Home / Algarve / Chumbado projeto do PCP para reversão do Centro Hospitalar Algarvio

Chumbado projeto do PCP para reversão do Centro Hospitalar Algarvio

O projeto de resolução apresentado pelo PCP propondo a “Reversão do processo de fusão dos hospitais algarvios num único centro hospitalar” foi chumbado na Assembleia da República, no dia 31 de março, com os votos contra do PS, PSD e CDS.

O referido projeto pedia que fosse revertida a fusão do Hospital de Faro e do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio no Centro Hospitalar do Algarve, mantendo todos os serviços e valências nos hospitais de Faro, Portimão e Lagos; as quais teriam de ser dotadas “de recursos humanos, materiais e financeiros adequados à prestação de cuidados de saúde de qualidade”.

“Nos últimos anos, a criação do Centro Hospitalar do Algarve contribuiu para uma acelerada degradação dos cuidados de saúde prestados na região, denunciada por utentes e profissionais de saúde”, considera o PCP que “desde o primeiro momento” rejeitou a opção do anterior governo PSD/CDS, tomada em julho de 2013, e que, na opinião deste partido” não assentou em critérios clínicos, de acessibilidade dos utentes à saúde ou de qualidade do serviço, ocorreu à margem e em confronto com as populações, os profissionais de saúde e as entidades locais”.
“As caraterísticas demográficas e socioeconómicas da população residente no Algarve e as dificuldades nas deslocações dos utentes dos serviços de saúde desaconselhavam vivamente a fusão dos atuais hospitais num único centro hospitalar para toda a região algarvia”, afirma o PCP .

“O anterior Governo PSD/CDS, num exercício de mera propaganda, destinado a tentar convencer os algarvios da “bondade” da sua opção de criar um único centro hospitalar para toda a região, repetiu até à exaustão que da criação do Centro Hospitalar do Algarve não resultaria o encerramento de qualquer serviço ou valência nos hospitais de Faro, Portimão e Lagos. Contudo, a realidade veio desmentir a propaganda do Governo. Desde a criação do Centro Hospitalar do Algarve aumentou a degradação dos cuidados de saúde prestados em diversas valências, preparando o terreno para a futura desativação – definitiva – dessas valências”.

O PCP traça o quadro atual: “no Hospital de Portimão, a falta de médicos pediatras e obstetras coloca em risco a continuação da Maternidade; no Hospital de Faro, o serviço de Ortopedia perdeu 8 médicos desde 2013;. O Serviço de Urgência funciona com apenas um ou dois ortopedistas, forçando à transferência de doentes com patologia cirúrgica para o Hospital de Santa Maria em Lisboa. Também os serviços de Cirurgia e de Anestesia, por falta de médicos especialistas, não conseguem dar uma resposta adequada às necessidades”.
“A criação do Centro Hospitalar do Algarve contribuiu para agravar a dificuldade de atração de médicos para os hospitais da região, já que os médicos são forçados a prestar serviço em qualquer um dos hospitais integrados neste centro, chegando, inclusivamente, a ter de se deslocar diariamente entre o Hospital de Faro e o Hospital de Portimão”, acrescenta ainda o PCP.
Para este partido, estas medidas inserem-se num projeto mais vasto com o objetivo de “diminuir a capacidade de prestação de cuidados de saúde por parte do Estado e, por essa via, beneficiar os grandes grupos privados que operam no sector”.

PartilharShare on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Email this to someonePin on Pinterest0

Veja Também

Assembleia Municipal reúne dia 17 de novembro

No dia 17 de novembro, pelas 21h, na sua sede em Silves, reúne, pela primeira …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *