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Sessão em Messines sobre “A Constituição da República e As Conquistas da Revolução de Abril”

“A Constituição da República e As Conquistas de Abril” é o tema da sessão pública organizada pela Associação Conquistas da Revolução (ACR), em S. Bartolomeu de Messines, no salão da Junta de Freguesia, no dia 9 de abril, pelas 17h.

As intervenções estão a cargo de: João Carlos Correia, presidente da Junta de Freguesia de S.B. Messines; Manuel Begonha, militar de abril e presidente da ACR; Baptista Alves, militar de abril e vice-presidente da ACR.
Esta iniciativa realiza-se no âmbito da comemoração do 42º aniversário do 25 de abril e do 40º aniversário da Constituição da República”.
A organização convida toda a população.

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4 Comentários

  1. Completam-se, este ano, quarenta e dois anos, desde a manhã radiosa do dia que devolveu a Liberdade ao povo português.
    Tive a sorte de ter estado no lugar certo e no momento certo, para poder acompanhar e sentir a alegria de testemunhar todos os momentos decisivos, que, embora periclitantes e incertos, de início, cedo se definiram, com o indispensável apoio massivo do povo nas ruas, para uma vitória clara sobre a ominosa ditadura que nos oprimia.

    Esse teria sido para mim mais um dia de trabalho, igual a tantos outros.
    Ao desembarcar, na estação fluvial, cerca das oito horas, junto ao Terreiro do Paço, estranhei não ver um único carro a circular, ao invés do trânsito intenso habitual, àquela hora da manhã.
    Avancei para o Terreiro do Paço e compreendi que algo de grave se estava a passar, devido às inúmeras viaturas militares pesadas e de grande poder de fogo que ocupavam toda a praça.

    Apercebi-me de um jovem capitão, mais ou menos da minha idade – que, mais tarde, vim a saber ser

  2. o capitão Salgueiro Maia -, que deambulava, de um lado para o outro, dando ordens, e mostrava ser o comandante daquela coluna militar.
    Ao largo, no Tejo, reparei igualmente numa fragata que passava, repetidamente, de um lado para o outro, sempre em frente da Praça do Comércio, a qual – sei hoje – estava do lado das forças do regime e cujo comandante deu ordem de fogo contra a coluna de Salgueiro Maia, o que não ocorreu, porque o marinheiro artilheiro se negou a obedecer – com toda a gravidade das eventuais consequências -, facto que, a ter sucedido, poderia ter alterado todo o curso dos acontecimentos.

    Cedo soube que era um golpe militar que estava em curso contra o regime.
    A partir daí, foi um deambular por toda a Baixa, em busca de mais novidades.
    Da Baixa, desloquei-me à Rua António Maria Cardoso, a Rua da Pide, tendo tido a sorte de já lá não estar, quando os pides abriram fogo sobre o povo, provocando algumas vítimas mortais entre os civis.

    Depois, bem, depois, todos os

  3. caminhos foram dar ao Largo do Carmo, onde se situava o Quartel General da GNR, transformado em núcleo da decisão do golpe militar e local em que se dizia se tinha acolhido Marcelo Caetano, o Presidente do Conselho, designação do PM, ao tempo, e eu para lá me dirigi.
    No Largo, não cabia uma agulha, como sói dizer-se.
    A determinada altura, correu o boato de que o Largo poderia ser atacado por um helicanhão, notícia, cuja veracidade sabemos hoje ter sido real, só que contou com a oposição de Marcelo Caetano, que quis evitar um banho de sangue.
    Porém, nem um de nós arredou pé.

    Com a finalidade de pressionar Marcelo Caetano a render-se, Salgueiro Maia colocou Chaimites frente ao Quartel do GNR, exortando-o, por mais do que uma vez, a entregar o Poder, após cujo silêncio apontou uma metralhadora ao edifício e disparou uma rajada de aviso.
    Após esta prova de força, Marcelo, que se opunha a que o Poder caísse na rua, informou o comandante da força, Salgueiro Maia, que o entregaria ao

  4. General Spínola, o que veio a acontecer, ao fim de algum tempo, quando este militar se deslocou ao quartel.
    Após a rendição, Marcelo foi levado, dentro de um Chaimite, para o Aeroporto da Portela, de onde partiu para o Brasil.

    De notar que o verdadeiro herói, o grande Capitão do 25 de Abril, aquele que esteve presente nos principais momentos decisivos e que, na rua e junto do povo, determinou o rumo dos acontecimentos foi Salgueiro Maia, o mesmo, a cuja viúva o sinistro Cavaco, enquanto PM, negou uma pensão, dando-a, de seguida, a dois biltres da Pide.
    Este pequeno episódio mostra, à saciedade, o perfil fascizóide de Cavaco Silva e a sua aversão visceral ao 25 de Abril.
    Por tudo isto, é totalmente reprovável e incompreensível a condecoração da Ordem da Liberdade que Marcelo Rebelo de Sousa lhe atribuiu.

    A Democracia e a Liberdade não são definitivas.
    São como plantas nossas amigas, que carecem de ser, permanentemente, regadas e cuidadas, porque têm muitos inimigos.

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