sua cedência a outra instituição, como é desejo da Câmara Municipal de Silves.

Ex- Matadouro Municipal agora Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica de Silves
Ex- Matadouro Municipal agora Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica de Silves

Como o Terra Ruiva noticiou na sua edição de Abril, a direcção do CELAS foi surpreendida pela intenção manifestada por Isabel Soares de ceder o espaço do Matadouro, agora totalmente remodelado, à Fundação Al Mouatamid Ibn Abbad, (ainda em fase de constituição) contrariando assim uma decisão de 1997, tomada por unanimidade de todos os partidos então representados na Câmara Municipal, PS, CDU e PSD.

 

Esta decisão de Isabel Soares levou o CELAS a apresentar uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Loulé. Numa primeira avaliação, o Tribunal deu razão ao CELAS, dando um prazo- até dia 18 de Maio- para a autarquia se pronunciar.
Na altura em que se escreve esta notícia, o prazo ainda não tinha terminado, pelo que ainda não se sabia se a autarquia iria ou não contestar a providência.
O Terra Ruiva falou com Ana Maria Mira, presidente da direcção do CELAS, que confirmou que o tribunal considerou como “fundamentado” o protesto desta instituição, reservando para mais tarde outros comentários a esta situação, dando cumprimento ao que foi decidido em Assembleia Geral realizada no dia 7 de Maio. “Vamos esperar até ao final do prazo para tomarmos uma posição pública”, adiantou Ana Maria Mira.
Entretanto, o Terra Ruiva apurou que também os vereadores da oposição, eleitos pelo PS e CDU se preparam para questionar a Câmara Municipal, nomeadamente a presidente Isabel Soares, quanto a este assunto, no sentido do seu cabal esclarecimento.
Uma situação que terá, percebe-se, novos “capítulos”. Decerto polémicos.

P.B.

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